GEOPOLÍTICA E A VELHA ORDEM MUNDIAL

Durante a Guerra Fria EUA e URSS realizavam disputas em diversas áreas, como no campo tecnológico, militar, aeroespacial e cultural. A corrida espacial realizada entre ambos visava demonstrar superioridade tecnológica e cooptar mais países para sua área de influência.
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GEOPOLÍTICA E AS DISPUTAS INTERNACIONAIS DE PODER

A geopolítica pode ser definida como um conjunto de estratégias, práticas e ações realizadas, na maior parte das vezes, pelos Estados Nacionais, afim de promover a defesa de seus territórios. Portanto, compreender a geopolítica significa entender como funcionam as relações internacionais entre países e as respectivas estratégias adotadas por eles para manter o poder sobre seus territórios ou conquistar novas áreas de influência.

Tais relações internacionais e ações geopolíticas muitas vezes vão além da própria noção de Estado, e envolvem a constituição de organizações regionais e mecanismos internacionais, a exemplo da ONU (Organização das Nações Unidas) e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que são instituições supranacionais – ou seja, que ultrapassam as fronteiras de uma nação e influenciam na atuação de diversos países.

As discussões internacionais, através dos meios de comunicação, a respeito do uso de armas, a invasão de países, as negociações para retiradas de tropas, o deslocamento de soldados, a abertura ou o fechamento de embaixadas ou mesmo as ameaças feitas por líderes internacionais a outros países são exemplos de ações geopolíticas.

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A geopolítica mundial está em constante mudança, e em cada época da história, existe a presença e um ou mais países no comando das relações internacionais. Por exemplo, durante o século XVIII, a Inglaterra era o país mais poderoso, e por isso mesmo conseguia influenciar e dominar muitos outros países. Já durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha esteve muito próxima de chegar a essa posição, e por pouco não venceu a guerra – o que daria a ela uma posição de hegemonia internacional.

Dessa forma, podemos dizer que em cada época a geopolítica mundial está “ordenada” de uma determinada maneira. Antes das Guerras Mundiais, a “ordem mundial” funcionava de um jeito; depois, com a vitória de alguns países e a derrota de outros, a “ordem” mundial foi modificada, e novos países passaram a ter a hegemonia, ou seja, o controle, das relações internacionais. Nesse sentido, vale a pena destacar as duas últimas “ordens mundiais”: a que vigorou entre 1945 e 1991 (e atualmente é chamada de Velha Ordem Mundial) e a dinâmica atual de poder internacional, que se iniciou nos anos 1990, e é chamada de Nova Ordem Mundial – por ainda estar em vigor.

A GEOPOLÍTICA ENTRE 1945 E 1991: A VELHA ORDEM MUNDIAL

A velha ordem mundial (1945 a 1989) foi marcada pelo conflito – Guerra Fria – entre o socialismo soviético e o capitalismo norte-americano, basicamente dividindo o mundo em duas partes: capitalista e socialista (mundo bipolar).

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Após a Segunda Guerra Mundial a Europa ficou destruída, possibilitando que emergissem duas novas grandes potências – EUA e URSS – que passaram a traçar e ditar as diretrizes políticas, econômicas e militares mundiais. Isso de origem ao período chamado de Guerra Fria, que perdurou até a queda do muro de Berlim, 1989, seguida pela desintegração da URSS, dois anos depois.

A Guerra Fria caracterizou-se por um constante estado de tensão, que estimulou a corrida armamentista entre EUA e URSS. Esse estado de tensão foi ironicamente chamado de coexistência pacífica – uma coexistência baseada no equilíbrio do terror, já que tanto os EUA e a URSS possuíam armas nucleares capazes de destruir o mundo várias vezes. Outra característica do período foi a polarização ideológica extremada, com perseguições políticas e morte aos opositores internos de lado a lado. O macarthismo – perseguição aos comunistas nos EUA – e o stalinismo – ênfase no desenvolvimento do socialismo – foram as facetas mais visíveis dessa polarização.

A ideologia da Guerra Fria camuflou o aumento das desigualdades e das expropriações dos países do hemisfério sul em benefício aos do hemisfério norte. O processo de concentração de riquezas ampliou-se, revelando a face perversa do capitalismo e a incompetência do socialismo. Os EUA tomaram a dianteira nesse confronto, aplicando a chamada Doutrina Truman, que consistia em “cercar” a URSS, através de uma “barreira sanitária”, impedindo sua expansão territorial e ideológica, tentando evitar que o socialismo fosse disseminado entre outros países, além de apoiar militarmente outros países que repudiavam o socialismo.

A ofensiva americana não se restringiu aos aspectos militares. No plano econômico, o Plano Marshall, instituído em 1947, estabeleceu uma assistência ampla e eficiente destinada à reconstrução da Europa Ocidental, de modo a melhorar o padrão de vida nos países empobrecidos pela Segunda Guerra Mundial e mantê-los fora da esfera de influência soviética. 

