HEREDOGRAMAS

Os heredogramas, ou genealogias, são representações, por meio de símbolos convencionados, dos indivíduos de uma família, de maneira a indicar o sexo, a ordem do nascimento, o grau de parentesco…

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Árvore Genealógica da Família Imperial Brasileira

A genealogia da família imperial brasileira pertence à dinastia dos Habsburgos e permite acompanhar a herança de uma característica autossômica dominante rara, o prognatismo (projeção da mandíbula).

A seguir, temos a legenda dos símbolos mais utilizados na construção de heredogramas. Vale ressaltar que o uso dos termos “normal” e “afetado” não indica que os indivíduos sejam saudáveis ou doentes – nem sempre a característica representada é uma doença. Estas palavras indicam que indivíduos normais (símbolos não preenchidos) não manifestam o fenótipo representado, enquanto indivíduos afetados (símbolos preenchidos), sim.

O uso de heredogramas em exercícios e questões de vestibular está relacionado à identificação do padrão de hereditariedade. Neste contexto, são utilizados dois critérios: (i) localização cromossômica do gene transmitido e (ii) padrão de dominância.

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Como discutido anteriormente, os organismos apresentam cromossomos autossômicos e sexuais. Enquanto os cromossomos sexuais influenciam na determinação do sexo biológico, os cromossomos autossômicos não diferem entre homens e mulheres. Compreender isto é importante no momento de diferenciarmos uma herança autossômica de uma herança sexual.

Ao analisarmos um heredograma em que um determinado fenótipo afeta homens e mulheres de forma aparentemente homogênea, temos uma pista de que esta característica dependa de um gene localizado em um autossomo e, portanto, trate-se de uma herança autossômica. Quando a maioria dos afetados é de um dos dois sexos, temos um indicativo de que a herança em questão seja ligada a um gene localizado em um cromossomo sexual e, desta forma, trate-se de uma herança sexual. A seguir temos um exemplo destas situações.

Herança sexual distribuída de forma diferente entre os sexos.

A terminologia “portadora” diz respeito à presença do alelo afetado nestes indivíduos sem que haja manifestação do fenótipo afetado.

Uma vez que tenhamos estabelecido se a característica é autossômica ou sexual, precisamos determinar se sua manifestação é dominante ou recessiva. Fenótipos dominantes são manifestados sempre que o indivíduo apresenta um alelo dominante. Não importa se seu genótipo é homozigótico dominante (AA) ou heterozigótico (Aa), pois, em uma situação de dominância completa, ambos significam o mesmo fenótipo que, neste caso, é afetado pela característica estudada.

Heredograma representando a presença de uma característica determinada por herança autossômica dominante.

Heranças recessivas, por outro lado, são dependentes da ausência de um alelo dominante. Assim, somente indivíduos de genótipo homozigótico recessivo (aa) manifestam este tipo de fenótipo.

Heredograma representando a presença de uma característica determinada por herança autossômica recessiva.

Uma importante dica para analisar um heredograma e classificar a herança representada como dominante ou recessiva envolve procurar:

Pais afetados com filhos normais (herança dominante) – note que o heredograma para características autossômicas dominantes mostra o casal 12×13 (ambos afetados) com uma criança 14 normal. Isto só é possível caso os pais sejam heterozigotos (Aa) e transmitam um alelo recessivo, cada, à próxima geração. O alelo dominante presente nos pais determina que sejam afetados, mas a homozigose recessiva de sua filha determina que seja normal.

Pais normais com filhos afetados (herança recessiva) – note que o heredograma para características autossômicas recessivas mostra o casal 1×2 (ambos normais) com duas crianças, 6 e 7, afetadas. Isto só é possível caso os pais sejam heterozigotos (Aa) e transmitam um alelo recessivo, cada, à próxima geração. O alelo dominante presente nos pais, neste caso, determina que sejam normais, mas a homozigose recessiva presente em seus filhos os torna afetados para a característica em questão.

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