HIDROGRAFIA – BACIAS HIDROGRÁFICAS NO MUNDO E NO BRASIL

Os grandes rios ajudaram muito na história humana. Foi nas suas margens que a agricultura foi praticada com sucesso pela primeira vez, assim como a criação de animais. Foi ali que técnicas de navegação começaram a serem inventadas e empregadas, técnicas essas, que depois de evoluírem permitiriam que o povo europeu dominasse o mundo. Quase que simultaneamente, diversas grandes civilizações da Antiguidade surgiram às margens de rios..
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Possivelmente o mais famoso e conhecido dos rios da antiguidade, o rio Nilo foi onde se desenvolveu a civilização dos Egípcios, um dos povos mais avançados da antiguidade, que souberam usar muito bem o poder devastador das enchentes sazonais em proveito da agricultura. O Nilo forma junto com os rios Tigre e Eufrates (antiga Mesopotâmia, atual Iraque/Kuwait) a região chamada de Crescente Fértil, uma região de grande abundância e terras férteis, onde as civilizações se desenvolveram inicialmente. Entre os dois rios, e em ambas as margens, um solo extremamente rico favoreceu o início da agricultura e da criação de animais e o desenvolvimento dos povos Sumérios, Babilônios, Assírios e os Caldeus.

O rio Indo, considerado sagrado pelos povos que habitam sua região, daria origem a um povo de suma importância para o desenvolvimento da Índia, os Hindus. As suas enchentes eram maiores que a do Nilo, então a civilização que ali floresceu era muito grata pelas cheias, que ajudaram a gerar (acreditam os pesquisadores) pela primeira vez a cana-de-açúcar e o algodão, que mais tarde seriam de suma importância para a história humana.  Por fim, o rio Amarelo, que daria sustento a civilização chinesa. Foi em suas margens que boa parte dos inventos memoráveis dos chineses tomariam forma, e foi graças a suas poderosas enchentes ricas em sedimentos (muito superiores a de qualquer outro rio em qualquer lugar do mundo) que o povo chinês teve chances de crescer tanto.

Os rios tiveram, de modo geral, um papel importante na formação de centros urbanos ao longo da história, não somente pelo abastecimento, mas também por serem o meio de transporte que favorecia a troca de mercadorias, sobretudo produtos agrícolas. No caso das áreas de baixada, a ocupação intensa e desordenada destas várzeas de rios tem provocado prejuízos ambientais aos rios e aos manguezais, além de, a médio prazo, afetar a própria viabilidade da cidade. Ao longo do tempo, os rios foram usados como destino de esgoto, sofreram aterros e tiveram sua mata ciliar removida. Associados a isso, a terraplanagem, impermeabilização e compactação do solo tem provocado alagamentos por deixarem as águas sem destino.

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Dentre as cidades brasileiras, cada uma apresenta suas particularidades para lidar com os mesmos problemas. Em São Paulo, há a necessidade de proteger as áreas de mananciais do intenso processo de ocupação irregular que vem ocorrendo. No Rio de Janeiro, é preciso controlar a expansão da mancha urbana, mas também reconstituir florestas e efetuar o controle de dejetos e águas da chuva em grandes centros. Em Curitiba, a existência de parques na cidade é preponderante para que as questões ambientais sejam mais bem resolvidas, uma vez que o controle de remanescentes florestais e a preservação do rio Birigui e seus afluentes tem sido relevante no controle de enchentes.

Mundialmente, há exemplos de que é possível recuperar os ecossistemas de rios degradados. O Rio Tâmisa, na Inglaterra, que já havia sido declarado morto, é um exemplo. Seu odor era tão forte que era conhecido como “O Grande Fedor”, e chegou a suspender as sessões do Parlamento Inglês (localizado em suas margens) em 1858. Com a morte do príncipe Albert em 1861, por febre tifoide (decorrência da insalubridade do rio), a poluição começou a ser vista como um problema a ser combatido. Outro exemplo é o do Rio Reno, que nasce nos Alpes suíços, percorre Suíça, França, Luxemburgo, Alemanha e Holanda e desagua no Mar do Norte. Ao custo de mais de 15 bilhões de dólares, foi iniciado em 1986 um programa de despoluição que já fez com que 63 das 64 espécies de peixe que originalmente habitavam o rio voltassem até ele.

