FOUCAULT E O PODER

Aprenda sobre Foucault e a relação com o poder.

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Filho de uma família com alto poder aquisitivo de Paris, Foucault teve dentro de sua família muitos problemas de relacionamento, muito por conta do seu entendimento político e de sua sexualidade. Esse momento familiar influenciou sua obra, gerando um autor combativo e que tratou de muitas temáticas sociais em sua obra.

Um dos seus principais temas é o “Poder”, entendimento de como as esferas de relacionamento comportam-se na sociedade. O poder para Foucault não é algo que se possui, algo que se exerce, não estando controlado e remontado permanentemente nas mãos de alguém, precisando ser reposto, retomado e mantido constantemente. O poder não está localizado em uma instituição, no Estado ou em qualquer esfera social, o poder não pode ser “tomado”.

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Discorda de uma visão clássica que o poder pode ser cedido ao governo, governante ou soberano, no entendimento de Foucault, o poder constitui-se com uma constante relação de forças. O poder está em todos os lugares, em todas as relações, é estabelecido por relações de verdade e saber constantes.

Foucault vai alocar em sua obra que esses poderes são estabelecidos desde o nascimento, em busca da formação de uma sociedade disciplinar, em que o controle seja exercido constantemente sobre e para os indivíduos. Busca-se o controle de gestos, saberes e todo formato de comportamento. Uma sociedade disciplina é dócil e atende aos mais variados interesses de controle e domínio. Vale ressaltar que por mais que ocorra essas relações constantes, nunca está estabelecido, sempre é um processo.

No livro “Vigiar e Punir”, Foucault estabelece as formas de poder e punir estabelecidas ao longo da história humana, com foco no sistema prisional estabelecido e instituído. Foucault aborda que os micropoderes são estabelecidos nas mais variadas instituições sociais: escolas, prisões, manicômios.

Os micropoderes geram uma experiência social de docialização dos corpos humanos, formando e estabelecendo uma sociedade disciplinar e de controle. Nos dias atuais podemos fazer uma analogia com as câmeras, filmadoras e redes sociais que aumentam a sensação de controle e vigilância.

O modelo prisional do Panóptico desenvolvido por Jeremy Bentham em 1785 é utilizado por Foucault, buscando exemplificar o ideal de vigilância, disciplina e controle dos corpos. O controle não precisa ser ideológico ou econômico, pode ser desenvolvido de formas e maneiras mais sutis. O panóptico seria funcional por gerar observação constante, de todos os locais e ambientes, corroborando para uma sensação constante de controle, poder e vigilância.

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