SISTEMA ENDÓCRINO HUMANO II

Estudamos anteriormente algumas das principais glândulas presentes no corpo humano e a atividade exercida pelos hormônios por elas produzidos. Seguimos adiante com essa discussão analisando o funcionamento das suprarrenais, pâncreas e gônadas.
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SUPRARRENAIS

Acima dos rins são encontradas as glândulas suprarrenais (adrenais). Estas glândulas apresentam uma formação embrionária mista, o que faz com que sejam perceptíveis duas regiões: o córtex (externo) e a medula (interna).

A produção hormonal destas regiões é diferente. Desta forma, enquanto o córtex produz hormônios corticoides, a medula é responsável pela secreção da adrenalina (epinefrina).

Dentre os mensageiros produzidos pela região cortical se encontram os glicocorticoides – capazes de controlar as concentrações sanguíneas de glicose – e os mineralocorticoides, como a aldosterona – capazes de regular as concentrações plasmática de sais minerais.

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Ainda que dificilmente abordada em questões de vestibular, outra ação clinicamente conhecida dos glicocorticoides passa pelo controle da resposta inflamatória. Estes hormônios são capazes de se ligar a receptores específicos no interior das células que “desligam” temporariamente alguns genes relacionados à inflamação. Sabendo disto, os corticoides costumam ser prescritos para o tratamento de situações mais simples – como acne – e também para casos mais complexos – como aqueles que envolvem cirurgias.

A adrenalina, por outro lado, é produzida pela medula da suprarrenal. Sua atuação está ligada a situações de estresse tipicamente – e evolutivamente – classificadas como casos de luta ou fuga. Assim, sempre que nosso organismo se vê em perigo, presenciamos a elevação das frequências respiratória e cardíaca, a dilatação dos brônquios e das pupilas e a inibição das atividades digestivas. Tais modificações fisiológicas estão relacionadas ao desvio da circulação para irrigação da musculatura estriada esquelética, nutrindo-a e oxigenando-a de maneira que seu funcionamento beire o ótimo; e a capacidade de enfrentar os agentes agressores seja maximizada.

PÂNCREAS

O pâncreas é o principal responsável pelo controle da glicemia (concentração plasmática de glicose). Através da produção de insulina pelas células beta-pancreáticas, este órgão garante que o excesso de açúcar circulante seja armazenado em órgãos como o fígado, reduzindo a glicemia. Em situações contrárias, no entanto, estas reservas precisam ser disponibilizadas e a glicemia aumentada, o que ocorre através da secreção de glucagon pelas células alfa-pancreáticas.

Alguns indivíduos, entretanto, apresentam deficiências pancreáticas que levam à baixa produção de insulina – que às vezes cessa por completo. Quadros como este são conhecidos como diabetes mellitus tipo 1 e seus pacientes são tratados com injeções de insulina em comunhão com certas restrições alimentares. Por outro lado, na diabetes mellitus tipo 2, a produção de insulina permanece normal sendo o problema caracterizado pela deficiência na produção de receptores (proteínas que compreendem os sinais transportados pelos hormônios). Nestes casos não há intervenção hormonal à base de insulina e, normalmente, as restrições na dieta são mais severas.

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As gônadas são órgãos, presentes em homens e mulheres, caracterizadas pela capacidade de produzirem células reprodutivas (gametas). Assim, as gônadas masculinas devem ser compreendidas como os testículos, e as gônadas femininas como os ovários.

Além disso, tais órgãos também são capazes de produzir e secretar hormônios sexuais que estão relacionados ao controle reprodutivo e ao desenvolvimento das características sexuais secundárias. Estas características sofreram pressão evolutiva positiva por serem capazes de aumentar a atração de parceiros reprodutivos.

TESTÍCULOS

Os testículos ficam localizados fora da cavidade abdominal em uma bolsa denominada escroto. Sua regulação depende da produção de gonadotrofinas secretadas pela adenoipófise conhecidas como hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH). Após atingirem os testículos, estes mensageiros químicos estimulam a secreção de testosterona e, assim, influenciam positivamente no desenvolvimento de características como massa muscular, barba, pelos pubianos e voz grave.

