Platão

Na obra A República, Platão expõe sua concepção de sociedade, de política e de arte. Platão, nesse livro, propõe um Estado ideal, uma utopia. Nessa utopia, todas as peças da sociedade deveriam estar perfeitamente encaixadas no lugar certo, pois somente assim tudo funcionaria corretamente.
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Em primeiro lugar, o objetivo do Estado ideal deve ser a Justiça e o Bem. Contudo, um Estado só pode alcançar a Justiça e o Bem quando a sua classe governante conhece a Ideia perfeita e absoluta de Justiça e de Bem.

O povo não deseja conhecer o Mundo das Ideias; o povo deseja apenas satisfazer seus apetites imediatos, vivendo contente no Mundo das Aparências. Portanto, o povo não pode governar. Assim, Platão afirma que a democracia (o governo do povo) é um regime inadequado

Platão era um aristocrata: considerava que apenas os melhores homens deveriam governar o Estado. Ele representava as diferentes castas sociais fazendo uma analogia com as partes do corpo e da alma:

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1. A casta produtiva, equivalente ao abdômen no corpo, corresponde à parte da alma responsável pelos apetites, e é composta pelos trabalhadores, carpinteiros, artesãos, fazendeiros, mercadores…

2. A casta protetora, equivalente ao peito no corpo, corresponde à parte da alma responsável pelo “espírito”, pela coragem, e é composta pelos militares.

3. A casta governante (legisladores ou Rei Filósofo), equivalente à cabeça, corresponde à parte da alma responsável pela razão, e é composta pelos cidadãos inteligentes, racionais, autocontrolados, que amam a sabedoria.

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Segundo esse modelo, a democracia ateniense não é boa, pois todos os homens livres governam, quando na verdade apenas poucos estão aptos a governar. Platão diz que os governantes, numa democracia, são os que têm maior capacidade retórica, mas deveriam ser os que têm maior sabedoria.

Para Platão, um Estado governado por diferentes tipos de alma declina da aristocracia (governo dos melhores) para a timocracia (governo dos honráveis), e então para a oligarquia (governo de poucos), para a democracia (governo do povo) e, finalmente, para a tirania (governo de um tirano). De qualquer modo, o pior governo é a democracia. Uma democracia ruim é ainda pior que uma tirania ruim, pois, em uma tirania ruim, há apenas uma pessoa praticando o mau governo; em uma democracia ruim, todo o povo pratica o mau governo, e, portanto, todo o povo é culpado. Platão propõe que, no Estado ideal, a classe governante deve manter o rígido controle sobre todas as atividades da população, inclusive com a utilização da censura.

Para Platão, tudo o que afastar as pessoas do caminho da verdade deve ser removido da cidade. A arte, segundo o filósofo, é imitação da vida comum; portanto, a arte é imitação do Mundo das Aparências; o que significa que a arte é imitação da imitação. Logo, a arte está dois níveis distante do Mundo das Ideias. Por este motivo, os artistas, os poetas, devem ser banidos da cidade ideal. Como se pode notar, a concepção de Estado ideal de Platão é uma concepção totalitária. De fato, ao propor que o povo não sabe o que é melhor para si mesmo, e que é necessário que exista uma classe de governantes iluminados que conheça com exclusividade a Verdade e saiba o que é melhor para todos, Platão cria a matriz de inúmeras ideologias totalitárias posteriores.

TEXTOS COMPLEMENTARES

Os textos a seguir visam mostrar a divergência entre o pensamento de Péricles e o de Platão a respeito do Estado. Péricles faz a oração fúnebre aos guerreiros mortos durante o primeiro ano da Guerra de Peloponeso, e suas palavras são relatadas pelo historiador Tucídides.

