FILOSOFIA MEDIEVAL: TOMÁS DE AQUINO

A ESCOLÁSTICA possui uma origem aristotélica, além disso é uma corrente com grande influência das universidades cristãs que surgiam na Europa ao final da idade média. O maior nome da escolástica vai ser São Tomas de Aquino, com suas cinco vias, que vão buscar demonstrar e comprovar a existência de Deus.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

CINCO VIAS

⦁ O primeiro motor – Tudo está em constante movimento, mas necessita de algum movimento inicial. É preciso que uma força externa coloque outra em movimento, que por sua vez é movida por outra ainda. Na origem de tudo está Deus, que o motor inicial, imutável e eterno.

⦁ A causa eficiente – Tudo que é, é causa ou efeito. Deus é a causa 1ª.

⦁ Ser necessário e ser contingente – Tudo que existe no mundo sensível está em movimento. A sua existência, porém, não é necessária, mas necessita de outra para existir, sendo assim, Deus é a existência primeira, que dou origem as demais.

Intensivo 2020

Um curso preparatório para o ENEM totalmente a distância, com simulados, redações corrigidas e comentadas, 4 aulas ao vivo, acervo de mais de 500 aulas gravadas para baixar em seu smartphone e assistir em qualquer lugar e a qualquer momento!

No Plano Intensivo você tem acesso a 2 turmas: a turma prodígio, que começou em maio, a turma intensiva que irá iniciar em agosto.

Intensivo

Validade: 6 meses de acesso

  • 20 Aulas ao vivo por semana
  • 2 Simulados
  • 2 Redações Corrigidas por mês

R$ 544,44

12x de: R$

R$ 14,90

Eu quero

⦁ Os graus da perfeição – O julgamento humano ocorre com referências que não existem em si. Somos imperfeitos, porém julgamos a partir da ideia de perfeito. Assim, apesar de não conhecermos a perfeição, reconhecemos sua existência. A perfeição é Deus.

⦁ Governo Supremo – Tudo tem uma finalidade, um propósito. Essa finalidade está sendo organizada por alguma instância, que para Aquino é Deus. 

A ORIGEM DA FILOSOFIA ESCOLÁSTICA

As raízes da transformação social ocidental posterior têm origem no século X no que viria a tornar-se uma revolução econômica na Europa medieval. Por uma combinação de inovações tecnológicas e uma reconfiguração da estrutura social que estava anteriormente amarrada ao feudalismo, o noroeste da Europa evoluiu entre 900 e 1100 de uma paisagem rural esparsamente povoada de agricultura de subsistência a uma topografia mais complexa de excesso de produção, população rapidamente crescente, emergentes cidadelas (ou mesmo pequenas cidades), e o início de um mercado significante.

Intensivo Plus

A prepara'ç˜ção mais completa para estudar

Curso preparatório para o ENEM e para os Vestibulares de São Paulo, como Fuvest e Unicamp, que não utilizam o ENEM como forma de ingresso, com apoio pedagógico, plano de estudos, aulas ao vivo, mais de 500 aulas gravadas, aulas de nivelamento, aulas com técnicas de redação e tudo o que você precisa para conseguir aquele notão no vestibular!

Intensivo Plus

Validade: 06 meses de acesso

  • 4 Aulas ao vivo por semana
  • 3 Simulados
  • 3 Redações Corrigidas por mês

R$ 493,50

12x de: R$

R$ 19,90

Eu quero

Foi essa transformação fundamental, de uma sociedade imóvel para uma dinâmica, que explica o avanço do Ocidente no fim da era medieval e no início dos tempos modernos. Sinais internos dessa nova ordem podem ser vistos no revigoramento das monarquias reais na França e na Inglaterra, na aparição de comunas urbanas auto-governadas na Itália, e na reforma da hierarquia eclesiástica da Igreja, evidenciada na pressão pelo celibato clerical e na maior independência do controle secular. Externamente, a mudança anunciou-se numa postura mais agressiva em relação aos vizinhos da Europa Latina. A Reconquista – a expansão militar dos principados cristãos do Norte na Espanha muçulmana – estava acontecendo pelo meio do século XI. Em 1054 um Papado mais seguro e autônomo em Roma excomungou o patriarca de Constantinopla. O cisma com a Ortodoxia Oriental remonta a esse tempo. Algo mais famoso aconteceu em 1095, quando começou a primeira das massivas, e, por duzentos anos, periódicas, invasões de soldados ocidentais visando fortuna e salvação no Oeste mediterrâneo, as Cruzadas. (…)

