ÁFRICA – ÁFRICA DO NORTE

Com extensão territorial de aproximadamente 30,2 milhões de quilômetros quadrados, a África é o terceiro maior continente do planeta. Esse grande território, habitado por mais de um bilhão de pessoas, apresenta grande diversidade física, étnica, cultural e econômica.
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DIFERENÇAS ENTRE A ÁFRICA DO NORTE E A ÁFRICA SUBSAARIANA

Todos esses elementos contribuíram para uma subdivisão regional, que estabeleceu a África Mediterrânea (também chamada de África do Norte, Islâmica ou Setentrional) e a África Subsaariana.

Essa regionalização do continente tem o deserto do Saara como divisor natural e os aspectos humanos, em especial a religião, como fator cultural. A África Mediterrânea, situada ao norte do deserto do Saara, é composta por apenas cinco países (Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia e Egito), além do território do Saara Ocidental. Já a África Subsaariana, compreende toda a área localizada ao sul do Saara, correspondendo a mais de 75% do continente.

As nações que integram a África Mediterrânea são banhadas pelo Mar Mediterrâneo ou pelo Oceano Atlântico. Apresentam características físicas e humanas semelhantes às das nações do Oriente Médio. O clima é desértico e a maioria dos habitantes é de origem árabe e seguidora do islamismo. Apesar de possuir problemas, essa porção do continente detém os melhores indicadores socioeconômicos da África.

A agricultura nessa região é desenvolvida nas proximidades do Rio Nilo e na área denominada Maghreb. Porém, as principais fontes de receitas são oriundas da produção de petróleo, gás natural, além de vários outros minérios: fosfato, ouro, cobre, etc. O turismo é outra importante atividade econômica na África Mediterrânea, com destaque para Egito e Marrocos, que recebem milhões de visitantes anualmente.

Com população majoritariamente negra, a África Subsaariana apresenta grande diversidade cultural. A pluralidade religiosa é uma característica dessa porção continental, onde há cristãos, mulçumanos (principalmente na região do Sahel), judeus, além de várias crenças tradicionais. Os diversos grupos étnicos possuem dialetos, danças e costumes próprios, fato que contribui para a riqueza cultural da África. Porém, em alguns países, vários conflitos armados são desencadeados por diferentes grupos étnicos.

As riquezas no subsolo impulsionam a mineração. A África do Sul detém grandes reservas de diamante, cromo, platina, ouro (maior produtor mundial), entre outros minérios. Outro destaque é a grande produção de petróleo e gás natural nos países da África Subsaariana. O turismo, promovido nos diversos parques naturais, é outra importante fonte de recursos financeiros.

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Apesar dessa grande riqueza mineral, a África Subsaariana apresenta vários problemas socioeconômicos e os organismos internacionais não desenvolvem políticas eficazes para solucioná-los. A fome, por exemplo, castiga grande parte dos africanos, os índices de desnutrição são absurdos nessa região do planeta: República Democrática do Congo (76%), Somália (72%), Burundi (63%), Serra Leoa (47%).

De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), dos 33,4 milhões de portadores do vírus HIV no mundo, 22,4 milhões residem na África Subsaariana. Cerca de 1 em cada 3 adultos de Botsuana, Lesoto, Suazilândia e Zimbábue está infectado. Estima-se que a população desses países possa ser reduzida em 25% até 2020, como consequência da doença. Além da AIDS, a malária também é responsável pela morte de vários habitantes – anualmente, um milhão de africanos morrem em decorrência da doença.

Diante desse cenário, os Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) das nações que compõem a África Subsaariana são os piores do planeta, reflexo da baixa expectativa de vida e do PIB per capita, além das altas taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil. 

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A INFLUÊNCIA DA CHINA A ÁFRICA

A África é o lugar em que a China mais investe. Segundo um porta-voz do Ministério do Exterior chinês, somente no primeiro semestre de 2016 Pequim fechou 245 novos acordos no valor de 50 bilhões de dólares no continente africano. O Império do Meio já superou, há muito, os EUA e as antigas potências coloniais europeias como principal parceiro comercial dos africanos.

No fim de 2016, foi inaugurada a ferrovia entre a Etiópia e Djibuti, construída por empresas chinesas; obras semelhantes estão em execução no Quênia e na Nigéria. Elas são tudo, menos altruístas, e sim parte do projeto Rota da Seda, com o qual a China pretende expandir suas vias de comércio com vista a se tornar a maior potência econômica mundial.

Além de projetos de infraestrutura e acordos sobre matérias-primas, Pequim aposta cada vez mais em iniciativas militares, tendo estabilidade como palavra-chave. “Na estratégia da China para a África, agora a segurança também desempenha um papel importante. Isso reflete o pensamento chinês sobre temas e interesses globais.

Atualmente, Pequim tem participação em sete de um total de nove missões de paz das Nações Unidas na África: mais do que qualquer outro membro do Conselho de Segurança da ONU. A potência asiática está envolvida no Sudão do Sul, Sudão e Mali. Em Djibuti, no leste africano, atualmente constrói sua primeira base naval no continente, apoiando a partir de lá as missões de combate à pirataria no Golfo de Áden. Os EUA e a França também operam grandes bases militares em Djibuti.

Ao mesmo tempo em que visa proteger seus cidadãos na África, a China também quer enviar um sinal para o mundo. Durante muito tempo o país teve uma imagem muito ruim, tendo sido criticado não somente pelos Estados ocidentais, mas também na África. Com o aumento de esforços, Pequim quer mostrar que é um agente global responsável.

A prática das empresas chinesas na África é igualmente alvo de críticas. Ocorrem muitas violações, por exemplo na proteção e segurança do trabalho nas minas. Além disso, os muitos chineses que passam pelas cidades e vilarejos africanos são acusados de tirarem os empregos da população local.

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