INDUSTRIALIZAÇÃO MUNDIAL

As indústrias (setor secundário) se tornaram, desde a revolução industrial do século XVIII, o motor de desenvolvimento do modelo capitalista. Entretanto, a cada momento da história elas se transformam e se adaptam às condições do meio.
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As principais mudanças ocorrem através das próprias Revoluções Industriais. Por exemplo, é a partir da 1ª R.I. que um combustível fóssil (e por isso mesmo não renovável) passou a ser o recurso energético mais importante. Primeiro foi o Carvão Mineral, e depois o Petróleo (que desde a 2ª R.I. virou o combustível mais importante).

A cada nova revolução a indústria se reinventa e promove a adoção de um novo

modelo produtivo. O primeiro foi o modelo Taylorista/Fordista, o mais utilizado de 1914 a meados da década de 1970. Esse modelo baseado na rigidez previa que uma produção em massa (em grande quantidade) e em série (produtos iguais) daria muito lucro. Para isso, bastaria aumentar o poder de compra da população e estimular a formação de uma sociedade de consumo. Num primeiro momento, tal modelo provocou uma crise catastrófica, pois a produção em massa acabou ficando encalhada por uma série de fatores. Porém, logo após a crise de 1929, o governo norte-americano adotou um modelo de governo em que passaria a controlar fortemente as indústrias, de forma que não houvesse espaço para novos erros. Esse controle incluía obrigá-las a valorizar os trabalhadores, pagando bons salários, suficientes para que eles se transformassem em consumidores. Além disso, o Estado (governo) iria garantir ao trabalhador boa educação, saúde e outros serviços públicos, criando um verdadeiro Bem-estar social. Essas eram as características do Estado Keynesiano, que promoveu a recuperação da economia e do próprio modelo fordista. A situação melhorou ainda mais quando, após a 2ª G.M. (1939-1945) houve espaço para o avanço de empresas multinacionais norte-americanas e diversos países. Foram os “anos dourados do capitalismo” (1950-1960).

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Porém, vieram as crises do petróleo (1973 e 1979) e mostraram que um modelo

produtivo como o fordismo, que gastava muita energia e matéria-prima, não teria mais tanto espaço num momento de encarecimento do combustível. Era preciso investir em soluções tecnológicas para a crise. Com o aumento dos investimentos dos países desenvolvidos, surgiram várias inovações industriais. Era o início a 3ª R.I. (Revolução Tecnológica). Com ela e a melhora nos transportes e nas telecomunicações, foi possível espalhar pelo mundo um modelo produtivo que antes era restrito ao Japão: O Toyotismo.

Ao invés de gastar muito, o modelo (que passou a ser chamado também de Pós-fordismo) era baseado na flexibilidade: produzir menos (por demanda, e não em massa) e com mais variedade de modelos ao consumidor, característica chamada de just-in-time. Com isso, não havia mais a necessidade de estoques, era possível ter fábricas menores, gastar menos com impostos, usar menos mão-de-obra e o mais importante: mais flexibilidade na hora de escolher o local de instalação da fábrica. Assim, todo o controle rígido feito pelos governos de características keynesianas se esvaiu: seriam induzidos a se transformarem em governos neoliberais, onde o Estado teria que intervir menos, sob a pena de “perder” suas fábricas para outros países. A desconcentração industrial se tornou um padrão mundial, e com isso, a transnacionalização de empresas cresceu ainda mais.

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