Era Vargas

Saiba tudo sobre a Era Vargas e prepare-se para o ENEM.

Movimento começou no dia 3 de outubro e chegou ao fim no dia 24 de outubro de 1930

Ao falarmos dos grandes presidentes do Brasil, Getúlio Vargas é sempre um dos primeiros a vir às nossas cabeças. Passadas mais de seis décadas desde sua trágica morte, seu nome ainda segue conhecido por uma gigantesca parcela da população brasileira. Amado por uns, odiado por outros, tal como a maioria das grandes figuras, Vargas é carregado de contradições e complexidades. À frente da direção do Brasil, Vargas foi presidente por dezoito anos, ficando atrás na disputa apenas para o imperador D. Pedro II. Não à toa, nos referenciamos àqueles tempos como a Era Vargas, um período em que o país passava por importantes transformações econômicas, políticas e sociais. Percebemos, assim, o porquê deste ser um dos assuntos mais constantes nas provas do ENEM. Para um melhor entendimento do tema, é importante compreendermos as principais particularidades de cada uma das diferentes fases relativas à Era Vargas: o Governo Provisório, o Governo Constitucional, o Estado Novo e o Segundo Governo Vargas.

Governo Provisório

Talvez as questões iniciais mais comumente perguntadas sobre Vargas sejam: de onde veio, quem foi Getúlio Vargas antes da política e, principalmente, como chegou ao poder? Para isso, é importante que nos remetamos brevemente aos anos antecedentes à chamada Revolução de 1930, famoso episódio através do qual Vargas ascendeu ao poder como Presidente da República.

Os quarenta primeiros anos da República Brasileira, nascida em 1889, foram simbolizados, principalmente, pela grande concentração de poderes nas mãos dos oligopólios representantes do “café-com-leite” – termo referente ao eixo MG-SP –. Tempo dos famosos “coronéis”, latifundiários dominantes que, através do respeito ou da força, cooptavam o voto da população desvalida. O Brasil via-se repleto de currais eleitorais. O voto de cabresto fazia-se praticamente institucionalizado devido ao caráter do sufrágio ser aberto, de acordo com a Constituição de 1891, vigente durante todo este período denominado Primeira República. Foi somente a partir da década de 1920 que os agentes sociais e movimentos de contestação às oligarquias de Minas e São Paulo se consolidaram. Artistas e intelectuais vinculados à Semana de Arte Moderna de 1922, jornalistas, classes dominantes de outras regiões que não as representantes dos interesses do café, operários e burgueses industriais e militares avolumavam a oposição. Vargas surgiu como candidato à Presidência durante um conturbado contexto, onde a tradicional “política do café-com-leite” colapsava-se diante da crise internacional de 1929. Mesmo fracassando na corrida eleitoral de março de 1930, Vargas toma posse no mês de outubro do mesmo ano, através do famoso episódio conhecido como a Revolução de 1930. O presidente eleito Júlio Prestes jamais chegaria a governar.

Ao tomar posse, Vargas sabia que as dívidas políticas contraídas com seus aliados deveriam ser pagas. Sabendo disto, o recém-empossado presidente nomeou interventores para os diversos estados brasileiros, com o intuito de afastar os já conhecidos coronéis dos governos estaduais. Unindo o útil ao agradável, Vargas, ao mesmo tempo que retirava o poder de seus inimigos políticos, pagava suas dívidas com os militares oriundos do movimento tenentista, principal braço armado da Revolução de 1930. Eram justamente esses tenentes os ocupantes da grossa maioria dos cargos de interventores. O Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio era criado com o intuito de abarcar os interesses das classes trabalhadoras e também da burguesia industrial. Paralelamente, era montado o Ministério da Saúde e Educação. Visivelmente, Vargas montava um novo aparato governamental. A Constituição de 1891, gênese de todo o sistema de corrupção eleitoral, clientelismo e mandonismo da Primeira República, não mais tinha validade. Durante 1930 e 1934, Vargas governava por via de decretos-lei.

A Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, simbolizou a grande insatisfação do estado, outrora protagonista político do Brasil, com as políticas intervencionistas de Vargas. A Assembleia Constituinte já convocada em 1932, promulgava, dois anos depois, a Constituição de 1934. Era o fim do Governo Provisório.

Governo Constitucional

A Constituição de 1934 trouxe consigo elementos de grande importância para a democracia e sociedade brasileira em geral. A incorporação do Código Eleitoral já previamente elaborado garantiu o voto secreto e a participação do eleitorado feminino. Os direitos e garantias conquistados pelos trabalhadores ao longo dos últimos anos passavam a ser constitucionalmente contemplados – salário mínimo, jornada máxima de 8 horas diárias, descanso semanal e férias anuais remuneradas, manutenção da Justiça do Trabalho etc.

