Relevo

Aprenda tudo sobre relevo e suas características

O relevo é o formato que a superfície da Terra possui. A Terra possui diferentes formatos da superfície e o que molda esse relevo são agentes internos e externos.

Nosso relevo é assentado em estruturas geológicas. Imaginem a construção de um prédio, para dar sustentação é necessário que haja vigas, colunas que segurem toda a construção. A mesma coisa acontece com o relevo, a estrutura geológica dá sustento ao formato da superfície. Existem três tipos de estruturas geológicas: os dobramentos modernos, escudos cristalinos e as bacias sedimentares.

Estrutura geológica do mundo

Dobramentos Modernos

Como são modernos, os dobramentos são formas recentes no tempo geológico da Terra. Encontramos eles em bordas de placas tectônicas, pois são resultados de forças tectônicas, assim, são áreas instáveis, geologicamente. Já que são de formação recente, estão há pouco tempo sob a ação do intemperismo, por isso, pouco desgastados, atingindo, então, grandes altitudes.

Exemplos de dobramentos modernos: Cordilheira dos Andes, Himalaia, Alpes.

No Brasil:

O Brasil está assentado no meio da placa tectônica Sul Americana, desse modo, não encontramos dobramentos modernos em nosso território.

Himalaia

Escudos Cristalinos ou Crátons

Os escudos cristalinos são de formação geológica antiga, têm seu formatos mais erodido devido a ação do tempo, e assim, são mas rebaixados se comparados aos dobramentos modernos.

Nele são encontrados minerais metálicos, como ferro, manganês, ouro, prata, entre outros.

No Brasil:

Encontramos três grandes núcleos cratônicos em solo brasileiro. O Escudo das Guianas, o Escudo do Brasil Central e de São Francisco.

Cráton das Guianas
Cráton do São Francisco

Bacias Sedimentares

As bacias sedimentares são áreas de relevo rebaixado plano, que servem de depósito dos sedimentos que foram transportados de áreas mais elevadas. Dessa forma, são compostas por rochas sedimentares.

Formação das bacias sedimentares

O acúmulo em milhões de anos de sedimentos e fósseis formam os combustíveis fósseis. Assim, é nas bacias sedimentares que encontramos esses tipos de combustíveis, como o petróleo e carvão, por exemplo.

No Brasil:

Boa parte do território brasileiro é formado por bacias sedimentares. Nossas principais bacias são as Amazônica, do Paraná, Parnaíba, Recôncavo e Litorâneas.

Texto

Divisão do Relevo Brasileiro

Entender como está estruturado nosso território é importante para que consigamos fazer uma boa gestão de uso de nosso solo. Assim, ao longo do tempo buscamos formas de classifica-lo.

Segundo Aroldo de Azevedo

Esta divisão foi a primeira significativa sobre o território brasileiro. Ainda sem muita tecnologia em seu estudos, Aroldo de Azevedo classificou as formas do relevo brasileiro em dois: planaltos e planícies.

Para o cientista, planalto consistia em toda forma de relevo superior a 200m, e por conseguinte, relevo toda forma inferior a 200m.

As grandes divisões do relevo brasileiro

Segundo Aziz Ab’Saber

Aziz Ab’Saber também classificou o território baseado nos dois conceitos, mas não mais em termos quantitativos, ou seja, determinando um limite de altitude. As definições de planalto e planície em sua divisão são qualitativas, ou seja, em relação ao entorno. Desse modo, a classificação do relevo brasileiro se torna um pouco mais específico.

Classificações de relevo segundo Aziz Ab’Saber

Segundo Jurandyr L. S. Ross

A mais recente e mais utilizada é a divisão do Jurandy Ross. Ela foi feita no contexto histórico do regime militar brasileiro, em que iniciaram o projeto RADAM, que consistia em mapear toda a Amazônia brasileira. Esse projeto se estendeu para todo o território brasileiro e se tornou RADAM Brasil.

Assim, o espaço brasileiro foi mapeado com fotografias aéreas e detalhado em sua classificação. Portanto, foram estabelecidos três unidades de relevo, as planícies, os planaltos e as depressões. A nova unidade apresentada, as depressões, são áreas mais rebaixadas que as planícies.

Desse modo, essa classificação é a mais específica sobre nosso território nacional.

Unidades morfoestruturais do Brasil

Intemperismos

O intemperismo é o processo de desgaste das rochas e do solo. Existem dois tipos de intemperismo: físico e químico.

Intemperismo físico

Consiste na degradação mecânica das rochas ou do solo, sem mudar sua composição mineralógica. Esse tipo de desgaste pode ocorrer por variação de temperatura, cristalização de sais, atividades biológicas e congelamento de águas.

Intemperismo físico

Intemperismo Químico

Esse tipo de intemperismo ocorre pela alteração da estrutura química da rocha. Desse modo, há mudança mineralógica!

Intemperismo químico

Migrações Internacionais e Novos Fluxos Migratórios

Causas e consequências das Migrações Internacionais e os Novos Fluxos Migratórios

O conteúdo de migrações internacionais e novos fluxos migratórios é um dos mais cobrados no ENEM e ele envolve tanto a parte histórica quanto atualidades.

Para que a gente possa debater sobre os principais fluxos de migrações internacionais e novos fluxos migratórios precisamos estar com os conceitos bem definidos em mente. Vamos lá, então!

    • Imigração: entrada/chegada;
    • Emigração: saída/ida;
    • Transumância: deslocamento sazonal, ou seja, por um período;
    • Êxodo rural: saída em massa do campo/permanente;
    • Movimento pendular: deslocamento diário em função de trabalho, estudo;
    • Deslocamento compulsório: saída forçada.

Migrações Internacionais no ENEM

Século XVI ao XIX

Os principais fluxos migratórios desse período estão associados à colonização das Américas. Assim, o deslocamento de europeus e africanos (como mão de obra escrava) para as colônias americanas é bastante intenso nessa época.

Fluxos migratórios do século XVI ao XIX

Século XIX ao XX (década de 1950)

Como a prova do ENEM exige de você conhecimento e habilidades, é preciso associar os contextos históricos com os fluxos de migrações internacionais e novos fluxos migratórios. Por isso, sabemos que durante o século XIX a Europa vinha passando por vários conflitos, sobretudo, causados pelo período de unificação, quando estava se formando os Estados nacionais. Após as unificações, houve também o período das duas guerras mundiais.

E se está tendo algum tipo de conflito não é legal ficar no meio, não é mesmo? Isso faz com que as pessoas se desloquem no espaço, por esse motivo, elas migram.

