Globalização

Vamos falar sobre a globalização para o ENEM?

E aí, pessoal! Todo mundo sabe que globalização é um assunto muito falado tanto nas aulas de geografia quanto em nosso cotidiano e bastante cobrado no ENEM, não é mesmo? Mas afinal, o que é globalização? A definição mais precisa pode ser a de que globalização é o fenômeno de expansão da atual fase do capitalismo. Atual? Então existem fases anteriores?! Há, sim, vamos ver.

1º Fase do capitalismo – comercial mercantilista

Esta fase corresponde ao período de transição entre o mercantilismo e o capitalismo. Ela está associada à época do colonialismo das Américas e, por consequência, ao período de expansão marítima.

2º Fase do capitalismo – industrial liberal

Com a Primeira Revolução Industrial, os modos de produção mudaram completamente. Dessa forma, o sistema econômico também enfrentou mudanças. Assim, a fase industrial liberal corresponde ao início da industrialização.

3º Fase do capitalismo – financeiro monopolista

Esta fase ocorre a partir da quebra da bolsa de Nova Iorque em 1929. Percebemos nessa época que há, de fato, um mercado financeiro já bem consolidado e que está interligado com algumas áreas do globo.

4º Fase do capitalismo – globalização

Como dito, é a atual fase de expansão do capitalismo: a globalização acontece simultaneamente à Terceira Revolução Industrial.

O que é a Globalização?

Bom, a globalização representa então o aumento das interações pelo globo. O cantor e compositor Gilberto Gil, em sua música Parabolicamará, começa a letra com a seguinte frase “antes mundo era pequeno porque Terra era grande hoje muito é muito grande porque Terra é pequena (…)”. Ele ressalta essa transformação que a globalização proporcionou. Antes, nós éramos mais limitados ao local em que estávamos, as notícias distantes demoravam a chegar ou nem chegavam, o deslocamento era mais precário e demorado. Esses fatos provocavam uma percepção de que os lugares e os acontecimentos estavam mais distantes. Contudo, com o advento da globalização, as distâncias foram encurtando, rapidamente nos locomovemos pelo país, por exemplo, rapidamente estamos conectados com as notícias de lugares distantes. A globalização, portanto, aumentou os fluxos, tanto de informação, quanto de circulação. A globalização pode ser vista de três formas, de acordo com Milton Santos, como fábula, como perversidade e por uma outra globalização.

Saiba mais sobre Globalização

O mundo, de fato, está mais integrado e esta integração promove uma expansão do consumo, das relações, das circulações. Diariamente somos “bombardeados” com publicidades estimulando o consumo. Entretanto, nem toda a população mundial tem poder de compra de acordo com tudo que nos “convencem” de comprarmos, por mais que os deslocamentos tenham aumentado, nem todos conseguem se deslocar no espaço devido ao custo de passagens. Assim, temos a globalização como fábula, em que nos é vendida uma imagem de um fenômeno visto como progresso, como se a globalização representasse o paraíso dos unicórnios e arco-íris e nela o mundo fosse um só para todos. Mas, na prática, não vemos isso. A globalização é seletiva e tem níveis de alcances diferentes. A intensidade dos fluxos de informação que chegam no Sudão é diferente da intensidade que a Escócia recebe. Essa diferença se dá por diversos fatores, entre eles, o principal – o aparato tecnológico que permite a circulação do sistema de informação. Por isso, o fenômeno atual de globalização é paralelo ao desenvolvimento do setor informacional (aquele da Terceira R.I… Tá lembrado, né?). Para além, vendem-nos a ideia de que o mundo agora é um só, porém, o que mais vemos hoje em dia é um debate sobre construções de muros, de seletividade nos fluxos populacionais, ou seja, de medidas protecionistas. Assim, enxergamos a globalização como perversidade. Desse modo, o fenômeno da globalização proporciona a exclusão de parcela da população. Por esse motivo, é necessário refletir sobre uma outra globalização, que seja mais inclusiva, que não acentue as disparidades e que, de fato, integre pessoas e espaços. Esse assunto é muito próximo do nosso cotidiano, e como falei antes, muito cobrado pelo ENEM, então se liga nas questões sobre globalização, que são diversas e bem atuais.