No caso de São Paulo, a implementação de parques lineares nos rios Tietê e Pinheiros é completamente inviável devido às presenças de vias marginais. Em comparação à metrópole paulista e outros grandes centros, a relação com as águas nas cidades da Amazônia é de fácil resolução. Em Belém, grandes projetos de saneamento básico deram à população o direito de se locomoverem sem os constantes alagamentos. Apesar de não haver necessidade de pisar em terra firma para se deslocar, o direito básico de ir e vir ainda é privado de muitos cidadãos brasileiros pela questão das águas.

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A análise das bacias hidrográficas é de fundamental importância, pois a água é um recurso natural essencial para todas as espécies do planeta. O conhecimento do comportamento das bacias hidrográficas proporciona projetos para evitar acidentes como, por exemplo, as inundações, além de maximizar o aproveitamento desse recurso (água) para o abastecimento de cidades, agropecuária, atividade industrial, construção de usinas hidrelétricas, entre outros.

Bacia hidrográfica, também chamada de bacia de drenagem, corresponde a uma porção da superfície da Terra drenada por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. A topografia do terreno é responsável pela drenagem da água da precipitação pluviométrica (chuva) para esse curso de água. Os limites entre as bacias hidrográficas encontram-se nas partes mais altas do relevo e são denominados divisores de água, pois separam as águas de diferentes bacias. Existem várias bacias hidrográficas, sendo que algumas possuem maior destaque em razão de sua extensão.

BACIAS HIDROGRÁFICAS DO BRASIL

Brasil possui uma das mais extensas e diversificadas redes fluviais do mundo, dividida em 12 regiões hidrográficas: Bacia Amazônica, Bacia Tocantins Araguaia, Bacia do Paraguai, Bacia Atlântico Nordeste Ocidental, Bacia Atlântico Nordeste Oriental, Bacia do Paraná, Bacia do Parnaíba, Bacia do São Francisco, Bacia do Atlântico Leste, Bacia do Atlântico Sudeste, Bacia do Atlântico Sul e Bacia do Uruguai.

Uma rede hidrográfica é o conjunto formado pelo rio principal e todos os seus afluentes e subafluentes. Conheça as principais do País:

Bacia Amazônica

Considerada a rede hidrográfica mais extensa do mundo, a Bacia Amazônica ocupa uma área total de 7.008.370 km2. Esta área vai desde as nascentes, nos Andes Peruanos, até sua foz (local onde o rio deságua) no Oceano Atlântico – 64,88% (ou 3.843.402 km2) desse total ficam em território brasileiro e o restante está dividido entre a Colômbia (16,14%), Bolívia (15,61%), Equador (2,31%), Guiana (1,35%), Peru (0,60%) e Venezuela (0,11%). No Brasil, a Bacia Amazônica é compartilhada por sete Estados – Acre, Amazonas, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Mato Grosso. Seus principais rios são Javari, Purus, Madeira, Tapajós e Xingú (pela margem direita) e Iça, Japurá, Negro, Trombetas, Paru e o Jarí (pela margem esquerda).

Bacia Tocantins-Araguaia

Com uma área total de 967.059 km², a Bacia Tocantins-Araguaia ocupa 11% do território nacional. Grande parte está na Região Centro-Oeste, nos Estados de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal. Como o próprio nome diz, os dois principais rios dessa bacia são o Tocantins e o Araguaia. O Tocantins nasce no planalto de Goiás, a cerca de 1.000 metros de altitude. Com 1.960 km de extensão até sua junção com o rio Araguaia, ele tem como principais afluentes (rios menores que deságuam no rio principal) os rios Bagagem, Tocantinzinho, Paranã, dos Sonos, Manoel Alves Grande e Farinha (margem direita) e rio Santa Tereza (margem esquerda). Em seus 2.600 km, o Araguaia abriga a maior ilha fluvial do mundo – a Ilha do Bananal – com 350 km de comprimento e 80 km de largura.