Para além disso, a população europeia se encontrava em um boom demográfico, ou seja, a população crescia muito, estava numerosa. Contudo, a alta falta de emprego, ocasionada, principalmente, pelos conflitos e guerras afetou o status da explosão demográfica, que a população vinha passando, gerando mais um fator de deslocamento.

Os principais destinos que recorriam eram as colônias asiáticas e africanas (lembrem também que nesse período a Ásia e a África foram repartidas pelo imperialismo).

Ps.: dá uma olhada de novo no mapa acima.

Década de 1950 até 1970

Sabemos que com o final da Segunda Guerra Mundial veio a Guerra Fria. Nesse período a Europa se encontrava física e economicamente destruída. Logo, enfraquecida para controlar suas colônias. Tal fato favoreceu a independência das colônias.

Assim, temos um grande fluxo de retorno para a Europa.

Década de 1970 até hoje

Atualmente, um grande fluxo de migração internacional é a saída de pessoas dos países periféricos para os países centrais, em busca de melhores condições de vida, como oportunidades de emprego, educação, maior segurança e estabilidade.

Fluxo anual de migrantes

A migração sul-sul, entre os países periférico também é significativa e percebemos que os países emergentes polarizam tais fluxos. Conflitos locais, guerras civis, instabilidade política e financeira são fatores repulsivos. Exemplos:

– Bolívia, Venezuela para o Brasil
– Países da África central para a África do Sul

Por fim, temos a saída de pessoas qualificadas dos países periféricos para os centrais. Chamamos esse fluxo de fuga ou migração de cérebros, pois se trata de uma pequena parcela da população.

Crise dos Refugiados

Após o período de Primavera Árabe, diversos países do mundo árabe ficaram instáveis politicamente e ascenderam conflitos locais por disputas de território. Um caso que perdura até hoje é o da Síria.

Essa grande instabilidade provoca um deslocamento compulsório da população, que necessita se refugiar em outro país.

Segundo a ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) refugiados “são pessoas que estão fora de seu país de origem devido a fundados temores de perseguição relacionados a questões de raça, religião, nacionalidade, pertencimento a um determinado grupo social ou opinião política, como também devido à grave e generalizada violação de direitos humanos e conflitos humanos”.

Quer saber mais sobre? Acessa aqui

Consequências

O imigrante enfrenta diversas adversidades em seu destino, a começar pela adaptação de um novo lugar, cultura, língua, costumes.

Entretanto, nem sempre o imigrante é bem recebido pela população local. A aversão ao estrangeiro denominamos de xenofobia. O discurso contra o imigrante é uma questão muito atual. Chegando em alguns casos de violência contra o estrangeiro.

Tal discurso, muita das vezes, alcança a esfera política e vemos, assim, argumentos defendendo a criação de barreiras, sobretudo físicas como os muros, e políticas governamentais para conter a chegada de imigrantes.

Muro entre EUA e México

Filmes de Guerra

Dicas de 5 filmes sobre guerras e conflitos mundiais

Ei, mais uma dica ProEnem pra você! Essa é pra quem se amarra em guerras e conflitos mundiais e nas matérias de humanas. Pra quem pensa que não gosta de história e geografia, lá vai uma dica de como aprender esses conteúdos de uma maneira mais alternativa.

Os filmes de guerra são recursos didáticos que se relacionam com os conteúdos trabalhados pelos professores. É a partir desse recurso que se torna possível visualizar situações que aconteceram há décadas e trazer para o imaginário do vestibulando. Aqui no artigo, vamos dar um novo olhar a cinco filmes de guerra que se relacionam com os mais variados assuntos vistos principalmente em história e geografia para o ENEM.

Vem conferir um novo modo de colocar a matéria em dia e se divertir sem ficar com aquele famoso peso na consciência…

Ah, um detalhe importante: nesse post não contém spoillers sobre os filmes! Fique tranquilo.

Hotel Rwanda

O filme Hotel Rwanda retrata um pouco da história da Guerra Civil Africana que se passa em Kigali, capital da Ruanda em 1994. O filme gira em torno de uma guerra entre os hutus e tutsis, quando o presidente de Ruanda morre em um atentado após assinar um acordo de paz. E o grande Hotel des Mille Collines, terá um papel muito importante durante a guerra levou à morte de quase um milhão de pessoas em apenas cem dias.

Cartaz do filme Hotel Rwanda

O Resgate do Soldado Ryan

Esse filme é perfeito para aqueles que se interessam em saber mais um pouco sobre a Segunda Guerra mundial. O filme de guerra retrata os soldados norte-americanos na Batalha da Normandia, na Praia de Omaha como parte da operação para libertar a França ocupada pelos alemães. Porém, depois do ataque, descobre-se que três dos quatro irmãos Ryan morreram em combate, e o filme começa a se desenrolar no resgate de James Francis Ryan, que foi um soldado sobrevivente que podia estar em qualquer lugar da França.

Cartaz do filme O Regaste do Soldado Ryan

Ponte de Espiões

Esse é o momento de saber mais sobre a guerra fria com o filme ponte de espiões, que se desenvolve em um contexto de bipolaridade mundial, quando o advogado especializado em seguros James B. Donovan se habilita a entrar em uma tarefa: defender  um espião soviético capturado pelos americanos. Donovan vai protagonizar uma negociação de risco entre os Estados Unidos e a União Soviética, para tentar libertar um piloto norte-americano que foi condenado enquanto sobrevoava o território rival.

Cartaz do filme Ponte de Espiões

O Pianista

Esse filme autobibliográfico vai retratar a história de um pianista Judeu em busca da sobrevivência na Alemanha nazista. Nesse filme de guerra, mostra-se um pouco do que foram os campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, além de retratar detalhadamente  como se deu a fuga e sobrevivência do pianista polonês Wladyslaw Szpilman durante esse contexto histórico.

Cartaz do filme O Pianista

E para finalizar esse top 5 que tal um filme brasileiro?!

Cidade de Deus

Segundo Pablo Villaça para o site Cinema em Cena, o filme “Cidade de Deus é o filme certo no momento certo. Lançada em meio a uma das maiores crises de violência da história de nosso país (mesmo se considerarmos a violência patrocinada pelo Estado na época da ditadura), a produção retrata de forma realista – e, consequentemente, chocante – o terrível universo do tráfico que é, sem dúvida, o maior responsável pelas barbaridades que todos enfrentamos atualmente.” E por que não falar sobre a guerra existente no nosso território nacional? (Fonte: Carta Capital)

Cartaz do filme Cidade de Deus

Agora que você já tem uma listinha filmes de guerra, que tal chamar os amigos, o crush, a família ou até mesmo ver sozinho esses clássicos do cinema que vão te ajudar no Enem.