Texto I: O Estado segundo Péricles

Péricles, filho de Xantipa, tinha sido escolhido para pronunciar o elogio dos primeiros guerreiros mortos. Quinze vezes estratego, é o homem mais eminente em Atenas e o primeiro em tudo, quer pela palavra quer pela ação… Chegado o momento, aproxima-  se do palanque, colocado alto, a fim de ser ouvido do mais longe possível pela multidão. (…) “A nossa constituição não inveja as leis dos nossos vizinhos”. Ela é antes o protótipo das leis dos outros Estados. “Não imitamos os outros. Pelo contrário, servimos de modelo a alguns”. Este governo, próprio de Atenas, “recebeu o nome de democracia, porque a sua direção não está na mão de um pequeno grupo, mas sim da maioria”. (…) “Um temor salutar impede-nos de faltar ao cumprimento dos nossos deveres no que toca à pátria. Respeitamos sempre os magistrados e as leis”. Perante elas, todos os atenienses são iguais, iguais na vida privada, “iguais na solução dos conflitos entre particulares, iguais na obtenção das honras as quais são devidas aos méritos e não à classe”. “Podem-se prestar alguns serviços ao Estado? Ninguém deve ser rejeitado por ser desconhecido ou pobre… Os mesmos homens dedicam-se aos seus assuntos particulares e aos do governo. Os que têm como profissão o trabalho manual não são afastados da política”. (…) Isto não representa para eles somente um direito, mas um dever, visto que todo aquele que se desinteressa do governo da cidade é malvisto. Não existe distinção permanente entre governantes e governados. Cada um será, por seu turno, governante e governado. Vê-se nesta alternância, não sem razão, um dos traços fundamentais da democracia.

À igualdade de direito perante a lei (isonomia) corresponde a igualdade do direito à palavra na assembleia (isogoria). “Todos exprimimos livremente a nossa opinião sobre os assuntos de interesse público”. “Não acreditamos que os discursos entravem a ação; o que nos parece prejudicial é não nos esclarecermos primeiro através do discurso sobre o que é preciso fazer”. Esta afirmação é capital. O orador ateniense confessa a sua crença nas vantagens da deliberação. Na Antiguidade, esta é necessariamente oral, visto que os meios de escrita são, tecnicamente, muito limitados. Por outro lado, apresentando a opinião dos atenienses sob uma forma negativa: nós não acreditamos…, Péricles corresponde à concepção antagônica dos lacedemônios, para quem o silêncio e a brevidade das respostas, o “laconismo”, são considerados como virtudes individuais e como méritos coletivos. Inversamente, Atenas coloca-se sob a soberania da palavra eloquente.

(PRELOT, M. As doutrinas políticas).

Texto II

SÓCRATES – No Estado, todos vós sois irmãos (…) mas o deus, ao plasmar-vos, a todos os que eram aptos para mandar, infundiu ouro em vosso interior ao gerar-vos, por serdes os mais dignos; misturou prata na composição de todos os aptos para serem defensores; porém, ferro e bronze na composição dos camponeses e outros artesãos. (…) Aos governantes, principalmente, e antes de tudo, ordenou o deus que nada vigiem melhor do que à prole (…) e se um seu filho chegar a conter bronze e ferro, de nenhuma maneira se apiedem, mas dando-lhe um cargo adequado com a sua natureza, o releguem entre os artesãos e os camponeses, e se, em troca, um destes nascer com mistura de ouro e prata, honrando-o, elevem-no à classe dos guardiões ou defensores.

(PLATÃO. A República)

Texto III

SÓCRATES – Aqueles que se possuem por meio de compra, que sem discussão possam chamar-se escravos, não participam em absoluto da arte régia.

GLÁUCO – E de que maneira poderiam participar? SÓCRATES – E então? E todos os que entre livres se dedicam espontaneamente a atividades servis, como os anteriormente citados, transportando e permutando os produtos da agricultura e das outras atividades; aqueles que, indo de cidade em cidade, nos mercados, por mar ou por terra, trocando dinheiro por outras coisas ou por dinheiro, aqueles a quem chamamos de banqueiros, comerciantes, marinheiros e revendedores, poderiam por acaso reivindicar para si algo da ciência política? (…) Mas nem mesmo os que vemos dispostos a prestar serviços a todos por salários ou por mercês, nunca os encontraremos partícipes da arte de governar… Que nome lhes daremos?

SÓCRATES – Como agora acabas de dizer: servidores, mas não governadores dos Estados.

(PLATÃO. Político) 

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