A Aliança Nacional Libertadora (ANL) e a Ação Integralista Brasileira (AIB), movimentos protagonistas do cenário político da época, simbolizavam as influências internacionais sobre a sociedade brasileira. Enquanto a primeira representava os ideais socialistas provenientes da União Soviética (URSS), a segunda espelhava as influências do fascismo europeu. Vargas, por ter na figura do trabalhador um agente-chave para seu governo, considerou a ANL uma ameaça. Sob a alegação da defesa da segurança nacional, Vargas autorizou, em 1935, a dissolução da Aliança Nacional Libertadora, o que levou, ainda no mesmo ano, ao levante conhecido como Intentona Comunista. Fracassado e reprimido, o movimento foi utilizado politicamente por Vargas para alarmar o povo brasileiro acerca de uma potencial ameaça comunista. Em 1937, instaurava-se o Estado Novo, período ditatorial através do qual Getúlio Vargas governou por mais tempo o Brasil. A Constituição de 1934, apesar de promulgada e democrática, morria de maneira prematura.

Estado Novo

Pôsteres do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) produzidos durante o Estado Novo

Com o Estado Novo, veio a “Polaca”. Por este apelido ficou conhecida a Constituição de 1937. Outorgado e ditatorial, o texto constitucional previa o fim do caráter federalista da República, além de trazer consigo a pena de morte e a dissolução de todos os tipos de movimentos político-partidários existentes, incluindo a Ação Integralista Brasileira. Por este motivo, se deu, em 1938, a Intentona Integralista, também fracassada.

Foi durante este momento que o chamado trabalhismo varguista chegou ao seu ápice, simbolizado pela institucionalização da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). O Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) propagandeava a imagem de Getúlio Vargas como “o pai dos pobres” e ao mesmo tempo censurava as críticas ao seu governo e ao Brasil como um todo. A 2ª Guerra Mundial estourava na Europa e, com isso, o Brasil, a princípio, declarava-se oficialmente neutro, ainda que, neste primeiro momento, Vargas se assemelhasse demasiadamente aos governantes fascistas europeus. A entrada dos EUA na guerra levou a uma aproximação entre Vargas e as potências aliadas contra as forças do Eixo.

Em 1942, o Brasil declarava guerra oficialmente contra a Alemanha nazista. Os Estados Unidos traziam suas bases militares para a costa nordestina brasileira enquanto Vargas aproveitava para negociar apoio técnico-logístico para a industrialização de base do país. As indústrias pesadas começavam a surgir, tais como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Fábrica Nacional de Motores (FMN), além da criação da Companhia Vale do Rio Doce, estatal encarregada da exploração do minério de ferro brasileiro. O Brasil, finalmente, iniciava de maneira efetiva seu processo industrializador.

O envio da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e da Força Aérea Brasileira (FAB) para o maior conflito da história mundial se deu somente no ano de 1944. Apesar das notáveis vitórias, a participação de brasileiros na guerra acabou por salientar as contradições do Estado Novo – tratava-se de uma ditadura lutando pela liberdade de outro continente –. Movimentos como os protagonizados pela Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais pediam a redemocratização do Brasil. Vargas, pressionado, iniciou a distensão para uma transição constitucional em 1945. Partidos antigos como o Partido Comunista Brasileiro (PCB) foram reabertos e outros novos foram criados, como o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Democrático (PSD), ambos formados por Vargas, além da União Democrática Nacional (UDN). A corrida presidencial já se organizava quando movimentos sociais começaram a se agigantar nas ruas pedindo a transição com a manutenção de Getúlio Vargas à frente da cadeira presidencial. Com plaquetas escritas “Queremos Vargas!”, a população pedia a permanência de seu líder no poder, mesmo após mais de quinze anos desde sua posse. O “queremismo” surgiu como ameaça para novas lideranças políticas que nasciam. Ainda em 1945, Vargas, extremamente pressionado, renunciava da Presidência para apoiar a candidatura do Marechal Eurico Gaspar Dutra pelo PSD. Chegava ao fim o Estado Novo e, com ele, o 1º Governo Vargas.

2º Governo Vargas

Getúlio Vargas

Ao fim do mandato de Dutra (1946 – 1951), o marechal encontrava-se desgastado após um governo ofuscado pelo brilho do governante anterior. Vargas candidatava-se novamente à presidência, desta vez para ganhar com relativa facilidade, utilizando-se do slogan “bota o retrato do velho outra vez!”. Nada seria fácil. O mundo já vivia a Guerra Fria, o nacionalismo e o trabalhismo varguista encontravam forte oposição nos setores liberais. A questão do petróleo simbolizou a dicotomia entre nacionalistas e liberais no Brasil deste período. Largamente difundido pela mídia, o movimento nacionalista saiu vencedor utilizando-se do slogan “o petróleo é nosso!”, através do qual pediam o monopólio estatal das reservas de petróleo brasileiras. Surgia a Petrobrás, criada em 1953.