Desse modo, os EUA conseguiram, devido ao plano, não só manter seus níveis internos de produção e emprego, como também abastecer, reequipar e financiar a recuperação dos países capitalistas europeus e do Japão, ampliando o domínio sobre eles e neutralizando a URSS nessas áreas.   

Na década de 1970 ocorreu uma grande expansão do complexo industrial-militar de ambos os lados. Americanos e soviéticos promoveram altos investimentos em pesquisas, resultando em grandes avanços tecnológicos. Entretanto a corrida armamentista levou ao esgotamento de recursos, ao aumento do déficit público e dos problemas sociais e econômicos de ambos os lados.

Corrida Armamentista 1950-1989

Bomba de Hiroshima (potência de 0,015 kilotons de TNT)

Com a inflação e o desemprego em níveis preocupantes, e com a influência mundial dos EUA em declínio, Ronald Reagan, presidente americano entre 1980 a 1988, passou a adotar uma política econômica liberal, provocando mudanças radicais ao implementar a austeridade nos gastos públicos, incentivos às empresas (diminuição de impostos) e maior protecionismo interno (barreiras alfandegárias).

Reagan foi responsável pela retomada da  corrida armamentista, espacial  e pela prática de uma política externa agressiva, contribuindo para o colapso da URSS, que para manter frente às provocações e avanços tecnológicos dos americanos, viu-se obrigada a desviar recursos de sua economia já exaurida para pesquisas militares. Com um parque industrial obsoleto e graves dificuldades de abastecimento, a URSS evoluiu gradativamente para um estado de deterioração geral.

Assim, ao longo dos anos 1980 e início dos anos 1990, os EUA recuperaram-se econômica e financeiramente e, com a desintegração da URSS, retomaram espaços perdidos e assumiram a posição de única potência hegemônica em escala mundial. O período pós-Guerra Fria, que ficaria conhecido como “Nova Ordem Mundial”, dá seguimento ao aperfeiçoamento e ao redimensionamento dos países capitalistas industriais em crise, que buscam solucioná-la através de  políticas econômicas  de cunho  liberais.

RESUMO

No começo do século XX, a hegemonia geopolítica mundial pertencia aos países da Europa que possuíam grande poder político e econômico. Contudo, após o fim da Segunda Guerra Mundial, os países europeus, destruídos pelo conflito, viram seu lugar ser ocupado por duas potências que despontavam como as novas grandes líderes mundiais: Estados Unidos (EUA) e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Neste momento, começava a se formar o que ficaria conhecido como mundo bipolar, uma vez que o controle mundial passou a ser exercido por estas duas superpotências. Sendo assim, o período compreendido entre 1945 e 1991 é chamado também de Guerra Fria. A bipolaridade deste momento e o enfrentamento ideológico com o objetivo de aumentar áreas de influência marcavam a Ordem Mundial do período, e eram a expressão clara da geopolítica da Guerra Fria.

Durante a época, também conhecida como período da Velha Ordem Mundial, os países eram classificados de acordo com a sua posição ideológica, formando dois blocos: o capitalista, liderado pelos EUA e formado também pelos países da Europa Ocidental, América Anglo-Saxônica, Coréia do Sul e Japão; e o bloco socialista, composto pelos países influenciados pela URSS, dentre os quais os do Leste Europeu e Balcãs, Cuba, Coreia do Norte e China. Os dois blocos também eram chamados, respectivamente, de primeiro e segundo mundo.

Porém, havia um conjunto de países que pregava o não alinhamento geopolítico, alegando que havia interesses econômicos e sociais mais urgentes a serem resolvidos, bem como por afirmarem não se sentirem representados por nenhum dos dois lados. Este bloco de países não alinhados geopoliticamente inclui o Egito e a Iugoslávia. Um grande conjunto de países pobres e pouco expressivos também buscavam seu lugar no mundo à época, incluindo os países da América Latina e da África. Portanto, além do primeiro (capitalista) e do segundo mundo (socialista), passou-se a pontar a existência de um outro bloco: o terceiro mundo, composto pelos países pobres e pelos países não-alinhados.

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A corrida armamentista tinha propósitos semelhantes, além de servir para intimidar o rival e promover uma demonstração de força. Apesar disso, não ocorreu nenhum embate militar direto entre as duas superpotências. Afinal, a estratégia adotada por americanos e soviéticos consistia em conceder patrocínio e treinamento para conflitos regionais envolvendo outros países. Assim, URSS e EUA poderiam levar a guerra para longe dos seus territórios e disputar o controle político-territorial de espaços ao redor do mundo, além de reforçar a posição geopolítica sem perdas econômicas e humanas dentro de sua nação.

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