Com relação à filosofia, esses eventos significaram o nascimento de uma sociedade na qual os homens cultos eram livres para direcionar seus esforços à análise e à especulação por seus próprios esforços (…). Sintomas de novos hábitos mentais e de um tipo de cultura literária inteiramente diferente de qualquer outro apareceram nas instituições de ensino e de produção literária mais características da Europa Ocidental na Idade Média: os monastérios. Eles não estiveram apenas na vanguarda das devoções religiosas e da escrita histórica característicos da Idade Média do segundo período, mas também proveram as fundações pedagógicas para essas áreas. Como indicado acima, essa fundação incluía gramática e retórica, mas não a lógica. Começando no século XI, alguns dos mais capazes monges começaram a procurar entre os textos lógicos de Aristóteles e Boécio, que estavam conservados em suas livrarias, por algo que sentiam faltar em sua educação. (…)

Este novo modelo de busca intelectual reviveu uma forma de discurso por muito tempo ausente do Ocidente. Também alterou o caráter desse discurso. Com sua ênfase excepcional na lógica, infundiu a erudição da Alta Idade Média com uma visão profundamente analítica. Em seus diálogos sobre a verdade, o livre-arbítrio ou a queda do demônio, mesmo os devotos contemplativos professores medievais podem soar mais como mestres universitários do fim do século XIX do que como os medievais da primeira fase. A necessidade pela lógica assumiu um lugar central no fim do século XI e no início do XII com uma velocidade estonteante. (…)

Agora a lógica encontrava-se no coração de todo o conhecimento e constituía o paradigma para a investigação em todos os campos. Começando com a leitura e exposição literal na classe de aula dos textos fundamentais em um assunto, um sistema formal de questões e respostas aparecia, a partir do qual os estudantes poderiam tanto exercitar suas habilidades lógicas em debate e por as palavras das autoridades sob as lentes da análise crítica, avançando na direção de uma maior compreensão, ganhando consistência de exposição e maior claridade de entendimento. Tal método de sala de aula de análise, debate e resolução rapidamente tornou-se padrão entre as escolas emergentes. As mais importantes disciplinas do ensino da Alta Idade Média começaram a tomar forma, cristalizadas à volta de novos livros-texto recentemente compostos e rapidamente adotados universalmente e eram estruturadas como coleções de debates de pontos que tocavam todos os aspectos significantes do assunto tratado.

(McGRADE, A.S. The Cambridge Companion to Medieval Philosophy)

A FILOSOFIA DO SÉCULO XIII

Os cinquenta anos da vida de Tomás de Aquino (1225- 1274) estão plenamente centrados no século XIII, e não só do ponto de vista cronológico: todas as significativas novidades culturais desse tempo mantêm estreita relação com sua vida e lutas. Ao contrário do clichê que o apresenta como uma época de paz e equilíbrio harmônico, esse século é um tempo de agudas contradições, tanto no plano econômico e social como no do pensamento.
A Cristandade – há séculos sitiada pelo Islã e, agora, ameaçada pelas hordas asiáticas – encontra-se na condição de ser um pequeno grupo no meio de um imenso mundo não cristão. Não se trata só de limitações bélicas ou de fronteiras: há muito tempo o mundo árabe se tinha imposto, não só pelo poderio político militar, mas também por sua filosofia e ciência. Estas, mediante traduções, tinham penetrado na Cristandade e em seu centro intelectual: a Universidade de Paris. Se essas filosofias não eram, em boa medida, muçulmanas, eram, ao menos, algo novo, estranho, perigoso, pagão.

Ao mesmo tempo, essa Cristandade do século XIII é abalada nas bases de sua estruturação política: em 1214, pela primeira vez, um rei nacional enquanto tal vence o Imperador, na Batalha dos Bouvines. Outra “novidade” são as guerras religiosas no seio da Cristandade: durante décadas parecem perdidos definitivamente todo o sul da França e o norte da Itália.

O antigo monacato – que poderia ser lembrado como um possível fator de renovação espiritual – parece ter perdido toda a sua força (apesar dos movimentos reformistas…) e o episcopado encontra-se também esvaziado em suas reservas morais. Por outro lado, a Cristandade responde a esse estado de coisas de modo muito ativo: no século XIII não só se constroem catedrais, mas também florescem universidades que iniciam e ampliam a conquista da cultura mundana. Outro fenômeno importante é o surgimento dos dominicanos e franciscanos, as “ordens mendicantes”, que, de modo surpreendente, vão estar intimamente ligadas às universidades (e, de início, enfrentar dura oposição). Também das ordens mendicantes brota o impulso de defrontar-se com o mundo não cristão: a Summa contra gentiles de Tomás dirige-se ao diálogo com mahumetistae et pagani e, em meados do século, os dominicanos fundam as primeiras escolas cristãs de língua árabe.

(LAUAND, Luís Jean. Tomás de Aquino: vida e pensamento – estudo introdutório geral (e à questão “Sobre o verbo”).

