EMPIRISMO – FRANCIS BACON, JOHN LOCKE E HUME

Indo em sentido oposto as visões racionalistas, vamos ter uma larga representação e disputa com os autores empiristas, o empirismo é uma corrente que acredita que o conhecimento é possível e originado através dos sentidos, contrariando a visão de Descartes que considera a razão como única fonte legítima de conhecimento. Para os empiristas a única fonte passível de conhecimento está nos sentidos, na experiência.
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O empirismo é noção de que o conhecimento passa inicialmente pelos sentidos, como base e fundamento prioritário, a razão não representando real fonte ou estando um papel secundário, como demonstra John Locke. O autor inglês começa sua contraposição ao racionalismo criticando a visão de existência das “ideias inatas”. Descartes acreditava que algumas ideias são presentes e inatas ao indivíduo, visão negada por Locke, que considera que somos uma “tábula rasa”, sem nenhum conhecimento prévio, sendo amplamente preenchidos pela experiência. A visão da “tábula rasa” fundamentada por Locke é extremamente famosa dentro da Filosofia, por criticar um dos conceitos básicos do ideario racionalista. Se somos uma folha em branco, isso significa que todo e qualquer conhecimento que possuímos foi adquirido ao longo do tempo, não tendo influências prévias. Porém, isso não significa que Locke considera a razão sendo descartável ou não necessária. O autor liberal acredita que devemos sair do nosso inatismo natural, que para ele seria a recepção não crítica dos conhecimentos que conseguimos pelos sentidos. É importante usar esses conhecimentos e ampliar, através do uso da razão, a razão seria subordinada aos conhecimentos gerados pela experiência sensível.

DAVID HUME

David Hume é chamado de empirista radical, leva a reflexão empírica ao processo máximo, duvidando de qualquer relação existente fora da experiência do ser. Hume busca estabelecer princípios que organizem os acontecimentos na mente do indivíduo, dividindo em impressões e ideias. Conhecimento de Ideias – proposições cuja verdade pode ser conhecida por simples análise lógica do significado das ideias. A relação de verdade é completamente independente da experiência: podemos conhecer sem necessidade de recorrer às impressões, isto é, ao confronto com a experiência. Ex.: “O quadrado tem 4 lados”. Conhecimento de Impressões – proposições cuja verdade só pode ser conhecida mediante a experiência, isto é, temos de observar o mundo dos factos para verificar se elas são verdadeiras ou falsas, isto é, a sua verdade ou falsidade só pode ser determinada a posteriori. Ex.: “Esta mesa é preta”. David Hume expressa também um problema da causalidade, Hume não estabelece e não crê na causalidade de fatos. Exemplo: um fato A, que sempre ocorreu originado por um fato B, nada garante que esses acontecimentos vão se repetir infinitamente. O maior exemplo usado por Hume é o nascer do sol, apesar de nascer todos os dias, não existem garantias do nascimento amanhã. O princípio de causalidade, um princípio racional, nada mais é do que uma crença, o produto de um hábito, acreditamos no nascer do sol pelo fato de vermos esse fato ser repetido historicamente, mas o fato de não termos vivenciado ainda o dia seguinte, segundo Hume, não torna possível afirmar com certeza que irá acontecer.

FRANCIS BACON

Em o “Novum Organum”, o filósofo inicia os passos de um método, que tendo o experimento como meio, permitiria que se chegasse a um conhecimento seguro e verdadeiro. Sendo base para a crença de um conhecimento empírico, totalmente baseado na experimentação. O filósofo foi considerado por muitos como o “fundador da ciência moderna”, “o criador do método experimental”. Bacon propunha-se a entender quais seriam os entraves (ídolos) da mente humana, que atrapalhavam o desenvolvimento produtivo das ciências, para enfim, poder propor e aplicar seu novo método. Ídolos da Tribo: “se alicerçam na própria natureza humana e na própria família humana ou tribo”. Ídolos da Caverna: São advindos de cada indivíduo quando preso a uma espécie de caverna pessoal. Ídolos do Foro: São ídolos, que através das palavras, penetram no intelecto. Ídolos do Teatro: Ocorrem pela adesão a diversas doutrinas filosóficas e por causa das péssimas regras de demonstração delas.

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