O reajuste de 100% sobre o valor do salário mínimo foi outra questão de grande reverberação na sociedade brasileira. Se os empregados comemoraram, os patrões fizeram barulho. Um dos principais opositores políticos de Getúlio Vargas, Carlos Lacerda, ganhava cada vez mais voz ao escrever suas colunas para o jornal “Tribuna da Imprensa”. Em 1954, deu-se o fatídico atentado da Rua Tonelero, episódio no qual Lacerda sofreu uma tentativa de assassinato quando andava pelo bairro em que morava. O atentado fracassou, retirando não a vida de seu alvo, mas a do major da Aeronáutica Rubens Vaz, que fazia a segurança pessoal do jornalista. Iniciava-se uma gravíssima crise institucional. A Aeronáutica tomou a frente das investigações e, após vincular o atentado à figura de Gregório Fortunato – chefe da guarda pessoal de Vargas –, iniciou as pressões para que Getúlio saísse do Palácio da República para prestar depoimento em uma base da Aeronáutica. Vargas, sob grande desprestígio, decidiu pela via mais radical: escreveu a carta testamento mais famosa da história brasileira e, com um tiro em seu coração, retirou a própria vida na madrugada do dia 23 para o dia 24 de agosto de 1954. A população escandalizava-se com a notícia. A comoção popular fez centenas de milhares de pessoas seguirem seu caixão rumo ao aeroporto, de onde ele partiria para a sua cidade natal, São Borja, no Rio Grande do Sul (RS). Esta mesma multidão, desnorteada, incendiou veículos do jornal O Globo e depredou a embaixada norte-americana. Chegava ao fim a Era Vargas, mas não o seu legado. Pelos próximos anos, o cenário político-partidário brasileiro se encontrará profundamente influenciado pelo populismo varguista. A crise institucional permanecerá ainda por mais alguns meses, até a posse oficial de Juscelino Kubitschek, presidente eleito sucessor de Vargas.

Capa de jornal sobre a morte de Getúlio Vargas

Fique com um trecho selecionado da carta-testamento de Getúlio Vargas:

“Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”

Leia a carta-testamento completa

O que cai no ENEM em Português?

Veja o que cai em Português no ENEM

Olá! Existe um mito de que para o ENEM a gramática não é importante. Cuidado: a gramática é importante, sim, não só para as questões objetivas quanto para pontuar na Competência 1 de sua redação. São 200 pontos de 1000 só para seus conhecimentos gramaticais.

Português representa, na verdade, um dos temas compreendidos na prova de linguagem que distribui entre as questões a cobrança sobre Literatura, interpretação textual, gêneros textuais, educação física e arte, tecnologia da informação e Língua Portuguesa.

A verdade é que cada tópico desses merece muita atenção, mas em se tratando do conteúdo voltado para língua, podemos destacar alguns temas como principais:

Variação linguística

Toda língua viva é necessariamente dinâmica. Ou seja, sofre alterações diversas ao longo de seu uso. Sendo assim, podemos entender a variação linguística como as diferentes formas que determinada língua assume durante a utilização dos falantes.

Ora, as pessoas apresentam comportamentos diferentes a partir de sua idade, escolaridade, sexo, naturalidade, classe social, situação de uso, etc. Por isso, essas mesmas situações influenciam diretamente na maneira como a língua é usada por esse falante. Daí nascem as variações linguísticas.

Diferenças vocabulares, entoação, sotaques regionais, variações históricas e de situação são alguns fatores que podem provocar a variação linguística.

Exemplo de variação regional

Semântica

Semântica representa a parte do Português que diz respeito à significação que as palavras apresentam dentro de um determinado contexto, em determinados usos. A semântica ocupa-se do estudo da sinonímia, antonímia, paronímia, homonímia, polissemia, denotação, conotação, entre outras, e das significações que as palavras assumem durante uma comunicação.

Nessa imagem, o termo “rede social” é polissêmico, pois pode ser entendido como a rede física, na qual todos os personagens estão, ou como uma das redes usadas para comunicação (Facebook, WhatsApp, Instagram, etc). A semântica explora justamente os sentidos e significados possíveis das palavras ou expressões.

Nessa imagem, o termo “rede social” é polissêmico, pois pode ser entendido como a rede física, na qual todos os personagens estão, ou como uma das redes usadas para comunicação (Facebook, WhatsApp, Instagram, etc). A semântica explora justamente os sentidos e significados possíveis das palavras ou expressões

Concordância

Concordância é a harmonia que os termos da oração apresentam entre si. Assim, algumas palavras, expressões ou mesmo orações, quando estabelecem uma relação de dependência entre si, devem demonstrar com quais elementos estão ligadas. E isso é evidenciado através das flexões: de número e gênero, para os nomes e de número e pessoa, para os verbos.

Assim, podemos dividir a concordância em duas: a concordância nominal, que trata da relação de dependência entre os substantivos e os termos a ele ligados (pronomes, artigos, adjetivos, numerais) e a concordância verbal, que regulamenta a forma como o verbo deve ser conjugado.

Acentuação gráfica

É o conjunto de normas que regulamentam o uso de acentos gráficos e que determinam a correta pronúncia das palavras, o que pode provocar alteração na significação também.

Para fazer a acentuação correta das palavras, é preciso saber identificar a sílaba tônica (mais forte) das palavras. Assim, as palavras podem ser classificadas como oxítonas (última sílaba mais forte), paroxítona (penúltima sílaba mais forte) ou proparoxítona (antipenúltima sílaba mais forte). Observe a seguir um quadro resumido com as regras de acentuação:

Crase

A crase é um fenômeno fonético ( ` ) que representa a junção da preposição “a” com o artigo feminino “a” e por isso só costuma ser usado junto a nomes femininos. Além disso, pode haver crase também na combinação da mesma preposição “a” com pronomes demonstrativos que se iniciem com a letra “a” (aquele e variantes, a qual e variantes, por exemplo). Crase é também um dos grandes terrores dos estudantes, mas não é nada impossível de ser aprendido.

