Modelos de produção: Toyotismo

A partir da década de 1960, observou-se que a economia capitalista estaria chegando a mais um período de crise; afinal, o modelo fordista de produção, devido às suas próprias características, estava gerando um novo risco de produção em função da saturação dos mercados. Uma produção padronizada, com pouquíssimas opções para o consumidor, aliada com os longos ciclos de vida dos produtos, ameaçava promover uma queda do consumo em massa.
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Ao mesmo tempo, as pressões proletárias resultavam em uma expansão salarial, no que formava uma combinação explosiva para os capitalistas, que viam seus lucros ameaçados. Com isso, era fundamental a realização de mudanças na forma de produzir para evitar uma nova crise de superprodução. Sendo assim, observou-se entre as décadas de 1960 e 1970 o advento de um novo modelo produtivo, o Toyotismo ou Pós-Fordismo, que se difundiu com o propósito de expandir os mercados consumidores e reduzir os custos com o trabalhador e demais aspectos da produção.

TOYOTISMO E A FLEXIBILIDADE: O MODELO DE PRODUÇÃO INDUSTRIAL QUE SUCEDEU O FORDISMO

Rigidez é uma palavra que resume bem as concepções e características do modelo de produção fordista. A rigidez fordista vai desde o campo produtivo, com a padronização dos produtos, produção em série, trabalho repetitivo e grandes estoques; ao campo espacial, com uma forte tendência de concentração das indústrias, em um padrão conhecido como Economia de Aglomeração. Isso ocorria porque, devido aos altos gastos com transporte, ter a produção industrial próxima era uma forma de reduzir custos operacionais e ampliar a lucratividade.

Do mesmo modo, o modelo de produção toyotista pode ser resumido em uma palavra: flexibilidade. A flexibilização pós-fordista é uma das marcas mais fortes da forma de fabricar os produtos atualmente, mas também se expande para outros aspectos da lógica industrial. Em suma, podemos apontar que a indústria é marcada atualmente pela flexibilização da produção e do trabalho.

FLEXIBILIZAÇÃO DA PRODUÇÃO

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No término da década de 1960 os mercados consumidores estavam saturados devido à falta de variações nos produtos fabricados, associados com a sua elevada durabilidade. Nesse sentido, o modelo pós-fordista realizou mudanças na produção. Primeiramente a questão da padronização foi revista, sendo substituída pela ideia de personalização dos produtos. A partir dos grandes avanços tecnológicos obtidos com a Terceira Revolução Industrial, as empresas começaram a ampliar as opções de modelos e cores para os consumidores, fazendo seguidos lançamentos, com a introdução de novas tecnologias que geravam uma procura constante pelos produtos nos mercados, criando uma obsolescência perceptiva. Nota-se também que as empresas buscaram reduzir o tempo de vida dos produtos, no que é conhecido como obsolescência programada.

A qualidade não seria mais medida a partir da longa durabilidade e sim pelo grau de tecnologia. Sendo assim, as empresas constantemente lançam novas tecnologias em seus produtos, objetivando evitar uma saturação dos mercados consumidores. Os produtos de tecnologia atrasada muitas vezes deixam de ser utilizados não por defeitos, e sim pelo grau tecnológico que têm. O exemplo mais evidente desse processo na atualidade encontra-se no campo da telefonia móvel: muitas pessoas optam pela mudança de aparelho por acreditarem que o seu encontra-se defasado por questões tecnológicas que possui.

A introdução do modelo pós-fordista provocou também uma mudança na localização espacial das empresas. A Terceira Revolução Industrial trouxe um forte avanço nos setores de transporte, tanto materiais (pessoas, produtos, matérias-primas etc.) quanto imateriais (informações e capitais), possibilitando uma fluidez muito mais intensa e barata.

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Com isso, as empresas puderam abandonar a antiga lógica concentradora do fordismo e foram em busca de novas áreas industriais, que ofereçam melhores vantagens para a produção, numa lógica que é conhecida como Deseconomia de Aglomeração. Os antigos distritos industriais estão saturados, com um valor de solo urbano muito caro, mão de obra muito sindicalizada e cara, congestionamentos, problemas ambientais e urbanos. Inicia-se assim, a busca por vantagens comparativas e uma produção globalizada.

As empresas passaram a funcionar em redes, com uma produção industrial fragmentada por todo o planeta – de acordo com as vantagens oferecidas. Os setores de alta tecnologia das empresas tendem a se localizar nos tecnopolos, na busca por mão de obra altamente qualificada e redes de telecomunicações (infovias) de alta qualidade.