Fontes de energias

Veja as diferentes fontes de energias

Embora na maioria das vezes a energia passe despercebida em nosso dia a dia, ela é essencial em nossas atividades cotidianas. Percebemos tal fato, por exemplo, quando falta luz e notamos nossa dependência de energia, pois paramos o que estávamos fazendo, de usar o computador, sem ter sinal de wifi, sentimos calor ou frio dependendo de onde estamos sem um aquecedor ou um ar condicionado…

Para além da necessidade da maioria das pessoas, o setor econômico também é altamente dependente de energia. De novo, imagine um apagão em uma indústria e mensure o prejuízo que algumas horas com a produção parada, imagine também uma bolsa de valores, que é interligada ao resto do mundo diariamente e caí a luz…

Dessa maneira, a energia é considerada um setor estratégico na economia e geopolítica internacional.

Consumo mundial de energia por habitante em 2010 (kg de petróleo per capita)

Contudo, as fontes de energias são diversas. Classificamos elas, então da seguinte maneira:

  • Não renováveis: que não se renovam em tempo de vida humana;
  • Renováveis: se renovam em tempo de vida humana;
  • Convencionais: capazes de sustentar uma matriz energética por possuírem elevado potencial energético;
  • Alternativas: não possuem capacidade de sustentar uma matriz energética, são utilizadas como fontes de apoio.

Fontes de energia não renováveis

Carvão Mineral

O carvão mineral é um tipo de combustível fóssil, ou seja, ele é originado pela decomposição de restos de vegetais, sendo assim, encontrado em bacias sedimentares. Por ser um combustível fóssil, é uma fonte altamente poluente (emite muito carbono e enxofre – o que contribui para formação de chuva ácida).

Embora esta fonte ainda seja usada em muitos países, principalmente a China, o carvão foi a principal matriz energética da Primeira Revolução Industrial.

Produção de carvão no mundo

Petróleo

O petróleo também é um combustível fóssil encontrado em bacias sedimentares, portanto, também altamente poluente (grande emissão de CO2 e SO2).

Esta fonte passou a ser matriz energética a partir da Segunda Revolução Industrial e ainda hoje é a mais utilizada. Atualmente, a maior parte da produção do petróleo é controlada pelos países membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que comandam o preço do barril de petróleo internacionalmente.

O petróleo possui função além de ser matriz energética, ele também serve de matéria-prima de plásticos, adubos, asfaltos, borrachas, cosméticos e etc.

Gás Natural

Gás Natural também é um combustível fóssil formado em bacias sedimentares. Entretanto, menos poluente que os anteriores.

O Gás possui um baixo poder energético, ou seja, é necessária grande quantidade de gás para gerar pouca quantidade de energia.

Nuclear

A energia nuclear é uma fonte que envolve alta tecnologia em sua produção, por isso seu custo de operacionalização é elevado. Além disso, é preciso ter um bom sistema de segurança e infraestrutura para funcionamento de uma usina nuclear, assim, o custo de implantação também é elevado.

Fontes de energia renováveis

Hidrelétrica

A usina hidrelétrica gera energia através da queda d’água de rios, que movem as turbinas. Sendo assim, é adequada a ser instalada em rios de planalto. O rio que abastece a usina não pode passar por períodos de seca, ou seja, o rio tem de ser perene, caso contrário o abastecimento da hidrelétrica será sazonal. É uma fonte pouco poluente.

Para instalar uma usina o custo é alto e há necessidade de uma grande área ser alagada formando a barragem, promovendo, assim, impactos socioambientais, pois força a população ribeirinha a se deslocar e destrói parte da fauna e da flora. Porém, o custo de operacionalização é mais baixo.

Álcool (biocombustível)

É uma energia alternativa às principais matrizes energética, por ser pouco poluente. Desse modo, ela reduz, principalmente, a dependência do petróleo.

O biocombustível tem como principal matéria-prima a cana de açúcar (muito utilizada no Brasil) e o milho (utilizada nos EUA). Embora seja mais limpa, há consequências em sua produção, favorecendo o desmatamento para plantação de cana, ampliando a concentração fundiária e promovendo monoculturas.

Eólica

Gerada pela força dos ventos, a energia eólica é uma energia limpa com alto custo de implantação. Contudo, há impactos ambientais significativos, como alteração da rota de migração de aves e poluição sonora.

No Brasil, conta com dois polos, um grande no Nordeste e outro no Rio Grande do Sul.

Mapa de Ocorrência de Ventos no Brasil

Solar

A energia solar é uma energia limpa, que possui alto custo de implantação. É adequada para lugares que possuem constante iluminação solar, assim, ideal para países tropicais, mas não possui um grande armazenamento de quantidade de energia.

Projeções Cartográficas

Saiba sobre os tipos de Projeções Cartográficas!

A cartografia é uma área de estudo bastante antiga, que tem como objetivo representar a Terra. Mas imaginem só, a Terra, embora alguns não acreditem… Não é plana! E como projetar então uma superfície com o formato de um geoide em uma folha de papel?! Calma, o que é um geoide? É esse formato aqui da Terra, nem redonda, nem simplesmente achatada nos polos:

Formato do Geoide

Os diferentes tipos de projeções cartográficas, buscam representar o mais próximo da nossa realidade já que não dá para ser fiel a mesma. Dividimos, então, as projeções em dois tipos, de acordo com a superfície projetada e de acordo com as propriedade geométricas.

Quais são as projeções de acordo com a superfície projetada?

São três as projeções geográficas de acordo com a superfície cobradas no vestibular, a cilíndrica, cônica e azimutal (ou plana). Dá uma olhada aqui em embaixo:

Projeções cartográficas
Cilíndrica Cônica Azimutal
Globo projetado sobre um cilindro Utilizada para representar as latitudes médias do planeta Tangencial a um ponto da esfera terrestre
Paralelos e meridianos formam ângulos retos Maiores deformações na base e no topo do cone Centro menos distorcido
Conserva as proporções nas regiões próximas ao Equador Mais comum é a Azimutal Polar (Representa apenas um hemisfério)
Distorce as regiões próximas aos polos

Olha só o que cai no ENEM de geografia sobre as projeções:

Logotipo da ONU

A ONU faz referência a uma projeção cartográfica em seu logotipo. A figura que ilustra o modelo dessa projeção é:

Quais são as projeções de acordo com as propriedades geométricas?