Tudo o que você precisa saber sobre a Guerra na Síria

Entendendo a Guerra da Síria para mandar bem no ENEM

Olá, caro aluno! Você com toda certeza já se deparou com muitas notícias, vídeos e até questões de vestibular falando sobre o conflito na Síria e o caos que este país do Oriente Médio tem vivido nos últimos sete anos, e deve se sentir perdido no meio de tantas informações. Para ajudá-lo a compreender as causas dessa guerra, o PROENEM preparou este post com tudo o que você precisa saber.

Mapa da Síria e região

Fatos importantes sobre a Síria

A Síria fica localizada numa região do continente asiático famosa pela riqueza de petróleo e constantes guerras: o Oriente Médio. Este pequeno país faz fronteira com a Turquia, Iraque, Líbano, Israel e Jordânia, com saída para o mar Mediterrâneo. A população do país está dividida em islâmicos sunitas (70%), xiitas (13%) e cristãos (10%), além destes grupos existe também os curdos, uma etnia que está espalhada por alguns países da região e desejam ter um território próprio.

Bashar Al-Assad é presidente da Síria desde os anos 2000, entrou no comando após a morte de seu pai Hafez Al-Assad, que governou o país por 29 anos, ou seja, o país é governado há 47 anos pela mesma família. Os Assad têm orientação alauita, um grupo do islã que descende dos xiitas. Podemos dizer que, apesar de islâmicos a constituição síria é laica, a posição da família e as leis que regem a Síria são mais brandas de que seus países vizinhos. Um fato muito importante sobre a ascensão dos Assad é que nenhum, nem Hafez e nem Bashar, chegaram ao poder por vias democráticas.

O que a Primavera Árabe tem a ver com a Guerra na Síria?

Os ditadores que foram caindo um após outro devido aos acontecimentos da primavera árabe
Os ditadores que foram caindo um após outro devido aos acontecimentos da primavera árabe

A Primavera Árabe tem início na Tunisia em 2011, a partir do suicídio de um jovem após sofrer repressão policial, este fato provocou uma onda de manifestações populares nas ruas das cidades tunisianas. Estes protestos se espalham por diversos países do mundo árabe: Egito, Líbia, Iêmen, Bahrein, Argélia, Jordânia e Síria. Na Líbia e na Síria os protestos geraram reações mais violentas do governo e tiveram intervenções de outros países.

O porquê das manifestações

A população destes países saiu às ruas para pedir democracia e melhorias sociais. Nos oito países que passaram por este movimento havia governos ditatoriais e longos bem como governantes que chegaram ao poder por vias autoritárias. Muitos destes ditadores conservavam estruturas corruptas e não promoviam melhorias nas condições de vida dos cidadãos, mas estes são aspectos gerais. Cada país, além desta pauta – democracia e liberdade –, apresentou razões próprias.

Destruição da Síria

Vejamos como as coisas na Síria se complicaram tanto…

Vimos anteriormente que a Síria é “rachada” em termos populacionais, o que, inicialmente, não havia muita importância, as pessoas saíam às ruas e ocupavam as principais praças do país de maneira pacífica. As coisas tomaram um caminho mais violento a partir das reações do governo sírio em março de 2011, para conter os protestos, Al-Assad enviou tropas militares para conter a população, o que não surtia efeito, as pessoas continuavam ocupando as cidades e eram reprimidas com mais violência. Mortos e desaparecidos se tornaram comuns. Imagine que um dia um amigo seu, insatisfeito com os rumos do país, sai para protestar e não volta para casa. Agora imagine isso acontecendo em proporções maiores e mais amigos desaparecendo. Difícil, né?