Pontuação

Os sinais de pontuação são usados para estruturar as frases escritas de forma lógica e coerente, a fim de que elas tenham significado e sejam de fácil compreensão. A pontuação é tão importante na linguagem escrita quanto a entonação, os gestos, as pausas e até o tom de voz são na linguagem oral. Bem empregados, os sinais de pontuação são um grande recurso expressivo e são capazes de mudar a significação de um trecho ou de acrescentar outros significados. Olha só:

Ex.: Raquel não me respondeu. Quando a procurei, já era tarde.
Raquel não me respondeu quando a procurei. Já era tarde.

Nesse exemplo, a pontuação diferenciada mudou completamente a significação do trecho. Veja agora um modelo de questão que envolve pontuação no ENEM:

(ENEM, 2017) O homem disse, Está a chover, e depois, Quem é você, Não sou daqui, Anda à procura de comida, Sim, há quatro dias que não comemos, E como sabe que são quatro dias, É um cálculo, Está sozinha, Estou com o meu marido e uns companheiros, Quantos são, estamos de passagem, Donde vêm, Estivemos internados desde que a cegueira começou, Ah, sim, a quarentena, não serviu de nada, Por que diz isso, Deixaram-nos sair, Houve um incêndio e nesse momento percebemos que os soldados que nos vigiavam tinham desaparecido, E saíram, Sim, Os vossos soldados devem ter sido dos últimos a cegar, toda a gente está cega, Toda a gente, a cidade toda, o país
(Ensaio sobre a cegueira. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.)

A cena retrata as experiências das personagens em um país atingido por uma epidemia. No diálogo, a violação de determinadas regras de pontuação

A – revela uma incompatibilidade entre o sistema de pontuação convencional e a produção do gênero romance.
B – provoca uma leitura equivocada das frases interrogativas e prejudica a verossimilhança.
C – singulariza o estilo do autor e auxilia na representação do ambiente caótico.
D – representa uma exceção às regras do sistema de pontuação canônica.
E – colabora para a construção da identidade do narrador pouco escolarizado.

Figuras de Linguagem

As figuras de linguagem são recursos de nosso idioma capazes de tornar as mensagens que emitimos mais expressivas e significativas. Esses recursos podem ampliar o significado de uma oração ou suprir lacunas de uma frase, acrescentando novos significados.

De maneira geral, as figuras de linguagem enriquecem o texto, ampliando sua significação. As figuras de linguagem se dividem em: Figuras de Palavras, Figuras de Pensamento e Figuras de Construção, mas todas elas contribuem para enriquecer o texto.

Desse modo, você percebe que a Língua Portuguesa é o Código utilizado para relacionar você a todas as áreas de conhecimento. Isso já representa a relevância do estudo da língua para sua prova. Não saber pontuação, por exemplo, pode atrapalhar sua interpretação desde as questões de Filosofia até às de Física. Nesse sentido, é necessário reforçar o estudo de Português, inclusive da modalidade padrão, da qual você dependerá tanto quando ingressar no nível superior.

O que mudou no novo ENEM?

O ENEM como conhecemos está com os dias contados. Maria Inês Fini, presidente do Inep, há algum tempo vinha assinalando para este momento que se confirmou em anúncio do ministério da Educação, no dia 20 de novembro. O pronunciamento prevê um modelo completamente diferente a partir da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Quais as mudanças anunciadas para o novo ENEM?

O novo ENEM será realizado em duas fases: a primeira cobrando conhecimentos gerais; a segunda cobrando conhecimentos específicos de acordo com graduação que cada aluno escolher. Esses conhecimentos específicos nas escolas serão chamados de “itinerários”. Atualmente todos fazem prova igual em todas as áreas de conhecimento e algumas universidades atribuem valores diferenciados de acordo com a carreira que cada aluno escolhe. “A diferença será que a prova vai ser feita, no primeiro dia, conforme a Base Nacional Curricular. No segundo dia, será com uma área escolhida do conhecimento, conforme os referenciais dos itinerários”, diz Rossieli Soares, atual Ministro da Educação.

Mudanças no ENEM

Qual a divisão dos conteúdos com a nova Base Nacional Curricular?

60% para o currículo básico e 40% para específicas. A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) prevê que as três mil horas do ensino médio sejam divididas em duas partes. Assim serão 1.800 horas para os conteúdos das quatro áreas do conhecimento (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza) e 1.200 para os itinerários formativos, em que cada escola poderá se aprofundar.

Qual conteúdo será cobrado como básico e qual será considerado parte dos itinerários no novo Enem?

Existe a previsão de criação de cinco itinerários formativos e de que cada escola ofereça pelo menos dois deles. Entretanto, tanto o conteúdo básico como o dos itinerários ainda precisam ser analisados e votados pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Quando o novo ENEM vai começar a vigorar?

Segundo o Ministério da Educação, o novo ENEM começará a vigorar em 2021. O que significa que em 2019 e 2020 os cursos precisam estar antenados às declarações das instituições envolvidas e não apenas voltados para as provas anteriores como fazem. De acordo com o Coordenador Pedagógico do ProEnem, Diego Viug, uma das vantagens da preparação online que o curso oferece é uma rápida possibilidade de ajustar-se às mudanças que vão sendo gradativamente anunciadas e atualizar os alunos de forma mais imediata.