OVÁRIOS

As gônadas femininas ficam localizadas no interior do abdômen em posição próxima às tubas uterinas. Além de produzirem os gametas femininos (ovócitos II), são responsáveis pela secreção de estrogênio e progesterona. Através destes hormônios são desenvolvidas as características sexuais secundárias femininas que incluem menor massa muscular, alargamento da cintura pélvica e desenvolvimento de pelos pubianos.

Diferentemente dos homens, que apresentam produção contínua de gametas após a puberdade, as mulheres possuem um ciclo muito bem regulado que culmina, geralmente, na produção de um gameta por mês. O ciclo menstrual, então, corresponde a um período médio de 28 dias que tem início no primeiro dia de menstruação. Durante este período observamos a proliferação da camada mais interna do útero (endométrio) que se prepara para a implantação (nidação) de um embrião. Caso isto não ocorra, as camadas de células se destacam e, juntamente a isso, ocorre o rompimento de pequenos vasos sanguíneos, caracterizando a menstruação.

Para compreendemos melhor as etapas do ciclo menstrual é preciso, antes de qualquer coisa, compreender a função dos hormônios produzidos pela adenoipófise e pelos ovários. A sequência de picos hormonais produzidos por estas glândulas possibilitará a ocorrência de duas atividades principais: a proliferação das células endometriais e a ovulação.

Hormônios hipofisários

FSH: primeiro hormônio a apresentar elevação durante o ciclo menstrual, é responsável por estimular a transformação do ovócito I em ovócito II (amadurecimento do folículo ovariano).

LH: terceiro hormônio a apresentar elevação durante o ciclo menstrual, é responsável por promover a liberação do ovócito II (ovulação).

Hormônios ovarianos

Estrogênio: segundo hormônio a apresentar elevação durante o ciclo menstrual, é responsável por promover a proliferação do endométrio.

Progesterona: quarto hormônio a apresentar elevação durante o ciclo menstrual, é responsável por evitar a descamação do endométrio.

A figura a seguir mostra as principais alterações observadas na fisiologia feminina ao longo do ciclo menstrual. Note que a ovulação ocorre, em média, 14 dias após o início do ciclo. Assim, considerando o período de viabilidade de um ovócito II (e também de um espermatozoide) no interior do corpo feminino, costumamos indicar o início do período fértil dois ou três dias antes da ovulação, sendo seu término dois ou três dias após a ovulação.

Quando um folículo ovariano se rompe após o amadurecimento do ovócito I a ovócito II – promovido pelo FSH – observamos a ovulação e a formação do chamado corpo lúteo (amarelo) no ovário. Esta região é responsável pela produção de hormônios ovarianos durante a fase folicular do ciclo menstrual e é através de sua atividade que o endométrio é mantido fixado. Em caso de gravidez, o corpo lúteo se mantém ativo até que a placenta comece a se formar e produzir a gonadotrofina coriônica humana (hCG) – hormônio detectado nos testes de gravidez adquiridos em farmácia. Quando não ocorre gravidez o corpo lúteo sofre retração e, por ausência de LH, não há mais a produção de luteína (pigmento que confere coloração amarelada à região). Isto culmina em seu empalidecimento e formação do chamado corpo albicans (branco) que não possui atividade secretora.

Outro ponto importante a considerar na fisiologia do ciclo menstrual é a retroalimentação negativa exercida pelos hormônios envolvidos em sua regulação. A elevação de estrogênio – resultante de um estímulo proveniente do FSH – culmina em inibição deste hormônio hipofisário. Resultado similar ocorre com a progesterona, que inibe o hormônio que promoveu sua estimulação – o LH. Este princípio é empregado no desenvolvimento de pílulas anticoncepcionais que estudaremos mais à frente.

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