TEXTO COMPLEMENTAR

“Se a verdade encontra-se antes no intelecto do que nas coisas.
Parece que não.”

Objeções

⦁ O verdadeiro, como foi dito, é convertível com o ente; mas o ente encontra-se antes nas coisas do que na alma, portanto também o verdadeiro.

⦁ As coisas são na alma não por essência, mas por suas espécies, como diz o Filósofo [Aristóteles]; se pois a verdade encontra-se principalmente na alma, então não será a essência da coisa, mas sua semelhança e espécie, e o verdadeiro será uma espécie do ente existente fora da alma. Mas uma espécie da coisa existente na alma não se predica da coisa fora da alma, como também não é convertível com a mesma: ser convertível é pois predicar-se reciprocamente; portanto, nem o verdadeiro é convertível com o ente, o que é falso.

⦁ Tudo o que é em outro segue aquilo em que é; se pois a verdade fosse primeiramente na alma, então o juízo sobre a verdade seria segundo a afirmativa da alma, e assim ressurgiria o erro dos antigos filósofos que diziam que é verdadeiro tudo o que alguém opinava com o intelecto, e que duas coisas contraditórias são simultaneamente verdadeiras, o que é absurdo.

⦁ Se a verdade é primeiramente no intelecto, é necessário que na definição de verdade haja algo pertencente ao intelecto. Mas Agostinho reprova definições tais como: “Verdadeiro é aquilo que é como aparece”, porque deste modo não seria verdadeiro aquilo que não aparece, o que é evidentemente falso se consideramos as mais ocultas pedras nas vísceras da terra. Analogamente reprova e confuta esta outra definição: “É verdadeiro aquilo que é assim como aparece ao cognoscente, caso queira e possa conhecer”, porque então uma coisa não seria verdadeira no caso que o cognoscente não quisesse e pudesse conhecer. A mesma razão valeria para qualquer definição contendo algo pertencente ao intelecto; portanto, a verdade não é primeiramente no intelecto.

Em contrário:

Prodígio

Se você ainda não começou a estudar para o Enem, relaxa! A gente te ajuda! Com o novo plano Prodígio, vamos te ajudar a entrar para o time dos aprovados. ;)

Você terá um plano de estudos de 26 semanas, com 20 aulas semanais de todas as matérias, que abordarão todo o conteúdo sua prova. Também contará com monitorias ilimitadas, para tirar as dúvidas que surgirem das aulas assistidas, 3 simulados com a mesma quantidade de questões e tempo de prova do Enem, exercícios semanais com resolução em vídeo para você fixar bem todo o conteúdo das aulas e uma redação corrigida e comentada por mês.

Prodígio

Validade: 12 meses de acesso

  • 20 Aulas ao vivo por semana
  • 3 Simulados
  • 1 Redação Corrigida por mês

R$ 411,80

12x de: R$

R$ 14,90

Eu quero

⦁ O Filósofo [Aristóteles] diz: “O falso e o verdadeiro não são nas coisas, mas na mente”.

⦁ “A verdade é a adequação da coisa do intelecto”, mas esta adequação só pode ser no intelecto; portanto, a verdade é só no intelecto.

Solução:

Quando predicados dizem-se primeiramente de uma coisa e posteriormente de outras, não é necessário que aquela coisa que for causa das outras receba por primeiro a predicação comum, mas aquela em que está primeiramente a noção comum completa, como “sadio” diz-se primeiramente do animal, no qual a noção perfeita de saúde encontra-se em primeiro lugar, ainda que o remédio diz-se sadio enquanto proporciona saúde; e assim, dado que o verdadeiro diz-se antes de uma coisa e depois de outras, é necessário que se diga antes de tudo aquilo em que se encontra primeiramente a noção completa de verdade. O complemento de qualquer movimento ou operação está em seu término. O movimento pois da faculdade cognoscitiva termina na alma – é preciso efetivamente que o conhecido seja no cognoscente segundo o modo do cognoscente –, enquanto o movimento da faculdade apetitiva termina na coisa: por isso o Filósofo [Aristóteles] estabelece um certo círculo nos atos da alma: a coisa fora da alma move o intelecto, a coisa entendida move o apetite, o apetite tende à coisa da qual o movimento principiou. E como o bem, como se disse, indica o ajustar-se do ente ao apetite, o verdadeiro, do ente ao intelecto, o Filósofo diz que o bem e o mal são nas coisas, o verdadeiro e o falso porém na mente. Ora, uma coisa só se diz verdadeira enquanto é adequada ao intelecto, pelo que o verdadeiro encontra-se nas coisas posteriormente, primariamente pois no intelecto.

(TOMÁS DE AQUINO. Verdade e Conhecimento)

CADASTRE-SE

E receba em primeira-mão todas as novidades dos Vestibulares, Ofertas, Promoções e mais!