O novo governo pode interferir na nova estrutura do ENEM?

O que estiver definido em lei deve ser cumprido, entretanto a dinâmica da utilização dos resultados dependerá da equipe de Bolsonaro. Para o atual Ministro da Educação, Rossieli Soares, cabe ao Presidente Eleito dar continuidade ao projeto. “Aquilo que é norma deve ser cumprido, como são as diretrizes a partir de hoje homologadas pelo Ministério da Educação. Já a construção da métrica da avaliação, a construção real do Enem vai ficar muito a cargo do novo governo logicamente”.

Como se preparar para o novo ENEM 2019/2020 diante de tantas mudanças?

A resposta é manter-se atualizado. O padrão de geral de preparação para qualquer concurso é basear-se apenas em edições anteriores do exame, o que pode ser muito perigoso, segundo o Professor Romulo Bolivar do ProENEM. Em redação, nossos alunos não se surpreenderam com as mudanças nos padrões de correção, por exemplo. Mudou em 2016, 2017 e 2018. À medida que as informações sobre os novos modelos iam sendo publicadas, mudávamos no mesmo dia, material, aula, monitoria, trocávamos até vídeo publicado para informar o aluno da formam ais rápida possível”.

Como se preparar para o novo ENEM 2021 diante de tantas mudanças?

O novo ENEM traz uma proposta moderna inspirada em outros países, que exige um médio conhecimento em várias áreas e um conteúdo mais aprofundado de acordo com a carreira que cada estudante pretende cursar. Trata-se de valorizar o aluno não como um repositório de informações, mas a partir das competências e habilidades com que mais de identifica.  A partir dessa nova perspectiva, Roberto Gonçalves – Diretor do curso Proenem – enfatiza: “diante da expectativa de que a nova prova se aproxime do modelo praticado pela UERJ e algumas outras instituições do país, os cursos habituados a atender esse público já tem estrutura para absorver tais mudanças, o que representa uma vantagem para os nossos alunos.”  

Socialismo

O termo Socialismo tem sido amplamente divulgado e comentado nos últimos anos. Por conta das grandes manifestações populares ocorridas no Brasil em 2013, em que milhares de pessoas foram às ruas manifestar seus desejos e indignações, diversos conceitos das ciências humanas passaram a ser utilizados de maneira quase natural, especialmente nas redes sociais. Pensando nas temáticas e questões mais comentadas sobre esse termo, trouxemos todas as informações para você tirar suas dúvidas.

Na imagem acima, vemos uma das manifestações ocorridas em 2013, que ficaram conhecidas como “jornadas de junho”, e ajudaram a popularizar conceitos como socialismo, comunismo e capitalismo.

Desde as jornadas até hoje, as informações passaram a ser produzidas e divulgadas com maior intensidade, para dar vazão à crescente busca por espaço e atenção nos meios virtuais. Entretanto, você que está se preparando para o ENEM, precisa ter cuidado redobrado para o uso desses conceitos, que serão muito importantes para sua prova. Pensando na importância desse tema para o ENEM e os demais vestibulares que você fará, vamos ver como o socialismo pode ser pensado enquanto regime econômico, político e modo de produção.

Socialismo, afinal o que é isso?

O socialismo nada mais é do que um sistema político e econômico que se desenvolveu primeiramente entre os séculos XVIII e XIX, tendo o ideal da igualdade como seu ponto central. Embora o nome do filósofo alemão Karl Marx (1818-1883)v seja diretamente relacionado aos princípios do socialismo, não é apenas no conjunto das ideias marxistas que esse conceito foi desenvolvido.

Outros teóricos – como Saint-Simon (1760-1825), Robert Owen (1771-1858), Charles Fourier (1772-1837) e Louis Blanc (1811-1882) – pensaram modelos que se opunham ao modo como ocorria o desenvolvimento industrial, baseado na desigualdade social e na exploração dos trabalhadores das fábricas. Pensando em reverter o cenário com o qual se deparavam, esses estudiosos formularam ideias e princípios que se opunham à lógica da competição e da obtenção de lucro sobre o trabalho alheio. Assim, eles condenavam também a propriedade privada e a forma de organização do Estado, que corroborava a dinâmica industrial. Para os socialistas, os poderes e as funções políticas deveriam ser ocupados pelos trabalhadores, e não pelos proprietários dos meios de produção.

Na imagem acima, vemos uma situação comum no período da revolução industrial, onde não havia nenhum tipo de regulamentação para o trabalho. Dessa forma, jornadas de atividades muito longas, baixa remuneração e trabalho infantil eram elementos constantes no cenário produtivo.

Os teóricos do socialismo defendem que o Estado, devidamente apropriado pelos trabalhadores, seria responsável por todos os aspectos da produção. Além disso, ele também seria o responsável pelo provimento de todos os serviços e necessidades das comunidades, de modo em que pudesse abarcar todos os elementos da vida social. Nessa dinâmica, todas as vantagens seriam oferecidas de forma equitativa, contrariando a lógica da competitividade entre indivíduos e grupos.