A violência do governo sírio gerou reações igualmente violentas da população, a mídia passou a chamá-los de “rebeldes”, mas este é um termo genérico e você precisa saber quem são estes grupos para entender tudo sobre a guerra na Síria.

Quem são os rebeldes?

A população pegou em armas e se organizou contra o governo. Chegaram também grupos jihadistas (extremistas islâmicos) para o conflito, os curdos e aqueles que apoiam o governo de Assad. Temos que lembrar também que alguns países são favoráveis e outros contrários a manutenção de Al-Assad no poder.
Os xiitas são favoráveis ao governo (lembra que a família governante é de uma corrente descendente dos xiitas), os sunitas estão divididos entre o Exército Livre da Síria (civis “moderados”), Al-NUSRA (grupo que teve origem da Al-QAEDA de Osama Bin Laden) e ISIS – Estado Islâmico do Iraque e da Síria –, estes dois últimos são grupos extremistas, os jihadistas e há também os curdos que, além de serem contrários ao governos, lutam contra os Estado Islâmico. Cada um destes grupos ocupa áreas diferentes dentro do território sírio.

Mapa da Guerra Civil Síria

A guerra na Síria já tem mais de 400 mil mortos e é responsável pela maior crise humanitária desde a Segunda Guerra Mundial: quase cinco milhões de sírios vivem em situação de refúgio. O caótico cenário da guerra síria é discutido na ONU e este ano gerou uma instabilidade entre as nações do Conselho de Segurança: EUA, França e Reino Unido se manifestaram favoráveis a uma intervenção militar contra as bases de Al-Assad, Rússia (uma nação amiga da Síria desde a Guerra Fria) e China se opuseram. Contrariando a decisão do Conselho, EUA e seus aliados, em abril deste ano, bombardearam as bases do governo, em resposta a um suposto ataque químico contra os rebeldes, e logo depois atacaram áreas dominadas pelo Estado Islâmico.

A guerra na Síria já dura sete anos e infelizmente não há um fim previsto para toda esta instabilidade.

Quer se aprofundar ainda mais neste assunto? Não deixe de assistir às nossas videoaulas e se preparar de forma dinâmica e efetiva para vestibulares, concursos e ENEM.

O que cai no ENEM em Geografia

Como estudar geografia para o ENEM?

Se você quer mandar bem em geografia no ENEM, o primeiro passo é ficar por dentro do que esta ciência estuda, ou seja, qual seu objeto de estudo. Desse modo, a geografia tem como objetivo compreender as interações entre a sociedade e a natureza, em outras palavras, como o homem se relaciona com o espaço em que vive.

Sim! De fato o conteúdo visto em geografia é muito vasto e horizontal. Qualquer interação do ser humano com a natureza (e são muitas!) pode ser analisada pelo olhar de um geógrafo. Além disso, por ser uma ciência horizontal, ela tange outras disciplinas, como história, sociologia, biologia, química… Mas isso não quer dizer que você, vestibulando do ENEM, precise ser um geógrafo nato para lacrar no exame, tampouco conhecer timtim por timtim de cada fenômeno, de cada canto da Terra para conseguir aquela vaga na universidade dos sonhos.

A interdisciplinaridade, então, é muito importante para estudar o que cai no enem em Geografia. Saber relacionar os fenômenos e contextos com as outras disciplinas cobradas na prova é essencial. Por exemplo, quando se estuda cartografia é preciso entender a escala ou defini-la. Nesse caso, utilizamos a matemática como base. Já quando se estuda industrialização brasileira, entende-se automaticamente que o processo de industrialização desenha-se em paralelo com o contexto histórico.

Além da percepção desse caráter interdisciplinar, é necessário perceber que a prova do ENEM é também bastante atual. Dessa forma, os temas abordados envolvem os conteúdos de geografia aplicados a questões de atualidades. Você, portanto, precia estar antenado nos acontecimentos, nos noticiários… enfim, no que rola no mundo!

