RELEVO: AGENTES INTERNOS

Entende-se como relevo terrestre o conjunto dos desnivelamentos que ocorrem na superfície da crosta ou, ainda, a diversidade de aspectos da superfície da crosta terrestre. Inclui o relevo continental e o submarino.
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Os desnivelamentos que ocorrem na crosta são o resultado de lentas mudanças, que duram milhares, às vezes milhões de anos, salvo quando ocorrem manifestações internas da crosta, como os terremotos e   o vulcanismo. O relevo apresenta uma gama enorme de formas topográficas, como planícies, planaltos, montanhas e depressões. 

O relevo resulta da atuação de dois grupos de forças que atuam sucessiva e simultaneamente, denominados agentes do relevo, que correspondem às forças endógenas ou agentes internos, capazes de criar o relevo, sendo, portanto, forças construtoras, como o tectonismo, vulcanismo e abalos sísmicos; e as forças exógenas ou agentes externos, que modificam e modelam o relevo, como, por exemplo, os diversos tipos de erosão: fluvial, eólica, glacial, marinha e pluvial.

Agentes internos de formação do relevo (forças endógenas)

Denominam-se agentes internos as forças que ocorrem dentro da crosta ou vindas do manto e com origem variada: correntes convectivas do magma, pressão do manto, contração da crosta, devido ao seu resfriamento e deslocamento dos blocos continentais. Os principais agentes internos são o tectonismo, os abalos sísmicos e o vulcanismo.

TECTONISMO

O tectonismo, também denominado diastrofismo (distorção), é o conjunto de movimentos lentos que ocorrem na crosta terrestre provocando deformações das rochas. Entre os movimentos tectônicos, distinguem-se duas formas: a epirogênese, quando ocorrem movimentos verticais da crosta; e a orogênese, correspondendo aos movimentos horizontais.

A epirogênese (movimentos verticais) provoca rebaixamentos e soerguimentos da crosta. O âmbito de sua ocorrência é continental. Estes movimentos não afetam a estrutura das camadas do relevo, nem geram uma nova estrutura, ao contrário, conservam as pré-existentes. Como é um fenômeno que ocorre lentamente, sua observação direta só pode ser feita em algumas partes da Terra, onde, excepcionalmente, são mais rápidas. Como, por exemplo, pode-se citar o caso da Península Escandinava, onde ocorrem elevações de 38 cm por século, devido ao alívio de pressão da carga de gelo que suporta desde a última glaciação.

A epirogênese, ao provocar os rebaixamentos e soerguimentos, pode influenciar nos litorais, através de transgressões e regressões; na hidrografia, aumentando ou diminuindo o débito dos rios; e também influi no desgaste erosivo, através do transporte e deposição de sedimentos nas áreas de ocorrência.

A orogênese consiste em movimentos horizontais de grande intensidade, capazes de gerar cadeias de montanhas e dobrar rochas. Tem amplitude mundial. Podem ser convergentes (A), divergentes (B) ou transcorrentes (C).

O choque de placas é responsável por soerguimentos, subducção, falhas e dobras. Dobramentos surgem por movimentos orogênicos, movimentos de placas sobre uma rocha com boa capacidade plástica geram dobras. Falhas surgem quando a movimentação ocorre em rochas rígidas (duras), podem ocorrer fraturas e falhas. Fratura ou diáclase é onde a movimentação tectônica provocou a quebra da rocha sem deslocamentos nítidos entre as partes quebradas. Já as Falhas são fraturas onde há deslocamento nítido das partes quebradas.

VULCANISMO

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É a manifestação interna da crosta terrestre que, em função das altas temperaturas e pressões, provoca a subida do material magmático. Ocorre com grande frequência nas áreas de limites de placas. A atividade vulcânica coincide predominantemente com as atuais zonas orogênicas, sendo assim, consequência dos movimentos tectônicos.

Dos 450 vulcões ativos, 75% localizam-se no litoral do Oceano Pacífico, área conhecida como Círculo de Fogo do Pacífico. A Dorsal do Atlântico é a 2ª em atividades vulcânicas, com 12% dos vulcões.


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ABALOS SÍSMICOS (TERREMOTOS E MAREMOTOS)

São movimentos naturais da crosta terrestre, que se propagam por meio de vibrações. Ocorrem por conta de 3 causas básicas: Desmoronamento interno, vulcanismo e áreas de limites de placas. As zonas sísmicas em geral se encontram nos limites de placas tectônicas. A intensidade dos terremotos é bastante variável. Os fatores que mais influem são a resistência das rochas e a distância entre o epicentro (local em superfície onde o tremor é sentido com mais força) e o hipocentro (local, em subsuperfície, onde o tremor começa a se propagar), sendo esta intensidade medida pela escala Ritcher.

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