O que cai no ENEM em geografia das projeções de acordo com as propriedades geométricas são apenas quatro. Então fica tranquilo e não surta porque vamos entender!

A projeção conforme conserva os ângulos das coordenadas geográficas e por isso as formas são menos distorcidas, só que as áreas alteram bastante.

A projeção de Mercator é uma das mais famosinhas e muito provavelmente você já viu ou ouviu falar dela. Ela é aquela projeção clássica eurocêntrica, que localiza a Europa no centro do mapa e maior do que de fato é. Aposto que você já percebeu que ela é uma projeção cilíndrica. Isso aí! E é por isso que próximo aos polos ela distorce bem as áreas. Repara que a Groelândia (essa grande massa branca no hemisfério norte) está sendo representada como muito maior que o Brasil. Na verdade, a área da Groelândia é de 2.166.000 km² e a do Brasil é 8.516.000 km²!

Projeção de Mercator

Outro tipo de projeção é a equivalente, que busca manter a proporcionalidade das áreas, mas ao fazer isso deforma os ângulos e por consequência as formas também. Essa projeção dá um maior destaque aos países próximos à linha do equador. Reparem de novo na Groelândia e no Brasil e olhem como altera a representação! Vejam aqui:

Projeção equivalente

Terceira projeção cobrada da gente é a equidistante. Ela é utilizada pra navegações, rotas aéreas justamente por conservar as proporções das distâncias. Uma bastante utilizada é a equidistante azimutal, que destaca um ponto como centro para medir distâncias a partir deste ponto para qualquer outro lugar. Exemplo aqui uma carta náutica:

Projeção equidistante

E por fim, o último tipo de projeção que cai no ENEM de geografia é a afilática ou arbitrária. Já que entendemos que as projeções vão representar aquilo que estamos querendo informar, nós que fazemos os mapas decidimos então o que queremos ressaltar, assim, a arbitrária vai ser de acordo como você quiser!

A mais clássica é a projeção de Robinson, que não conserva nem as áreas, nem as distância, nem as formas, mas mantem as proporções. Dá uma olhada aqui:

Projeção de Robinson

Existem também as anamorfoses que representam as projeções arbitrárias. Elas são adotadas a partir de um critério e passam essa informação no mapa. Um exemplo é quando escolhemos retratar a população mundial e observem como fica tudo muito fora do que estamos acostumados:

Projeções arbitrárias
Conformes Equivalente Equidistante Arbitrária
Mesmos ângulos Áreas proporcionais Proporção das distâncias Não respeita áreas, formas e distâncias
Distorção das áreas Deformação dos ângulos Rotas aéreas e marítimas Menores distorções
Cilíndrica Cilíndrica Distorção de áreas e formas Cilíndrica
Muito usada na navegação

Bom, o que cai no ENEM de geografia sobre projeções cartográficas tá garantido agora. Façam alguns exercícios pra fixar e ninguém vai errar questão de projeção no ENEM.

Clima

Vamos aprender sobre clima?

Primeira coisa que devemos saber sobre o conteúdo de clima é diferenciar o conceito de clima e tempo. Eu sei que você já sabe… Mas vamos relembrar rapidinho! Como está a atmosfera nesse exato momento? Dá uma olha aí pro céu. Isso é o tempo, então, tempo é o estado momentâneo da atmosfera. Já o clima vai ser o conjunto de ‘tempos’ em um período (analisamos de 30 em 30 anos).

Mas, Maíra, como que a gente consegue então definir um clima? Bom, o clima é definido por um conjunto de fatores e elementos que combinados formam um clima específico. Os fatores climáticos vão ser aqueles fixos, de acordo com a localização, fazendo uma analogia é como se eles fossem nossas características permanentes, por exemplo, ser alguém determinado, alegre, divertido. Já os elementos climáticos  são mais voláteis e seriam nosso humor em um dia específico, por exemplo, por mais que você seja uma pessoa alegre e divertida, tem dias que estamos mais pra baixo né, oscilamos, e os elementos climáticos oscilam também.

Tudo tranquilo até agora, né?

São sete os principais fatores climáticos: latitude, altitude, continentalidade, maritimidade, correntes marinhas, relevo e vegetação. E são três os elementos: temperatura, umidade e pressão atmosférica.

A latitude influencia o clima devido a Terra ter um eixo de inclinação, assim, a radiação solar chega com intensidades diferentes ao longo do globo e por isso temos esta distribuição climática:

Outro fator que influencia o clima é a altitude: conforme mais alto fica, mais rarefeito torna-se o ar e menos biodiversidade encontramos. Dê uma olhada também nessa outra foto:

Exemplo de como a altitude influência o clima

Já a continentalidade e a maritimidade atuam em lugares opostos. Regiões próximas ao mar estão sob o efeito da maritimidade, mas vamos entender o porquê. Um lugar próximo do mar está próximo de uma grande massa hídrica, que é o oceano, certo? E a água, isso eu sei que vocês sabem lá da física, tem um calor específico mais alto, então ela demora mais a ganhar e perder calor, e é por isso que os locais litorâneos têm uma menor variação térmica ao longo do dia, ou seja, uma menor amplitude térmica, pois a grande massa hídrica influencia no clima.

Enquanto isso, em lugares mais afastados do mar, que estão mais para dentro do continente, estão sob o efeito da continentalidade. A terra, o solo, tem um calor específico menor, então ganha e perde calor mais rápido. Assim, a variação térmica para dentro do continente vai ser maior. Observem esse esqueminha aqui:

Diferenças entre a temperatura de Verão e a temperatura de Inverno

Desse modo, as correntes marinhas também vão influenciar o clima. A gente, agora, vai entender como.

Primeiro, as correntes que se formam nos polos vão ser correntes frias e as que se formam próximas ao equador são quentes. Vejam esse mapa das correntes:

Climas e correntes marítimas

E como elas influenciam? Bom, as correntes quentes amenizam temperaturas mais frias, exemplo é a Corrente do Golfo, que vai em direção ao litoral europeu, sobretudo, na península ibérica (onde está Portugal e Espanha) e ela faz com que o inverno europeu ali no litoral, seja um pouco menos frio do que o de Nova Iorque, por exemplo, que está na mesma latitude. E as correntes frias tornam favorecem a massa de ar ser mais seca.

Outro fator que condiciona o clima é o relevo, pois onde temos uma barreira orográfica é dificultado a circulação dos ventos. Este caso, é um dos motivos de termos o semiárido no nordeste, pois o Planalto da Borborema faz uma barreira na umidade vinda do mar.