Todos esses pensadores que citamos acima estão produzindo suas ideias no contexto da Revolução Industrial, quando a precarização do trabalho e o desenvolvimento das Indústrias ocorria com toda a velocidade. Cada um deles possui um olhar específico para essa questão, que varia de acordo com suas situações de vida específicas, mas de forma geral, todos buscam alternativas teóricas para promover melhores condições de vida e trabalho para a maior parte da população. Os teóricos do chamado Socialismo Utópico tinham em comum a crença de que as mudanças sociais que transformariam poderiam ser conquistadas através da busca por um consenso razoável. Já Marx, juntamente com Engels (1820-1895) defendiam o Socialismo Científico, considerando haver uma diferença radical entre os interesses de trabalhadores e patrões, que só seria superada com uma Revolução Proletária, ou seja, uma mudança radical.

O comunismo é um estágio mais avançado do socialismo, nele não há mais a figura do Estado, pois os interesses já foram conciliados e as desigualdades suprimidas, de tal modo que cabe aos indivíduos e seus grupos manterem os diferentes aspectos da produção e da vida social como um todo. Já o capitalismo, que é o modelo predominante em nosso contexto, valoriza os elementos ligados à competição individual e coletiva. Assim, a sorte dos indivíduos está relacionada à sua capacidade objetiva de lidar com as questões da vida cotidiana e buscar os maios necessários para manter-se nela. A figura do estado pode ocupar diferentes sentidos, mas sempre de modo a priorizar a independência dos sujeitos frente aos dilemas da sua própria existência.

Questão do ENEM de 2016

Nessa questão do ENEM de 2016, podemos ver a importância de sabermos avaliar criticamente as características fundamentais de cada um dos principais modelos políticos e econômicos.  O Capitalismo, alternativa correta para a questão acima, é o sistema no qual o mercado tem papel predominante, subordinando assim grande parte das instituições sociais à sua lógica.

Depois de termos pensado um pouco sobre as definições de Socialismo, é importante continuarmos buscando em nosso material de estudo novas informações e conhecimentos. No vídeo abaixo, o Prof. Leandro Vieira fala um pouco mais sobre as idéias de Karl Marx e suas discussões a respeito das classes sociais. Se liga aí e fica de olho nas nossas redes, tem sempre novos conteúdos para ajudar na sua aprovação.

Relevo

Aprenda tudo sobre relevo e suas características

O relevo é o formato que a superfície da Terra possui. A Terra possui diferentes formatos da superfície e o que molda esse relevo são agentes internos e externos.

Nosso relevo é assentado em estruturas geológicas. Imaginem a construção de um prédio, para dar sustentação é necessário que haja vigas, colunas que segurem toda a construção. A mesma coisa acontece com o relevo, a estrutura geológica dá sustento ao formato da superfície. Existem três tipos de estruturas geológicas: os dobramentos modernos, escudos cristalinos e as bacias sedimentares.

Estrutura geológica do mundo

Dobramentos Modernos

Como são modernos, os dobramentos são formas recentes no tempo geológico da Terra. Encontramos eles em bordas de placas tectônicas, pois são resultados de forças tectônicas, assim, são áreas instáveis, geologicamente. Já que são de formação recente, estão há pouco tempo sob a ação do intemperismo, por isso, pouco desgastados, atingindo, então, grandes altitudes.

Exemplos de dobramentos modernos: Cordilheira dos Andes, Himalaia, Alpes.

No Brasil:

O Brasil está assentado no meio da placa tectônica Sul Americana, desse modo, não encontramos dobramentos modernos em nosso território.

Himalaia

Escudos Cristalinos ou Crátons

Os escudos cristalinos são de formação geológica antiga, têm seu formatos mais erodido devido a ação do tempo, e assim, são mas rebaixados se comparados aos dobramentos modernos.

Nele são encontrados minerais metálicos, como ferro, manganês, ouro, prata, entre outros.

No Brasil:

Encontramos três grandes núcleos cratônicos em solo brasileiro. O Escudo das Guianas, o Escudo do Brasil Central e de São Francisco.

Cráton das Guianas
Cráton do São Francisco

Bacias Sedimentares

As bacias sedimentares são áreas de relevo rebaixado plano, que servem de depósito dos sedimentos que foram transportados de áreas mais elevadas. Dessa forma, são compostas por rochas sedimentares.

Formação das bacias sedimentares

O acúmulo em milhões de anos de sedimentos e fósseis formam os combustíveis fósseis. Assim, é nas bacias sedimentares que encontramos esses tipos de combustíveis, como o petróleo e carvão, por exemplo.

No Brasil:

Boa parte do território brasileiro é formado por bacias sedimentares. Nossas principais bacias são as Amazônica, do Paraná, Parnaíba, Recôncavo e Litorâneas.

Texto

Divisão do Relevo Brasileiro

Entender como está estruturado nosso território é importante para que consigamos fazer uma boa gestão de uso de nosso solo. Assim, ao longo do tempo buscamos formas de classifica-lo.