Bacia do Paraguai

O rio Paraguai nasce na Chapada dos Parecis, no Mato Grosso. Ao longo do seu percurso rumo ao sul, recebe vários afluentes importantes como o Cuiabá, o São Lourenço, o Taquari, o Miranda e o Negro. Sua bacia hidrográfica abrange uma área de 1.095.000 km², sendo 33% no Brasil – Mato Grosso e Mato Grosso do Sul – e o restante na Argentina, Bolívia e Paraguai. A região se divide em duas áreas principais hidrográficas: Planalto (215.963 km²), com terras acima de 200 metros de altitude, e Pantanal (147.629 km²), que são terras abaixo de 200 metros de altitude, com baixa capacidade de drenagem e sujeitas a grandes inundações.

Considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta, o Pantanal funciona como um grande reservatório que retém a maior parte da água oriunda do Planalto e regulariza a vazão do rio Paraguai. A baixa capacidade de drenagem dos rios e lagoas que se formam no Pantanal, juntamente com a influência do clima da região, faz com que cerca de 60% da água proveniente do Planalto seja perdida por evaporação.

Bacia Atlântico Nordeste Ocidental

Localizada no Estado do Maranhão e em uma pequena porção oriental do Pará, fazem parte da região hidrográfica do Atlântico Nordeste Ocidental os rios Gurupi, Turiaçu, Pericumã, Mearim, Itapecuru, Munim e a região do litoral do Maranhão. Com uma área de 254.100 km2, a bacia atinge 233 municípios, sendo 9% no Pará e 91% no Maranhão.

Bacia Atlântico Nordeste Oriental

A Bacia do Atlântico Nordeste Oriental não tem grandes rios e, por isso, apresenta baixa disponibilidade de água em relação à demanda local, principalmente em períodos de estiagem. Seus principais rios são o Capibaribe, Paraíba, Jaguaribe e Acaraú. Os 287.348 km2 (3% do território brasileiro) dessa bacia atingem cinco Estados do Nordeste e suas capitais (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas), dezenas de núcleos urbanos e um grande parque industrial. Além disso, a região reúne diversas bacias costeiras de pouca extensão. No litoral do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco podem ser encontrados estuários (parte de um rio que se encontra em contato com o mar), manguezais e lagoas costeiras. O litoral de Alagoas inclui o delta do rio São Francisco, compartilhado com Sergipe, e o Complexo Estuarino-Lagunar Mundaú / Manguaba.

Bacia do Paraná

A região onde está localizada a bacia do Paraná é de grande importância para o País e tem o maior desenvolvimento econômico do país e atinge 32% da população brasileira. Ocupa 10% do território nacional (879.860 km²) e se divide entre os Estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina e Distrito Federal. A bacia recebe esse nome por ter o rio Paraná como seu principal formador. Com uma extensão de 2750 km até sua foz, o Paraná tem como principais afluentes o Paranaíba e o Grande.

Essa região hidrográfica se subdivide em seis grandes rios: Grande, Iguaçu, Paranaíba, Paranapanema, Paraná e Tietê, apresentando uma vazão média correspondente a 6,5% do total do país. A bacia do Paraná também é a que possui a maior capacidade de produção (59,3% do total nacional) e demanda (75% do consumo nacional) de energia do país. Existem 176 usinas hidrelétricas na região, com destaque para Itaipu, Furnas, Porto Primavera e Marimbondo.

Bacia do Parnaíba

Com 344.112 km2 de área (3,9% do território nacional), a Bacia do Parnaíba ocupa 99% do Piauí, 19% do Maranhão e 10% do Ceará. No Piauí, a água subterrânea representa a principal fonte de abastecimento da população. Em áreas semiáridas, nas quais muitos rios são intermitentes (ou seja, descontínuos, que terminam e recomeçam por intervalos), é a única alternativa para os habitantes. Parte da Bacia do Parnaíba é marcada por um elevado índice de pobreza, e a proporção da população que se encontra em zonas rurais (40%) é alta em relação à média nacional (18,2%). Nessa região, a utilização média de água por hectare é superior à média do Brasil. Um dos motivos para isso é a intensa perda de água para a atmosfera, causada pela evaporação a partir do solo e pela transpiração das plantas.