Representação do Planalto da Borborema e chuvas orográficas

E, por fim, o último fator, a vegetação. A cobertura vegetal também tem a capacidade de influenciar o clima. Sabemos que o clima é quem condiciona a vegetação, mas a vegetação também influencia o clima, por exemplo, quando desmatam uma grande área, a tendência é que a temperatura média aumente.

Em relação aos elementos, temos primeiro a temperatura, que está relacionada a irradiação solar e a distribuição da intensidade da mesma ao longo do globo e como ela varia com as estações também.

A pressão – também um elemento do clima – está associada, principalmente, ao deslocamento de ar. Pois os ventos se deslocam da alta pressão para baixa.

Já a umidade está relacionada a quantidade de vapor d’água que há na atmosfera em um determinado momento e lugar. Assim, temos, então, a umidade relativa do ar. Quando atinge seu ponto de saturação, ou seja, quando a atmosfera não consegue manter suspensa todo aquele vapor d’água, ela se precipita em forma de chuva.

Tipos de Chuvas

Nós temos três tipos de chuvas importantes para vocês fazerem o ENEM. A chuva convectiva é a clássica chuva de verão, em que durante o dia fica muito calor, bem abafado, com uma alta taxa de evaporação que faz a gente suar muito, por estar com a umidade relativa alto. No final do dia, toda esse vapor é precipitado em forma de chuva, numa pancada. Na região norte do país esse tipo de chuva é frequente diariamente. Alô, galera do Norte, é real ou não?!

Outro tipo de chuva que existe é a chuva orográfica, que ocorre devido uma barreira orográfica. Já falamos um pouco sobre a influência do relevo, agora vamos entender como influencia na chuva. Então, o relevo forma uma barreia que impede a passagem da umidade, por isso, a mesma acumula de um “lado” desse relevo, por não conseguir transpor a barreira, chamamos esse “lado” de barlavento. Quando a umidade satura, chove, e aí o ar fica mais leve, conseguindo, por fim, ascender na atmosfera e passar o relevo, mas ele passa seco para o “lado” que solta o vento, chamamos esse “lado” de sotavento.

Por último, temos as chuvas frontais. Essas chuvas ocorrem devido ao encontro de duas massas de ar com características diferentes. Por exemplo, há uma camada de ar quente pairando agora sob o lugar que você está e anunciam no jornal que vai entrar uma frente fria, isso quer dizer que vai chegar uma massa de ar diferente, fria. Quando a massa quente e a fria se chocam, o encontro delas provoca instabilidade na atmosfera e chuvas frontais.

Tipos de Ventos

O principal vento da circulação geral da atmosfera é o alísio. Os alísios se formam nos trópicos (câncer e capricórnio) e vão em direção ao equador. Eles vêm carregando umidade em direção a nossa Zona de Convergência Intertropical (que é nosso equador térmico) e, dessa forma, temos muita ocorrência de chuva ao longo do equador, por isso, de novo, na região norte chove muito.

Após a descarga da umidade, os alísios se transformam em contra-alísios, e estes ventos serão, então, secos. Os contra-alísios ascendem na atmosfera e voltam em direção aos dois trópicos. Por eles chegarem secos nos trópicos, temos a maioria dos desertos sob os trópicos.

Dessa forma, ao longo do equador, há uma zona de baixa pressão e, próximo aos trópicos, uma zona de alta pressão.

O segundo tipo de ventos que temos são brisas. A dinâmica delas tem a ver com aquilo que falamos sobre calor específico d’água. No iniciozinho do dia, a terra, que perde calor rápido, já resfriou e se encontra, então, mais fria do que a água do mar. E sabemos, lá da física e da química, que o ar frio é mais denso, mais pesado, então ele forma uma área de alta pressão. Enquanto isso, a água do mar forma uma área de baixa pressão em relação à terra firme. Dessa forma, a brisa noturna se desloca do continente para o oceano (por esse motivo os pescadores saem ainda de madrugada para pescarem, pois a brisa ajuda a empurrar o barco para alto mar).

Por último, as chamadas monções figuram como nosso terceiro tipo de vento. Elas acontecem na Ásia e o Índico. E por que não acontece em outro lugar? O único lugar no globo que tem um hemisférico com uma grande massa hídrica e o outro hemisfério com massa continental é na porção da Ásia e do Índico. Então, é essa diferença que vai provocar um tipo especial de vento.

Vamos entender melhor! Quando é verão no hemisfério norte (na Ásia) é formado um centro de baixa pressão no continente, enquanto no sul é inverno, e há um centro de alto pressão. Assim, como os ventos se deslocam da alta pra baixa… As monções de verão então vão se originar no oceano, com muito umidade e vão se deslocam para o continente, chovendo bastante no sul e sudeste asiático.

Já quando é inverno, o centro de alta pressão esta no continente e o de baixa no oceano. Por isso, as monções de inverno se deslocam do continente para o oceano, mas sem carregar tanta umidade, pois ela é formada no continente. Olha esse esquema pra observarem o que acabamos de falar:

Monção de Inverno e Monção de Verão

E uma última dica. Dentro deste assunto, você pode se divertir um site pelo qual a gente consegue ver todos os fenômenos que estão acontecendo na atmosfera. Segue o link.  https://www.windy.com/?-22.875,-43.278,5

Teorias Demográficas

Teorias demográficas: Malthusianos, neomalthusianos e reformistas

Olá! Estudamos as populações para compreendermos as sociedades e analisar seus aspectos sociais. Assim, as teorias demográficas são formas de analisarmos como é uma população, como se comporta, conhecer suas dinâmicas, funcionamento e organizações populacionais. Vamos falar as três grandes correntes nesse sentido:

Teoria Demográfica Malthusiana

A Teoria Malthusiana é baseada no livro Ensaio sobre a população (1798), do inglês Thomas Robert Malthus, que defendia medidas antinatalistas para superar problemas populacionais.

Para Malthus, a população cresceria em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos seria em progressão aritmética. Por consequência, a população passaria por períodos de fome, guerras por comida e a pobreza aumentaria.

Pensando em evitar os problemas devido ao crescimento populacional, Malthus defendia a abstinência sexual, planejamento familiar, coibição de ações assistencialistas do estado, por exemplo.

Entretanto, não houve um crescimento populacional como previsto por Malthus e a produção de alimentos passou pro Revoluções Agrícolas, que aumentaram sua produtividade.

Teoria Demográfica Neomalthusiana

Inserida em contexto de pós-Guerras, a Teoria Neomalthusiana buscava e ainda busca entender o status de subdesenvolvimento ou desenvolvimento dos países.