Segundo Aroldo de Azevedo

Esta divisão foi a primeira significativa sobre o território brasileiro. Ainda sem muita tecnologia em seu estudos, Aroldo de Azevedo classificou as formas do relevo brasileiro em dois: planaltos e planícies.

Para o cientista, planalto consistia em toda forma de relevo superior a 200m, e por conseguinte, relevo toda forma inferior a 200m.

As grandes divisões do relevo brasileiro

Segundo Aziz Ab’Saber

Aziz Ab’Saber também classificou o território baseado nos dois conceitos, mas não mais em termos quantitativos, ou seja, determinando um limite de altitude. As definições de planalto e planície em sua divisão são qualitativas, ou seja, em relação ao entorno. Desse modo, a classificação do relevo brasileiro se torna um pouco mais específico.

Classificações de relevo segundo Aziz Ab’Saber

Segundo Jurandyr L. S. Ross

A mais recente e mais utilizada é a divisão do Jurandy Ross. Ela foi feita no contexto histórico do regime militar brasileiro, em que iniciaram o projeto RADAM, que consistia em mapear toda a Amazônia brasileira. Esse projeto se estendeu para todo o território brasileiro e se tornou RADAM Brasil.

Assim, o espaço brasileiro foi mapeado com fotografias aéreas e detalhado em sua classificação. Portanto, foram estabelecidos três unidades de relevo, as planícies, os planaltos e as depressões. A nova unidade apresentada, as depressões, são áreas mais rebaixadas que as planícies.

Desse modo, essa classificação é a mais específica sobre nosso território nacional.

Unidades morfoestruturais do Brasil

Intemperismos

O intemperismo é o processo de desgaste das rochas e do solo. Existem dois tipos de intemperismo: físico e químico.

Intemperismo físico

Consiste na degradação mecânica das rochas ou do solo, sem mudar sua composição mineralógica. Esse tipo de desgaste pode ocorrer por variação de temperatura, cristalização de sais, atividades biológicas e congelamento de águas.

Intemperismo físico

Intemperismo Químico

Esse tipo de intemperismo ocorre pela alteração da estrutura química da rocha. Desse modo, há mudança mineralógica!

Intemperismo químico

Migrações Internacionais e Novos Fluxos Migratórios

Causas e consequências das Migrações Internacionais e os Novos Fluxos Migratórios

O conteúdo de migrações internacionais e novos fluxos migratórios é um dos mais cobrados no ENEM e ele envolve tanto a parte histórica quanto atualidades.

Para que a gente possa debater sobre os principais fluxos de migrações internacionais e novos fluxos migratórios precisamos estar com os conceitos bem definidos em mente. Vamos lá, então!

    • Imigração: entrada/chegada;
    • Emigração: saída/ida;
    • Transumância: deslocamento sazonal, ou seja, por um período;
    • Êxodo rural: saída em massa do campo/permanente;
    • Movimento pendular: deslocamento diário em função de trabalho, estudo;
    • Deslocamento compulsório: saída forçada.

Migrações Internacionais no ENEM

Século XVI ao XIX

Os principais fluxos migratórios desse período estão associados à colonização das Américas. Assim, o deslocamento de europeus e africanos (como mão de obra escrava) para as colônias americanas é bastante intenso nessa época.

Fluxos migratórios do século XVI ao XIX

Século XIX ao XX (década de 1950)

Como a prova do ENEM exige de você conhecimento e habilidades, é preciso associar os contextos históricos com os fluxos de migrações internacionais e novos fluxos migratórios. Por isso, sabemos que durante o século XIX a Europa vinha passando por vários conflitos, sobretudo, causados pelo período de unificação, quando estava se formando os Estados nacionais. Após as unificações, houve também o período das duas guerras mundiais.

E se está tendo algum tipo de conflito não é legal ficar no meio, não é mesmo? Isso faz com que as pessoas se desloquem no espaço, por esse motivo, elas migram.

Para além disso, a população europeia se encontrava em um boom demográfico, ou seja, a população crescia muito, estava numerosa. Contudo, a alta falta de emprego, ocasionada, principalmente, pelos conflitos e guerras afetou o status da explosão demográfica, que a população vinha passando, gerando mais um fator de deslocamento.

Os principais destinos que recorriam eram as colônias asiáticas e africanas (lembrem também que nesse período a Ásia e a África foram repartidas pelo imperialismo).

Ps.: dá uma olhada de novo no mapa acima.

Década de 1950 até 1970

Sabemos que com o final da Segunda Guerra Mundial veio a Guerra Fria. Nesse período a Europa se encontrava física e economicamente destruída. Logo, enfraquecida para controlar suas colônias. Tal fato favoreceu a independência das colônias.

Assim, temos um grande fluxo de retorno para a Europa.

Década de 1970 até hoje

Atualmente, um grande fluxo de migração internacional é a saída de pessoas dos países periféricos para os países centrais, em busca de melhores condições de vida, como oportunidades de emprego, educação, maior segurança e estabilidade.

Fluxo anual de migrantes

A migração sul-sul, entre os países periférico também é significativa e percebemos que os países emergentes polarizam tais fluxos. Conflitos locais, guerras civis, instabilidade política e financeira são fatores repulsivos. Exemplos:

– Bolívia, Venezuela para o Brasil
– Países da África central para a África do Sul

Por fim, temos a saída de pessoas qualificadas dos países periféricos para os centrais. Chamamos esse fluxo de fuga ou migração de cérebros, pois se trata de uma pequena parcela da população.