Enquanto isso, os setores produtivos se deslocam em busca de vantagens como incentivos fiscais, solo urbano mais barato, mão de obra barata e com treinamento, leis ambientais e trabalhistas flexíveis. As empresas também buscaram modificar a questão dos grandes estoques, algo que representava um grande custo operacional. A ideia foi substituir a antiga economia de escala (produzir e depois vender) para a economia de escopo (vender e depois produzir, na quantidade certa). O exemplo máximo dessa medida é o Just-in-Time, que prega que o produto deve ficar pronto o mais próximo possível do prazo de entrega. Ou seja, o toyotismo é marcado pela eliminação de estoques sempre que possível.

FLEXIBILIZAÇÃO DO TRABALHO

Durante o período fordista, a grande necessidade da força de trabalho humana fez surgir uma “sociedade de pleno emprego”, na qual as taxas de desempregos eram baixas, reduzindo o Exército Industrial de Reserva, o que permitiu um fortalecimento do poder de negociação dos trabalhadores e dos sindicatos. Nesse momento, os trabalhadores conseguiram grande elevação no padrão salarial.

Quando o consumo em massa reduziu e os salários continuaram em ascensão, as indústrias correram o risco de entrar em colapso. Dentro de uma lógica capitalista, era fundamental reduzir os custos com os trabalhadores para manter os lucros. Nesse momento, começaria o que passou a ser chamado de flexibilização das relações de trabalho.  As principais medidas tomadas foram:

Automação da produção: graças aos avanços da terceira revolução industrial, a mão de obra humana pôde ser substituída por robôs. Sendo assim, as empresas reduziram a necessidade que tinham por um grande contingente de trabalhadores.

Mão-de-obra qualificada e multifuncional: com o processo de robotização, as empresas passaram a poder escolher melhor seus funcionários, a pagar menos e a exigir uma série de requisitos. Por conta disso, muitos trabalhadores pouco qualificados e especializados num só tarefa foram substituídos por trabalhadores qualificados e capazes de executar múltiplas tarefas.

Global Soucer: também conhecido como produção global, é o nome usado para explicar a atual distribuição das fábricas. Os fatores apontados anteriormente permitiram às indústrias saírem das regiões nas quais o valor da mão de obra pouco qualificada tinha custo elevado. Muitas vezes, tais empresas levam suas unidades de produção para países emergentes, em função de nesses locais o custo com os trabalhadores ser menor.

O quadro abaixo faz uma comparação na questão do trabalho entre o fordismo e o pós-fordismo:

Com essas transformações, o pós-fordismo impediu que a economia capitalista ingressasse em uma nova fase de superprodução e subconsumo, evitando uma crise econômica de grandes proporções. Os avanços tecnológicos da Terceira Revolução Industrial foram fundamentais para que esse modelo pudesse ser colocado em prática. Contudo, se as empresas experimentaram grandes benefícios, o mesmo não pode ser dito para a maioria dos trabalhadores.

Por um lado, é verdade que o modelo toyotista permite uma flexibilidade e autonomia que pode ser muito útil para determinados grupos de trabalhadores qualificados, que passaram a poder prestar seus serviços para diferentes empresas, sem horários rígidos e sem amarras trabalhistas. Ao mesmo tempo, é notório que houve uma precarização das condições de trabalho, especialmente para os trabalhadores menos qualificados, que perderam garantias trabalhistas e ficaram mais vulneráveis ao desemprego e à exploração de sua mão-de-obra. Além disso, a robotização é uma responsável direta pelo aumento do que se conhece como desemprego estrutural.

RESUMO

Com o fim da década de 1960 e, principalmente, a partir das crises do petróleo (1973 e 1979), o modelo produtivo fordista perdeu espaço. O fordismo, que gastava muita energia e matéria-prima, não teria mais tanto espaço num momento de encarecimento do combustível. Era preciso investir em soluções tecnológicas para a crise.

Com o aumento dos investimentos dos países desenvolvidos, surgiram várias inovações industriais. Era o início a 3ª R.I. (Revolução Tecnológica). Com ela e a melhora nos transportes e nas telecomunicações, foi possível espalhar pelo mundo um modelo produtivo que antes era restrito ao Japão: o Toyotismo.

Ao invés de gastar muita matéria-prima, o modelo (que passou a ser chamado também de pós-fordismo) era baseado na flexibilidade: produzir menos (por demanda, e não em massa) e com mais variedade de modelos ao consumidor. Com isso, não havia mais a necessidade de estoques (característica chamada de just-in-time), era possível ter fábricas menores, gastar menos com impostos, usar menos mão-de-obra e o mais importante: ter mais flexibilidade na hora de escolher o local de instalação da fábrica.

Assim, todo o controle rígido feito pelos governos de características keynesianas se esvaiu: seriam induzidos a se transformarem em governos neoliberais, onde o Estado teria que intervir menos, sob a pena de “perder” suas fábricas para outros países. A desconcentração industrial se tornou um padrão mundial, e com isso, a transnacionalização de empresas cresceu ainda mais.

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