Dessa forma, para os adeptos dessa teoria, todo país com uma grande quantidade de pessoas seria um país subdesenvolvido, pois teria altos gastos com essa população e os recursos se tornariam escassos devido ao consumo da população. Logo, um Estado com um grande contingente populacional seria um Estado subdesenvolvido.

Dá uma olhada no trecho do livro Inferno de Dan Brown (que também é um bom filme), toda a narrativa da história gira entorno da Teoria Malthusiana, como vemos a seguir:

“- Pense no seguinte: a população da Terra levou milhares de anos, desde a aurora da humanidade até o início do século XIX, para atingir um bilhão de pessoa. Então, de forma estarrecedora, precisou apenas de uns cem anos para duplicar e chegar a dois bilhões, na década de 1920. Depois disso, em menos de cinquenta anos, a população tornou a duplicar para quatro bilhões, na década de 1970. Como a senhora pode imaginar, muito em breve chegaremos aos oito bilhões. Pense nas implicações. (…) Espécies animais estão entrando em extinção num ritmo aceleradíssimo. A demanda por recursos naturais cada vez mais escassos é astronômica. É cada vez mais difícil encontrar água potável.” BROWN, Dan. Inferno. São Paulo: Arqueiro, 2013.

Para controlar o crescimento populacional, os neomalthusianos defendem o uso de anticoncepcionais para realizar um planejamento familiar, pois assim as taxas de natalidade tenderiam a diminuir.

Contudo, sabemos que esta teoria é falha, pois, por exemplo, os Estados Unidos da América possuem uma das maiores populações mundiais, mas é considerado um país desenvolvido.

Teoria Reformista/Marxista

Em resposta à Teoria Neomalthusiana, então, inserida no mesmo contexto, a Teoria Reformista defende o oposto. Isso significa que, para os esses, o ritmo de crescimento populacional está associado à renda familiar. Assim, o alto número de filhos seria devido à pobreza (e não o contrário, como acabamos de ver na Teoria Neomalthusiana).

Muito provável que você já tenha ouvido uma frase do tipo “pobre sempre tem muito filho”, de fato, as pessoas de baixa renda tendem a ter mais filhos, mas por conta do grau de instrução, de acesso a informação e da renda familiar. Desse modo, os reformistas afirmam que a pobreza é fruto da má distribuição de renda, levando um país ao status de subdesenvolvimento.

Para controlar o crescimento populacional, de acordo com os marxistas, o ideal seria realizar reformas sociais, ou seja, melhorar o acesso a educação e a distribuição de renda, para que, assim, o Estado conseguisse alcançar o desenvolvimento.

Pronto, agora que você já conhece a Teoria Demográfica Malthusiana, a Neomalthusiana e a Reformista/Marxista,  é só praticar e tirar aquela notona na prova. Até a próxima!

Rochas e Solos

Vamos falar hoje aqui de rochas e solos!

Normalmente a parte de geografia física assusta mais, né? Mas calma, porque não é nada temeroso.

Para começarmos, o que são rochas? Rochas são agregados sólidos de um ou mais minerais que constituem a crosta terrestre. Logo, entendemos que vamos ter diferentes tipos de rocha.

Rochas Magmáticas ou Ígneas

As rochas magmáticas, como o próprio nome já se refere, são formadas a partir do magma. Como sabemos, o magma é quente, assim, as rochas ígneas se formam a partir do resfriamento desse magma e por isso, vamos ter dois tipos de rochas magmáticas.

Rochas Intrusivas ou Plutônicas

De novo, a denominação ajuda a entendermos. Se a rocha é magmática intrusiva é porque ela se forma dentro da crosta terrestre. Desse modo, o magma solidifica lentamente formando a rocha ígnea plutônica.

Um exemplo desse tipo de rocha é o granito, por esse motivo ela tem tonalidades diferentes.

Rochas Extrusivas ou Vulcânicas

Já as extrusivas, então, irão se formar na superfície terrestre, logo elas se resfriam de modo mais rápido.

Quando há erupções vulcânicas, em que o magma é expelido em forma de lava, a diferença de temperatura faz com que a lava solidifique rapidamente.

Exemplo de rocha magmática extrusiva é o basalto.

Rochas Metamórficas

Toda metamorfose representa uma mudança. Portanto, as rochas metamórficas são originadas a partir da alteração de temperatura e pressão no interior da crosta terrestre. Ela se origina a partir de outro tipo de rocha, que passa por esse processo de mudança, formando assim a metamórfica.

Exemplos de rochas metamórficas

Rochas Sedimentares

Ao longo do tempo as rochas e solos são desgastados por ações de intemperismo, provocando, assim, a erosão.

E o que é erosão? Erosão é um processo e, como processo, leva tempo. Erosão é o desgaste das rochas e solos, ou seja, tirar “farelos” (sedimentos) das rochas e solos, que são transportados e depositados em algum lugar. O acúmulo desses sedimentos, ao longo do tempo, e compactação dos mesmos, forma a rocha sedimentar. Dessa maneira, a rocha sedimentar pode se originar a partir do desgaste de qualquer outro tipo de rocha.

Reparem na foto a seguir, como é nítida as camadas de sedimentos que foram depositadas ao longo de muitos anos.

Exemplo de rochas sedimentais

Ciclo das Rochas

As rochas têm um ciclo de formação, pois todas se formam a partir de outros tipos de rochas. Olha só esse esquema:

Esquema de Ciclo das Rochas

Solos

Quando falamos da formação dos solos, chamamos esse processo de pedogênese. Solos são formados por horizontes, cada um com uma morfologia distinta que refletem diferentes condições de formação, resultante de uma combinação específica entre os seguintes fatores:

  • Clima;
  • Relevo;
  • Organismos vivos;
  • Material de origem;
  • Tempo

Os solos, a terra, também são um recurso natural, embora na maioria das vezes sejam tratados mais como propriedade privada. Desse modo, eles também podem se esgotar e a população também deve ter acesso ao recurso.

A partir da combinação desses fatores os solos temos diferentes tipos de solos, com diferentes perfis de solos. Os perfis de solo são caracterizados pelos horizontes que o compõem.

De modo geral, os solos se formam a partir do desgaste de uma rocha, a rocha mãe ou rocha matriz. Com o passar do tempo e atuação do clima (frio, ou quente, ou seco, ou úmido) mais os organismos vivos e o relevo (declive ou plano) é formado o solo.

Por exemplo, locais de alta declividade o solo demora mais a se formar devido a dificuldade de fixação dos sedimentos por causa da ação da gravidade.