Crise dos Refugiados

Após o período de Primavera Árabe, diversos países do mundo árabe ficaram instáveis politicamente e ascenderam conflitos locais por disputas de território. Um caso que perdura até hoje é o da Síria.

Essa grande instabilidade provoca um deslocamento compulsório da população, que necessita se refugiar em outro país.

Segundo a ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) refugiados “são pessoas que estão fora de seu país de origem devido a fundados temores de perseguição relacionados a questões de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a um determinado grupo social ou opinião política, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos e conflitos humanos”.

Quer saber mais sobre? Acessa aqui

Consequências

O imigrante enfrenta diversas adversidades em seu destino, a começar pela adaptação de um novo lugar, cultura, língua, costumes.

Entretanto, nem sempre o imigrante é bem recebido pela população local. A aversão ao estrangeiro denominamos de xenofobia. O discurso contra o imigrante é uma questão muito atual. Chegando em alguns casos de violência contra o estrangeiro.

Tal discurso, muita das vezes, alcança a esfera política e vemos, assim, argumentos defendendo a criação de barreiras, sobretudo físicas como os muros, e políticas governamentais para conter a chegada de imigrantes.

Muro entre EUA e México

Filmes de Guerra

Dicas de 5 filmes sobre guerras e conflitos mundiais

Ei, mais uma dica ProEnem pra você! Essa é pra quem se amarra em guerras e conflitos mundiais e nas matérias de humanas. Pra quem pensa que não gosta de história e geografia, lá vai uma dica de como aprender esses conteúdos de uma maneira mais alternativa.

Os filmes de guerra são recursos didáticos que se relacionam com os conteúdos trabalhados pelos professores. É a partir desse recurso que se torna possível visualizar situações que aconteceram há décadas e trazer para o imaginário do vestibulando. Aqui no artigo, vamos dar um novo olhar a cinco filmes de guerra que se relacionam com os mais variados assuntos vistos principalmente em história e geografia para o ENEM.

Vem conferir um novo modo de colocar a matéria em dia e se divertir sem ficar com aquele famoso peso na consciência…

Ah, um detalhe importante: nesse post não contém spoillers sobre os filmes! Fique tranquilo.

Hotel Rwanda

O filme Hotel Rwanda retrata um pouco da história da Guerra Civil Africana que se passa em Kigali, capital da Ruanda em 1994. O filme gira em torno de uma guerra entre os hutus e tutsis, quando o presidente de Ruanda morre em um atentado após assinar um acordo de paz. E o grande Hotel des Mille Collines, terá um papel muito importante durante a guerra levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias.

Cartaz do filme Hotel Rwanda

O Resgate do Soldado Ryan

Esse filme é perfeito para aqueles que se interessam em saber mais um pouco sobre a Segunda Guerra mundial. O filme de guerra retrata os soldados norte-americanos na Batalha da Normandia, na Praia de Omaha como parte da operação para libertar a França ocupada pelos alemães. Porém, depois do ataque, descobre-se que três dos quatro irmãos Ryan morreram em combate, e o filme começa a se desenrolar no resgate de James Francis Ryan, que foi um soldado sobrevivente que podia estar em qualquer lugar da França.

Cartaz do filme O Regaste do Soldado Ryan

Ponte de Espiões

Esse é o momento de saber mais sobre a guerra fria com o filme ponte de espiões, que se desenvolve em um contexto de bipolaridade mundial, quando o advogado especializado em seguros James B. Donovan se habilita a entrar em uma tarefa: defender  um espião soviético capturado pelos americanos. Donovan vai protagonizar uma negociação de risco entre os Estados Unidos e a União Soviética, para tentar libertar um piloto norte-americano que foi condenado enquanto sobrevoava o território rival.

Cartaz do filme Ponte de Espiões

O Pianista

Esse filme autobibliográfico vai retratar a história de um pianista Judeu em busca da sobrevivência na Alemanha nazista. Nesse filme de guerra, mostra-se um pouco do que foram os campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, além de retratar detalhadamente  como se deu a fuga e sobrevivência do pianista polonês Wladyslaw Szpilman durante esse contexto histórico.

Cartaz do filme O Pianista

E para finalizar esse top 5 que tal um filme brasileiro?!

Cidade de Deus

Segundo Pablo Villaça para o site Cinema em Cena, o filme “Cidade de Deus é o filme certo no momento certo. Lançada em meio a uma das maiores crises de violência da história de nosso país (mesmo se considerarmos a violência patrocinada pelo Estado na época da ditadura), a produção retrata de forma realista – e, consequentemente, chocante – o terrível universo do tráfico que é, sem dúvida, o maior responsável pelas barbaridades que todos enfrentamos atualmente.” E por que não falar sobre a guerra existente no nosso território nacional? (Fonte: Carta Capital)

Cartaz do filme Cidade de Deus

Agora que você já tem uma listinha filmes de guerra, que tal chamar os amigos, o crush, a família ou até mesmo ver sozinho esses clássicos do cinema que vão te ajudar no Enem.