Sofistas

As palavras gregas sophos e sophia significavam “sábio” e “sabedoria” desde o tempo de Homero, e originalmente indicavam qualquer um com conhecimentos em um domínio específico. Assim, um condutor de charrete, um escultor, um guerreiro poderiam ser sophoi em suas ocupações.
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Gradualmente, a palavra veio a denotar uma sabedoria geral, especialmente nos assuntos humanos (por exemplo, política, ética ou gerenciamento de negócios). Este era o termo dado aos Sete Sábios do século VII e VI a.C., e era neste sentido que apareceu nas Histórias de Heródoto. Nessa época, o termo sophistes era um sinônimo para “poeta” e para “professor”.

Na segunda metade do século V a.C., particularmente em Atenas, “sofista” veio a denotar uma classe de intelectuais itinerantes que ministravam cursos sobre “excelência” ou “virtude”, especulavam sobre a natureza da linguagem e da cultura e empregavam a retórica para alcançar seus objetivos, que geralmente eram persuadir ou convencer os outros. Os sofistas afirmavam que poderiam encontrar respostas para todas as questões. A maior parte dos sofistas são conhecidos hoje por meio dos escritos de seus oponentes (como Platão e Aristóteles), o que faz com que seja difícil encontrar uma perspectiva neutra sobre suas práticas e crenças.

Muitos deles ensinavam suas habilidades por um preço. Devido à importância de tais habilidades na vida social litigiosa de Atenas, os sofistas eventualmente cobravam bem caro. A prática de cobrar, juntamente com a prática de questionar a existência dos deuses tradicionais (o que era feito para mostrar que poderiam provar qualquer coisa), causou uma condenação vigorosa e ressentimento por parte do povo, o que a fama e a riqueza que alguns sofistas ostentavam só fazia piorar. Sofistas famosos: Protágoras (que é geralmente considerado o primeiro entre eles), Górgias, Pródico, Hípias, Trasímaco, Lícofron, Antífon e Crátilo.

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Sócrates era algumas vezes considerado um sofista por seus contemporâneos, mas era diferente deles no sentido em que não cobrava dinheiro, não visava simplesmente convencer os interlocutores (mas buscava pela verdade) e não afirmava conhecer tudo. Todavia, Sócrates talvez não tomasse os sofistas como seus opositores naturais. Certa vez, afirmou que os sofistas eram melhores educadores do que ele era, e chegou mesmo a enviar um aluno para estudar com um sofista.

Platão, o mais famoso aluno de Sócrates, mostra, em vários Diálogos, seu mestre refutando os sofistas. Esses textos mostram os sofistas sob uma perspectiva desfavorável e é duvidoso que a representação platônica seja acurada. De qualquer modo, Platão é o maior responsável pelo uso moderno depreciativo do termo “sofista”, compreendido como um homem culto  e ganancioso que utiliza seu arsenal retórico para defender teses com argumentos falaciosos. Sob esse ponto de vista, os sofistas não se preocupam com a verdade ou com a justiça: querem apenas vencer o debate.

Na verdade, parece que pelo menos alguns sofistas assumiram uma perspectiva relativista a respeito do conhecimento. Sua filosofia contém críticas à religião e à lei. As técnicas retóricas dos sofistas eram extremamente úteis para qualquer jovem que procurava o sucesso político. Na época dos sofistas, a democracia ateniense era extremamente viva, e isso significava que os jovens precisavam obter o conhecimento que lhes permitiria convencer o público.

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Embora os sofistas não tenham sido diretamente responsáveis pela democracia ateniense, suas contribuições foram importantes para o crescimento do espírito democrático. Eles contribuíram para a democracia ao subjetivar a verdade, o que permitiu que surgisse a tolerância aos diferentes. Além disso, os sofistas contribuíram para o desenvolvimento do Direito, pois foram os primeiros advogados profissionais do mundo, graças à sua enorme capacidade argumentativa. A partir da leitura de Platão e de Aristóteles, os sofistas passaram a ser vistos, no fim da Antiguidade, como professores de retórica e oradores públicos. Assim, a filosofia tornou-se distinta da sofística.

GÓRGIAS – Vou tentar, Sócrates, revelar-te claramente o poder da retórica em toda a sua amplitude (…). Não ignoras por certo que a origem desses arsenais, desses muros de Atenas e de toda a organização dos vossos portos se deve por um lado aos conselhos de Temístocles e por outro aos de Péricles, mas em nada aos dos homens de ofícios.

SÓCRATES – É isso realmente o que se relata a respeito de Temístocles, e, quanto a Péricles, eu mesmo o ouvi propor a construção do muro interno.

GÓRGIAS – E, quando se trata de uma dessas eleições de que falavas há pouco, podes verificar que também são os oradores que em semelhante matéria dão seu parecer e que a fazem triunfar.

SÓCRATES – Posso verificar isso com espanto, Górgias, e por isso me pergunto há muito tempo que poder é esse da retórica. Ao ver o que se passa, ela se me aparece como uma coisa de grandeza quase divina.

GÓRGIAS – Se soubesses tudo, Sócrates, verias que ela engloba em si, por assim dizer, e mantém sob seu domínio todos os poderes. Vou dar-te uma prova impressionante disso:

Aconteceu-me várias vezes acompanhar meu irmão ou outros médicos à casa de algum doente que recusava uma droga ou que não queria ser operado a ferro e fogo, e sempre que as exortações do médico resultavam vãs eu conseguia persuadir o doente apenas com a arte da retórica. Que um orador e um médico andem juntos pela cidade que quiseres: se começar uma discussão numa assembleia popular ou numa reunião qualquer para decidir qual dos dois deverá ser eleito médico, afirmo que o médico será anulado e que o orador será escolhido, se isso lhe agradar.

O mesmo aconteceria com qualquer outro artesão: o orador se faria escolher diante de qualquer outro concorrente, pois não há assunto sobre o qual um homem que conhece retórica não consiga falar diante da multidão de maneira mais persuasiva que um homem do ofício, seja ele qual for. Aí está o que é retórica, e do que ela é capaz.

(PLATÃO. Górgias)

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