Bacia do São Francisco

Conhecido como o rio da integração nacional, o São Francisco tem sido cenário de fatos históricos do país. Sua região hidrográfica abrange sete Estados: Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Com cerca de 2.700 km de extensão, o São Francisco nasce na Serra da Canastra (MG) e corre para o norte, seguindo até Pernambuco, onde muda o percurso para o Sudeste e desagua no Oceano Atlântico entre Alagoas e Sergipe. Ao todo são 168 afluentes, dos quais 99 constantes e 69 intermitentes.

As hidrelétricas da bacia do São Francisco são responsáveis por grande parte do abastecimento de energia da Região Nordeste. São 33 usinas em operação – nove no próprio rio São Francisco. Além disso, as barragens também são usadas para abastecimento, lazer e irrigação.

Bacia do Atlântico Leste

Com uma área que corresponde a 8% do país (374.677 km²), a região hidrográfica do Atlântico Leste inclui parte dos Estados de Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo. Atinge 526 cidades, alguns grandes núcleos urbanos e um parque industrial. Entre seus principais rios estão o Paraguaçu, Contas, Salinas, Pardo, Jequitinhonha e Mucuri. Além disso, nas bacias costeiras, entre Sergipe e Espírito Santo, também existe uma grande diversidade de rios, córregos e riachos.

Bacia do Atlântico Sudeste

Região mais populosa do país, o Sudeste também possui o maior pólo econômico e industrial do Brasil. Por isso, a região hidrográfica do atlântico sudeste – distribuída pelos Estados do Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e o litoral do Paraná – possui grande importância no cenário econômico nacional. Com uma área de 229.972 km2, equivalente a 2,7% do território brasileiro, seus principais rios são o Paraíba do Sul e Doce, com respectivamente 1.150 e 853 km. Além desses, vários outros rios de menor porte formam as seguintes bacias: São Mateus, Santa Maria, Reis Magos, Benevente, Itabapoana, Itapemirim, Jacu, Ribeira e litorais do Rio de Janeiro e de São Paulo. Por ser a mais populosa e industrializada, a região tem uma grande demanda de água (10% do total nacional), sendo 41% para a área urbana e 15% para a área industrial.

Bacia do Atlântico Sul

A região hidrográfica Atlântico Sul tem início na divisa dos Estados de São Paulo e Paraná e se estende até o Arroio Chuí, no extremo sul do país. Com uma área total de 185.856 km2 (2% do país) a região abrange partes dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Na bacia do Atlântico Sul, predominam rios de pequeno porte que escoam diretamente para o mar. As exceções mais importantes são os rios Itajaí e Capivari, em Santa Catarina, que apresentam maior volume de água. Na região do Rio Grande do Sul são encontrados rios de grande porte, como o Taquari-Antas, Jacuí, Vacacaí e Camaquã.

Bacia do Uruguai

Com 2.200 km de extensão, o rio Uruguai nasce na junção dos rios Pelotas e Peixe, e segue em direção ao oeste dividindo os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em seu caminho, ele também se une com o rio Peperi-Guaçu, servindo de fronteira entre Brasil e Argentina. Seguindo na direção sudoeste, o Uruguai se une com o rio Quarai (que limita o Brasil e o Uruguai) e daí toma a direção sul, passando a dividir Argentina e Uruguai até a sua foz. A região hidrográfica do Uruguai tem grande importância para o país, pois atende a agroindústria e tem grande potencial hidrelétrico. Junto com as regiões hidrográficas do Paraná e Paraguai, ela forma a grande bacia do Prata. A bacia do Uruguai se divide entre os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sua área total 385.000 km2, sendo que 45% em território nacional.

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