TECIDOS CARTILAGINOSO E ÓSSEO

Aprenda sobre tecido ósseo e sua composição.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

TECIDO ÓSSEO

O tecido ósseo também é um tipo de tecido conjuntivo, mas se diferencia dos demais pela grande mineralização de sua matriz extracelular. É um tecido rígido, especializado na sustentação do organismo, no suporte de partes moles e na proteção de órgãos vitais, como o encéfalo, que fica contido na caixa craniana. Além disso, o tecido ósseo também atua como um depósito de sais minerais, disponibilizando-os à corrente sanguínea sempre que são necessários em outras regiões do corpo.

O tecido ósseo não é o único, mas é o principal componente dos ossos, órgãos que, juntamente com a cartilagem, constituem o esqueleto de um vertebrado. No interior de muitos ossos fica alojada a medula óssea vermelha, produtora de sangue.

Os ossos não são completamente homogêneos e compactos: todos eles possuem espaços entre seus elementos sólidos. São esses espaços que permitem a circulação do sangue através dos vasos sanguíneos, levando nutrientes às células do tecido ósseo.

COMPOSIÇÃO DO TECIDO ÓSSEO

Didática imbatível de nossos professores!

ProBlack

14 meses de acesso

  • Turma Extensiva 2020/2021
  • 6 Simulados
  • 4 Redações Corrigidas por mês

R$ 599,44

12x de: R$

R$ 19,90

Eu quero

O tecido ósseo é formado por células com diferentes funções e uma matriz orgânica calcificada. As células são:

osteoblasto:célula óssea jovem e secretora da ma­triz orgânica, que é conhecida como osteoide ou pré-osso.

osteócito:é o osteoblasto maduro, que parou de secretar matriz orgânica.

osteoclasto:célula multinucleada responsável pela reabsorção de tecido ósseo nos processos de remodelação do osso e na re­paração de fraturas.

Assim, devemos compreender que o tecido ósseo não é apenas um grande acúmulo de cálcio, ainda que seja o principal local de armazenamento desse mineral. Na verdade, os cristais de hidroxiapatita [(Ca10(PO4)6(OH)2)] compõe entre 60% e 70% da massa deste tecido e correspondem à parte rígida de um osso. Os demais 30% a 40% deste tecido são compostos por fibras protéicas sintetizadas pelos osteoblastos, em particular o colágeno, no qual se prendem estes cristais de cálcio e fósforo.

ESTRUTURA DO OSSO

Um osso é formado por uma região esponjosa e outra compacta. A camada compacta de um osso é constituída por anéis concêntricos (lamelas) de substância intercelular dura e lacunas, que são pequenos espaços entre as lamelas, nas quais estão alojados os osteócitos. Estas células são nutridas pelos vasos sanguíneos que, juntamente com nervos, percorrem uma rede de minúsculos canais através da matriz. Os canais que correm em sentido longitundial ao osso são chamados canais de Havers, e ligando os canais de Havers, en­contramos pequenos canais transversais, denominados canais de Volkmann.

No interior de um osso existe ainda uma formação espon­josa, constituída por porções ósseas que deixam muitos espaços entre si. Essa região constitui a medula óssea, conhecida popularmente por “tutano”. Na medula óssea, há células gordurosas que constituem a chamada medula amarela e inúmeros vasos sanguíneos em formação que constituem a medula vermelha. Na medula vermelha encontra-se outro tipo de tecido conjuntivo, chamado tecido hematopoiético, onde são produzidos os elementos do sangue.

Externamente ao tecido ósseo, recobrindo o osso, encontra-se o periósteo. Esta camada corresponde a um envoltório de tecido conjuntivo propriamente dito e é a partir dela que os vasos sanguíneos penetram o osso para nutri-lo. Além disso, o periósteo também atua como uma estrutura de fixação para tendões e ligamentos que conectam os ossos a outros ossos ou aos músculos, respectivamente.

CRESCIMENTO ÓSSEO

Apesar de apresentarem uma estrutura histológica similar, os ossos são classificados anatomicamente de acordo com suas dimensões, variando de ossos longos ou curtos a chatos ou irregulares. Além das dimensões, a formação embrionária desses ossos também é diferente. Ossos longos, como fêmur, sofrem a chamada ossificação endocondral, que recebe este nome por utilizar um molde cartilaginoso para orientar a proliferação celular óssea e a deposição de fibras e minerais. Ossos chatos, por outro lado, passam por uma ossificação intramembranosa, onde o molde empregado é uma membrana de tecido conjuntivo propriamente dito.

Na ossificação endocondral, o molde de cartilagem hialina sofre a invasão de vasos sanguíneos a partir do tecido conjuntivo que o reveste. Estes vasos sanguíneos trazem células mesenquimatosas que se diferenciam em osteoblastos. Por fim, com a secreção de fibras colágenas e proliferação dos osteoblastos, cristais de hidroxiapatita começam a ser depositados e as lamelas e lacunas iniciam sua estruturação.

A ossificação intramembranosa, como ocorre nos ossos do crânio durante a substituição da “moleira” de um recém-nascido, diferencia-se da ossificação endocondral basicamente pela formação de osteoblastos no interior do TCPD fibroso que é utilizado como molde.

CADASTRE-SE

E receba em primeira-mão todas as novidades dos Vestibulares, Ofertas, Promoções e mais!