SOLOS – FATORES DE FORMAÇÃO, HORIZONTES E TIPOS PRINCIPAIS

Uma classificação simples dos principais grupos de solos do mundo utiliza a associação com a vegetação sob a qual se deu sua formação e com a qual interage diretamente para definir seu tipo. Assim, solos de tundra são rasos e pouco desenvolvidos, uma vez que se formaram nas áreas frias e polares. Os solos podzólicos são solos ácidos, pois se formam sob vegetação de taiga, na qual os restos vegetais demoram a se decompor e se forma um horizonte B argiloso, que dificulta a penetração da água.
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O solo é um componente fundamental do ecossistema terrestre, pois além de ser o principal substrato utilizado pelas plantas para o seu crescimento e disseminação, fornecendo água, ar e nutrientes, exerce, também, multiplicidade de funções, tais como:

distribuição, armazenamento, escoamento e infiltração da água da chuva e de irrigação;

armazenamento e ciclagem de nutrientes para as plantas e outros elementos;

ação filtrante e protetora da qualidade da água e do ar;

matéria-prima ou substrato para obras civis (casas, indústrias, estradas).

Como recurso natural dinâmico, o solo é passível de ser degradado em função do uso inadequado pelo homem, o que acarreta interferências negativas no equilíbrio ambiental, diminuindo, drasticamente, a qualidade de vida nos ecossistemas, principalmente, naqueles que sofrem mais diretamente com a interferência humana, como os sistemas agrícolas e urbanos.

Atualmente, pode-se observar a degradação do solo em diversos processos, tais como: redução de sua fertilidade natural; diminuição da matéria orgânica do solo; perda de solo e água por erosão hídrica (causada pelas chuvas) e eólica (causada pelo vento); contaminação do solo por resíduos urbanos e industriais; retirada do solo para obras civis (cortes e aterros); exploração mineral; a desertificação e a arenização dos solos.

O conhecimento de solos é utilizado por diversos profissionais, tais como: produtor agrícola, produtor florestal, pecuarista, técnico agropecuário, técnico flores- tal, engenheiro civil, engenheiro ambiental, engenheiro agrônomo, zootecnista, geólogo, engenheiro agrícola, geógrafo, biólogo, engenheiro florestal, dentre outros.

FORMAÇÃO DOS SOLOS

Sem o solo, todas as paisagens seriam iguais e teriam o aspecto de uma enorme pedreira, assim como uma selva de pedras. O solo é a camada mais superficial da crosta terrestre, e é chamado também de “terra” ou “chão”. Ele é o resultado de muitos anos de “trabalho” da natureza.

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Os solos são formados pela interação complexa dos processos físicos e biológicos na superfície da Terra. Cada tipo de solo expressa as características dos materiais que o originaram e reflete as mudanças impostas pelo meio em que foi formado. As condições em que se formaram os solos de um determinado lugar são fundamentais para compreender a dinâmica de sua paisagem. Seu uso incorreto e predatório pode provocar danos irreparáveis ao meio ambiente.

O processo de formação dos solos é conhecido como pedogênese. As rochas que compõem a superfície terrestre, por estarem expostas à ação do clima, da água e dos organismos vivos, sofrem uma série de processos químicos, físicos e biológicos que levam à sua fragmentação e decomposição (alteração química). Esses processos denominados em seu conjunto de processos de intemperismo, constituem uma etapa essencial para a formação dos solos.

É bom lembrar que o tempo de formação de um solo desenvolvido, apesar de ser variável, nunca é uma reação instantânea, requerendo centenas de milhares de anos para se completar.

Há milhões de anos, não havia solo, mas sim enormes rochas dos mais variados tamanhos – conhecidas como “rocha-mãe”. As chuvas, o vento, o calor e o frio, fizeram com que o enorme rochedo começasse a ruir. Nessas rachaduras, instalaram-se os líquens – que produziam uma espécie de ácido capaz de dissolver pequenas porções de rocha. A ação desses organismos continuou a desgastar as rochas que se quebraram em pedaços menores, deixando espaços entre si. Chegou um momento em que as rochas haviam se quebrado tantas vezes que se tornaram pequenos grãos. Finalmente, esses dividiram-se em partes cada vez menores até tornarem-se minerais. A partir daí, plantas maiores puderam se desenvolver, e então os animais – as plantas surgiram antes dos animais.

Restos dos vegetais (lembre-se que plantas são vegetais) e animais mortos ao entrar em decomposição enriqueciam o solo em formação, de nutrientes. Esses, chamados de húmus misturavam-se com os minerais. O solo é o resultado dessa mistura. Após milhares de anos, a camada de solo depositada sobre a rocha-mãe, estava mais espessa e continuava a engrossar. Muitos tipos diferentes de solo se formaram, conforme a quantidade de minerais e nutrientes que predominava em cada ambiente.

HORIZONTES DO SOLO

As camadas de um solo são chamadas de horizontes. Um solo pouco desenvolvido terá poucas camadas. Um solo mais maduro e desenvolvido será mais estruturado e terá mais camadas. Em suma, um solo bem formado é aquele que apresenta, pelo menos:

o horizonte C, isto é, aquele formado pela intemperização da rocha-mãe;

o horizonte B, que é a camada intermediária do solo, onde podem estar presentes materiais transportados de outros lugares;

o horizonte A, onde ocorre a decomposição de organismos vivos e rico em matéria orgânica.

Um solo bem desenvolvido é profundo e bem estruturado, isto é, apresenta os três horizontes bem definidos. Já os solos jovens praticamente não possuem horizonte B, pois apresentam o contato do manto de intemperismo com as condições superficiais de atividade orgânica.



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TIPOS DE SOLO

Os solos negros das planícies (tchernoziom, em russo), assim como os solos das pradarias, ocorrem nas regiões centrais da Eurásia e da América do Norte. São solos bem estruturados e ricos em matéria orgânica,  de onde provém sua coloração escura. Normalmente, revelam-se muito férteis para a agricultura, embora práticas agrícolas predatórias tenham contribuído para depauperar vastas extensões desses solos.

Os latossolos são bem desenvolvidos, com grande profundidade e porosidade. Por isso, considera-se que sejam solos cujos materiais são os mais decompostos. Classificam-se como solos velhos ou maduros, formados sob condições tropicais. Por causa do intenso processo de intemperismo e lixiviação a que foram submetidos, apresentam quase que uma ausência total de minerais facilmente intemperizáveis.

Os solos lixiviados, isto é, literalmente lavados pela ação das chuvas, são dominantes nas florestas equatoriais, onde a grande quantidade de precipitações carrega, por dissolução, os nutrientes dos solos, tais como, nitrogênio, fósforo e potássio, o que resulta em solos pobres, pouco recomendáveis para a agricultura.

Os demais solos, geralmente, são jovens e pouco desenvolvidos, formados em condições de clima desértico ou semiárido, nos quais a ausência de água leva à pouca evolução de seus perfis, sendo os mais vulneráveis à ação da erosão.

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