Exemplos de perfis de solo

Principais Solos do Brasil

Terra Roxa

Formado por um grande e antigo derramamento de basalto, a terra roxa, que possui uma coloração avermelhada é um dos tipos de solo mais férteis que há em nosso território. É encontrado em grande parte da região sul, parte do sudeste e centro-oeste.

Tal fato, nos informa com que no passado havia vulcões para que tivesse derramamento de lava nesses solos.

Por ser um solo fértil, é utilizado há tempos pela agricultura, sobretudo, durante o período do ciclo do café.

Massapé

Também com alta fertilidade, o solo do tipo massapé tem uma coloração mais escura e é arenoso por ser originado pela decomposição de rochas como o gnaisse escuro e filitos, por exemplo.

Sitiado ao longo do litoral nordestino, durante os períodos de ocorrência de chuva ele se torna mais úmido e pegajoso, já nos períodos de seca, mais rígido.

Salmourão

O salmourão é o solo típico do cerrado (em grande maioria no Centro-Oeste). É bem arenoso e menos fértil que os outros por ser mais ácido, contudo, passando pelo processo de calagem ele se torna bastante fértil para agricultura.

Aluviais

Abundantes em nosso território, os solos aluviais originam-se pelo acúmulo de sedimentos aluviais, ou seja, dos rios. Dessa forma, são encontrados em várzeas de rios e utilizados para agricultura.

Pronto. Agora você já está por dentro do assunto e já pode se destacar em qualquer aula sobre o assunto. Agora é só arrebentar na prova.

Terceira Revolução Industrial

Vamos entender um pouco sobre as revoluções industriais.

Toda revolução é uma quebra de paradigma, uma mudança profunda e completa. A Primeira Revolução Industrial consistiu em uma transformação técnica, por esse motivo, ela também é conhecida como Revolução Técnica. Já a Segunda Revolução Industrial foi pautada no conhecimento científico aplicado ao melhoramento da técnica, assim, chamamos o período de Revolução Técnico-Científica.

Desse modo, a Terceira Revolução Industrial também vai representar uma grande transformação. A Terceira Revolução Industrial é uma revolução tecnológica, das comunicações, da informação, por isso, conhecida como Revolução Técnico-Científico-Informacional.

O local de surgimento dessas ideias inovadoras é o Vale do Silício, pois é neste espaço em que encontramos o principal tecnopolo do globo. Mas, calma! O que é um tecnopolo? Tecnopolo é um centro tecnológico que concentra pesquisa e desenvolvimento, ou seja, em um mesmo lugar temos a produção do conhecimento, na maioria das vezes em laboratórios universitários, e onde o aplicamos, nas indústrias tecnológicas.

É no Vale do Silício onde estão localizados grandes centros universitários como Stanford, Berkeley, entre outros, e assim, sendo atrativo para as indústrias tecnológicas estarem situadas perto dessas faculdades, como o Yahoo, Google, HP, Microsoft, também, dentre inúmeras outras.

A tecnologia informacional revoluciona a forma como lidamos com as informações. Hoje em dia é muito banal em nosso cotidiano o acesso à informação, entretanto, quando ela começou a se desenvolver foi um grande choque. Estar conectado 24/dia, várias informações, notícias circulando ao mesmo tempo é fruto da Terceira R.I. Saber dos acontecimentos simultaneamente eles ocorrem é algo recente. A informação se torna tão dinâmica, que enquanto eu escrevo esse texto pra você, a notícia de hoje já será ultrapassada quando vocês lerem. Olha que louco!

Além disso, imaginem só salas e salas cheias de arquivos sobre informações e dados de empresas, como na foto abaixo, por exemplo.


Agora, a gente tem a capacidade de aglomerar muita informação em pouco espaço, como em um pen drive, computador, celular…

A Terceira Revolução Industrial está inserida no contexto de globalização, que é a atual fase de expansão do capitalismo. Desse modo, temos as infovias como o principal transporte e facilitador da Terceira R.I. pois são elas que transportam as informações, o principal objeto da atual revolução.

Além da mudança técnica, a Terceira Revolução Industrial traz consigo inovações tecnológicas, como a energia nuclear (embora o petróleo ainda seja majoritariamente utilizado), a robótica e automação, permitindo que o trabalho seja realizado por máquinas. Junto dessas inovações, a biotecnologia também foi uma novidade, principalmente, representada pelos transgênicos.

Logo, percebemos que a Terceira Revolução Industrial é responsável pelas dinamizações dos fluxos de informações e mercadorias. Essa dinamização provoca o  aumento dos fluxos, assim, o transporte hoje é adequado a essas necessidades, sendo realizado por trens balas, mega navios, aviões a jato e mega aviões.

Toyotismo

Inserido na Terceira Revolução Industrial, o Toyotismo foi a mudança no modelo produtivo, que até então predominava, o fordismo.

O fordismo já vinha sendo contestado após crises de superprodução e por diversos movimentos de contracultura, como o movimento hippie, que questionavam a padronização do costumes e do consumo.

Assim, o Toyotismo surge com características contrárias ao fordismo. A produção de bens, portanto, vai ser personalizada, a gosto do cliente. Hoje você tem a possibilidade de querer montar sua própria camisa, por exemplo, criar um desenho e mandar estampar em um tecido. Essa camisa vai ser única, apenas você terá. Para isso, a fabricação é conforme a demanda (just-in-time), já que nem todo tem os mesmos gostos, certo? Esse processo acaba, então, não produzindo muitas mercadorias de uma vez só, o que torna os estoques mínimos.

Já que os bens não serão mais padronizados e agora também há máquinas realizando trabalhos que o ser humano ocupava, a mão de obra precisa ser qualificada.

Além disso, a produção se torna descentralizada, possibilitando que cada parte do produto seja produzido em um lugar, barateando os custos.

Quer saber mais? Venha fazer parte do time de aprovados do ProEnem. Assista esse vídeo e vejam um exemplo de produção toyotista:

Comercial Novo Fiat Uno – Exemplo de produção Toyotista

Biomas Brasileiros

O Brasil é formado por seis biomas que possuem uma das maiores biodiversidades do planeta. Vamos aprender um pouco mais sobre eles?

Fala aí, pessoal! Muito provavelmente você já se perguntou o porquê de, em geografia, estudamos os biomas, afinal, esse assunto parece muito mais algo da biologia né?! Mas então, como a gente já falou em outro artigo, a geografia estuda o espaço e a interação da sociedade com natureza. Lembrou?! E é por isso que estudamos os biomas e como eles estão distribuídos pela Terra. Vamos lá!

