CICLOS BIOGEOQUÍMICOS I

O Ciclo Biogeoquímico consiste em uma sucessão de eventos que mudam a feição de uma comunidade. Envolve aumento da biomassa e da biodiversidade. Quando a sucessão começa em uma área estéril como uma rocha nua, é classificada como sucessão primária. Quando começa em uma área com alguma condição favorável, como campos abandonados e florestas derrubadas, é classificada como secundária.
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FASES DE SUCESSÃO

As primeiras espécies a colonizar o ambiente são chamadas de espécies pioneiras ou ecese, sendo sempre autotróficos “pouco exigentes”, como cianobactérias e líquens. Estas espécies causam pequenas alterações microambientais. Isto permite a ocupação posterior por outros organismos mais exigentes e sensíveis. As biocenoses que surgem ao longo do tempo formam as seres. Neste Período ocorre a ocupação de arbustos, vermes, insetos, etc. No ápice da sucessão, atinge-se a comunidade clímax. Essa é marcada por alto grau de estabilidade, biodiversidade e biomassa constante, já que o alimento no porte de animais e plantas leva a uma produtividade líquida nula, ou seja, a respiração se equivale ao consumo.

A sucessão secundária se difere da primária porque ocorre em locais que um dia já foram habitados, tiveram o seu equilíbrio rompido pela ação do homem ou de um fator natural.

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS

Os seres vivos retiram constantemente do ambiente os elementos químicos de que necessitam. No entanto, ao contrário da energia, a matéria retirada do ambiente é reciclada e acaba retornando.

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Podemos dizer, portanto, que a biosfera é autossuficiente em termos de matéria, embora necessite do fornecimento constante de energia pelo Sol. É claro que tal autossuficiência não é encontrada em ecossistemas agrícolas, que necessitam, portanto, de uma constante reposição através de adubos e fertilizantes.

A reciclagem dos diversos elementos químicos ocorre nos ciclos biogeoquímicos.

CICLO DO CARBONO

A maior parte do carbono do planeta encontra-se nos compostos minerais e nos depósitos orgânicos fósseis, como o carvão e o petróleo. Tal carbono pode chegar à atmosfera na forma de CO2, que é a forma utilizável pelos seres vivos. Os autotróficos fixam o COatravés da fotossíntese, permitindo a sua circulação pelos seres vivos na cadeia alimentar, o carbono retorna à atmosfera através da respiração e da decomposição de animais e vegetais após a morte. Fósseis de organismos submetidos a imensas pressões das camadas da Terra originam os depósitos orgânicos.

CICLO DO OXIGÊNIO

A presença de oxigênio na forma molecular (O2), que é a utilizável pela maioria dos seres vivos na respiração, depende da fotossíntese. Enquanto essa produz o O2, a respiração consome, mostrando estreita relação entre o ciclo do carbono e do oxigênio.

O oxigênio é fundamental também na formação da camada de ozônio (O3), fabricada pela ação dos raios UV sobre o oxigênio molecular. A camada de ozônio protege a biosfera contra a ação dos raios UV, prejudicial ao homem e outros animais.

CICLO DO NITROGÊNIO

O nitrogênio é essencial na formação de 2 tipos de moléculas: proteínas e ácidos nucleicos. A imensa reserva de N2 na atmosfera não é, entretanto, utilizável pela maioria dos seres vivos. A tripla ligação entre os átomos torna o N2  muito estável, e sua entrada nas cadeias alimentares só ocorre através de poucos organismos capazes de realizar o processo chamado fixação. Os organismos fixadores incluem as cianobactérias e as bactérias do gênero Rhizobium, que vivem associadas a raízes de leguminosas (soja, feijão etc.). A entrada do N2 nas cadeias alimentares ocorre na seguinte sequência: 

Organismos fixadores reagem o N2 com H2 e o transformam em amônia (NH3).

Bactérias do Gênero Nitrosomonas transformam a amônia em nitrito.

Bactérias do Gênero Nitrobacter transformam o nitrito em nitrato que é a forma utilizável pelas plantas, fabricação de aminoácidos, que são transferidos aos heterotróficos na alimentação.

O nitrogênio retorna ao ambiente por ação de decompositores, que atuam nas excretas e após a morte. Devolvendo o nitrogênio na forma de NH3, que pode ser retransformado em nitrato. O nitrogênio também retorna à atmosfera por ação de bactérias desnitrificantes, que transforma nitratos em N2, o qual é devolvido ao ambiente.

CICLO DA ÁGUA

A água é o composto inorgânico encontrado em maior quantidade nos organismos vivos e o mais abundante na biosfera. Daí a inexistência de vida, como a conhecemos, na ausência absoluta de água.

Maior parte da água encontrada na biosfera localiza-se nos oceanos. Esta água, e as demais encontradas nas superfícies líquidas, como mares, rios, lagos e partes úmidas da crosta terrestre, sofre evaporação constante graças à energia solar, passando à atmosfera na forma de vapor. Este, por resfriamento, pode se condensar, formando nuvens. Pode também se precipitar na forma líquida, como chuva ou neblina, ou na forma sólida como neve ou granizo. De uma forma ou de outra, a água retorna aos continentes e oceanos.

A água que volta aos continentes pode se infiltrar no solo, renovando os lençóis subterrâneos ou freáticos, que constituem reservatórios disponíveis para os vegetais terrestres.

Parte dessa água é absorvida pelo vegetal e devolvida à atmosfera, pela evapotranspiração, ou pode mais uma vez se evaporar diretamente do solo.

Os organismos vivos, animais e vegetais, entram no ciclo da água em diversos pontos. Parte da água continental é usada pelos seres vivos direta ou indiretamente. Os vegetais absorvem a água diretamente do solo pelas suas raízes. Uma porção dessa água é devolvida à atmosfera pela transpiração, gutação ou respiração. Outra porção é utilizada nos fenômenos biológicos, como a fotossíntese.

Os animais podem ingerir a água direta ou indiretamente, quando se alimentam de plantas ou de outros animais. A água absorvida pelos animais é devolvida à atmosfera pela transpiração, micção, respiração e pelas fezes. A água retida nos tecidos animais e vegetais retorna ao meio quando eles morrem, pela ação dos decompositores.

As águas dos rios, lagos e oceanos retornam à atmosfera pela evaporação.

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