Principais conteúdos que caem no ENEM

Globalização

A globalização é a atual fase de expansão do capitalismo informacional. É notável pelo aumento da internacionalização das relações econômicas e sociais. Economia mais integrada e conectada 24h por dia e a formação de uma cultura global, por exemplo, podem ser percebidos como efeitos da globalização.

Teorias Demográficas

Um dica importante é conhecer, logo de cara, as três principais teorias (Malthusiana, Reformista e Neomalthusiana) e saber confrontar cada uma destas. Nesse sentido, é interessante associar o contexto histórico das teorias, compreender suas definições, previsões e possíveis mitigações.

Relevo

É essencial compreender os processos de formação de relevo, sobretudo, no Brasil. Ou seja, entender porque não possuímos dobramentos modernos e, por consequência, porque temos um relevo mais rebaixado. Assim, também é importante assimilar na formação do relevo os agentes externos que também moldam o mesmo.

Solos e Rochas

Você deve entender a formação dos solos (pedogênese) é relevante para assimilar tipos de atividades realizadas no território brasileiro. Também é interessante conhecer os principais tipos de solos, como a terra roxa, massapé, latossolo.

Terceira Revolução Industrial

A Terceira Revolução Industrial – também conhecida como Revolução Técnico-Científico-Informacional – é a revolução que estimula a expansão da globalização por meio da informatização e do aumento de interação entre os fluxos (financeiros, informacionais, etc.). Assim, é importante compreender a quebra de paradigma da Terceira R.I. com as demais anteriores, ou seja, entender as relações de trabalho e produção.

Migrações Internacionais e Novos Fluxos Migratórios

Ter noção dos principais fluxos históricos migratórios é outro passo importante! Você deve conhecer, por exemplo, o período das colonizações das Américas que provocou a migração compulsória de negros escravos africanos e as vindas de europeus para o continente americano. Porém, não tire os olhos das problemáticas atuais, que também estimulam grandes fluxos migratórios, principalmente pela crise dos refugiados.

Questões Ambientais

Estude os principais impactos ambientais: como podem afetar o cotidiano dos seres humanos, sobretudo, em grandes cidades. É importante conhecer medidas de prevenção ou mitigação de tais impactos.

Clima

É importante conhecer fatores, elementos do clima, e como a combinação deles constituem um clima. Esteja atento aos climas do Brasil e aos fenômenos a que o território nacional está sujeito, como por exemplo o El Niño e La Niña.

Projeções Cartográficas

A noção de que a cartografia não é fiel à realidade é muito importante. Não é possível retratar uma realidade tridimensional em um planisfério, portanto, vão existir informações ressaltadas em detrimento de outras. A cartografia é um instrumento político-ideológico, assim é necessário entender as principais projeções e suas características.

Fontes de Energia

Fique ligado! Além de compreender as características das principais fontes energéticas é necessário relacionar essas fontes ao meio geográfico, ou seja, entender quais são as mais adequadas para serem exploradas em determinados lugares e para quais atividades. Nesse sentido, é importante entender os pontos positivos e negativos tanto de implementação, quanto de operacionalização das fontes de energia.

O que fazer então?

Percebemos, assim, que ao analisar os principais temas que mais caem na prova, entendemos, de fato, que, para estudar esta área com foco no ENEM, é necessário compreender as interações do homem com o espaço em que ele vive. Vemos nos principais temas que saber relacionar os conteúdos facilita no processo de estudo, principalmente contextualizando com questões atuais.

Assim, fica então mais uma dica. Um mesmo tema pode ter diferentes abordagens, por exemplo, a geográfica, a biológica e a química, entre outras.  Portanto, sob diferentes vieses e explicações, procure entender todos os lados. Praticar uma visão integrada daquilo que se estuda e entender a relevância do conteúdo para o seu cotidiano é uma forma de tornar o estudo mais leve e consequentemente mais proveitoso. #ficaadica

Agora, que você já está por dentro dos conteúdos mais cobrados, partiu estudar?