Bom, mas o que é um bioma? Bioma é uma unidade espacial definida pelas condições fisiográficas daquele espaço, ou seja, as condições físicas, como o clima, o relevo, o solo… É muito importante vocês terem em mente, sobretudo, que é o clima que condiciona o tipo de vegetação e não o contrário!

Os biomas brasileiros estão distribuídos em nosso território da seguinte forma:

Mapa dos Biomas Brasileiros

Pampa

Pampa ou campos sulinos é o primeiro bioma brasileiro que vamos entender hoje.

Localizado no sul da região sul os pampas não se limitam apenas ao território brasileiro, ele também se encontra em parte da Argentina e no Uruguai.

Esse bioma brasileiro está sob efeito do clima subtropical, que é um clima mais ameno e úmido. O tipo de vegetação predominante é a herbácea (aquelas graminhas, rasteiras).

Por ter essa vegetação predominante em um lugar bem plano, favorece, então, a criação de gado, pois gado que é criado em área de encosta, morro e afins fica com a carne dura e nada agradável pra quem gosta de um churrasco, não é mesmo?! Imagina que você suba muitas escadas diariamente, a tendência é que fique com as pernas mais definas, com mais músculos, a mesma coisa acontece com o gado, assim, a preferência quando o gado é criado em pasto, é que este pasto seja plano.

Contudo, a criação excessiva de gado vem devastando este bioma. Imagine só, sabe aquele lugar que é gramado e que passa muita gente por cima dele?! Reparem ou lembrem que, normalmente esse lugar de tanto pisarem vai deixando de crescer grama.

Isso ocorre devido à compactação do solo, de tanto passarem por esse lugar, com o peso das pessoas, vai deixando de nascer grama. A mesma coisa acontece nos pampas, onde uma grande quantidade de gado pastando vem compactando o solo e desertificando o mesmo.

5 tópicos mais importantes de geografia para o ENEM

Mata Atlântica

A mata atlântica está distribuída ao longo do litoral brasileiro e é expressiva na região sul. Inserida em um clima tropical muito condicionado pelo mar, ela apresenta características de adaptação a um ambiente quente e úmido. Sendo assim, o bioma brasileiro da mata atlântica é muito heterogêneo, com uma vegetação arbórea (árvores de grande porte) e latifoliada (de grandes folhas).

Mata Atlântica – Vista Chinesa – RJ
Exemplo de folha latifoliada.

Por estar distribuída majoritariamente no litoral do país, a vegetação de mata atlântica foi o primeiro bioma brasileiro a começar a ser devastado, primeiro pela exploração do pau brasil, depois pela própria ocupação humana. Hoje, encontramos em nosso litoral os maiores centros urbanos nacionais e esse adensamento populacional provocou um grande desmatamento. Por causa disso, ela é considerada um hot-spot, um bioma que já teve mais de 70% devastado. Dá uma olhadinha nesse mapa, que mostra a distribuição original e a atual:

A mata de araucária, que é um pinheiro, típico de lugares de clima temperado, está inserida no bioma da mata atlântica. Encontrada, principalmente, nas serras gaúchas, a mata de araucária representa o resquício de um passado em que a Terra se resfriava. Assim, a vegetação de araucária é fruto de um paleoclima, ou seja, um clima do passado, mas cuja vegetação ainda se mantém atualmente. Dê só uma olhada aqui também em sua distribuição e em como ela é:

Cerrado

O bioma brasileiro do cerrado é encontrado em um clima tropical com um longo período de seca. Então, como a gente já sabe, essa vegetação do cerrado vai precisar ser adaptada a um ambiente quente e seco. Sendo assim, encontramos os três tipos de estratos no cerrado, o arbóreo, que já falamos aqui, são aquelas árvores de grande porte, arbustivos (árvores de médio porte) e herbáceo (rasteira), ou seja, o cerrado é bastante heterogêneo. A vegetação, então, tem como características os galhos tortuosos e folhas grossas.

Por estar concentrado no centro-oeste, o cerrado sofreu um grande impacto quando a fronteira agrícola expandiu do sul para o centro-oeste, desmatando grande parte da vegetação original para criação de gado e posteriormente plantação de soja. Hoje, quando olhamos para determinadas áreas do cerrado não vemos mais sua vegetação original e sim grandes campos de soja. Olha quanta coisa foi cortada do cerrado:

Área de distribuição original do cerrado e os principais remanescentes da vegetação nativa.

Caatinga

O bioma brasileiro da caatinga tem esse nome de origem tupi (ka’a [mata] + tinga [branca]) significando mata branca. Os próprios índios já denominavam de mata branca, por ser uma vegetação muito seca (xerófita, adaptada a clima árido) e ela possui essa característica por estar inserida no clima semiárido nordestino.

A vegetação para se adaptar, então, a escassez de água tem formato de espinho (aciculifoliada, que evita perder umidade para a atmosfera, devido a menor superfície) e com raízes profundas por conta da busca por água. Como o ambiente é muito seco, a vegetação não consegue se desenvolver muito e predomina, portanto, o tipo herbácea e arbustiva.

Amazônia

O bioma brasileiro da Amazônia é muito semelhante a mata atlântica, pois os dois são florestas tropicais. Ou seja, possui árvores de grande porte (arbórea), bem densas, “fechando” o topo das árvores, que praticamente não vemos o chão, chamamos isso de vegetação ombrófila, e com largas folhas, por estar em um ambiente muito úmido (as latifoliadas, lembram?).

Exemplo de vegetação ombrófila.

Contudo, a Amazônia tem especificidades. Ela é, basicamente, dividida em três áreas, a mata de igapó ou caiapó, que são próximas aos rios e estão constantemente alagadas (encontramos então uma vegetação hidrófila, como a vitória régia), a mata de várzea, que é na margem dos rios e nos períodos de cheia fica inundada e, por fim, a mata de terra firme, onde não é alagada e encontramos a vegetação de grande porte em maioria.

Pantanal

O pantanal é um bioma exclusivamente brasileiro. Trata-se de uma área de grande tensão ecológica, por estar na transição entre o cerrado, floresta amazônica e da vegetação semiárida do Chaco na Bolívia. Logo, entendemos que ele é muito heterogêneo e biodiverso. O pantanal é considerado a maior planície de inundação do mundo, dividido em áreas permanentes alagadas, periodicamente e as não alagadas.

A mesma expansão da fronteira agrícola, de que já falamos aqui, ocorrida no centro-oeste e desmatou o cerrado, também afeta o pantanal.