TIPOS DE INDÚSTRIA E LOCALIZAÇÃO INDUSTRIAL

Aprenda sobre os vários Tipos de Indústria e os Principais Fatores Locacionais.
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DISTRIBUIÇÃO DA INDÚSTRIA PELO MUNDO

Para compreender a distribuição de fábricas pelo mundo é importante entender que as necessidades industriais variam de acordo com a época e com os produtos fabricados. Isso porque cada indústria vai buscar uma localização que possibilite a redução de custos produtivos, a maior proximidade de mercados consumidores ou qualquer outro fator que permita a ampliação da escala produtiva e do capital obtido. E como os produtos fabricados e as necessidades industriais são variáveis de acordo com o tempo e com o espaço, a Geografia das Indústrias também tem sofrido alterações desde o final do século XVIII.

Dentre as indústrias tradicionais, ligadas à Primeira e à Segunda Revolução Industrial, predominam como fatores locacionais:

  • Matérias-primas
  • Fontes de energia
  •  Mão de obra
  •  Mercado consumidor
  • Infraestrutura de transporte

    Com o desenvolvimento de novas indústrias e novas tecnologias, outros fatores se tornaram muito importantes, como:

  • Rede de comunicações
  • Incentivos fiscais
  •  Mão de obra qualificada

Dependendo do tipo de indústria, cada um desses fatores pode ganhar uma importância maior, sendo o principal elemento para determinar a sua localização industrial. Por exemplo, durante a Primeira Revolução Industrial, o maior determinante para a localização de uma fábrica era a proximidade das jazidas de carvão mineral, que na época era a fonte de energia mais usada. Isso explica as grandes concentrações industriais surgidas em torno das bacias carboníferas britânicas. Ou seja, a Inglaterra foi a pioneira no desenvolvimento da indústria, mas isso não significa que todo o território inglês foi tomado por fábricas, já que estas se instalaram apenas em locais que possuíam vantagens produtivas que interessassem a elas.

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Contudo, as indústrias contemporâneas e mais tecnológicas não necessariamente possuem as mesmas demandas de localização que as indústrias tradicionais. Ligadas à Revolução Técnico-Científica-Informacional (também chamada de 3ª Revolução Industrial), tais fábricas buscam outros locais, e têm promovido uma nova lógica de localização industrial. Para tais indústrias de ponta, a disponibilidade de mão de obra altamente qualificada e de redes informacionais velozes e estáveis costumam ser os fatores mais determinantes em sua localização – ao passo que não importa tanto a localização das matérias-primas, por exemplo. Sendo assim, as indústrias de alta tecnologia costumam localizar-se nos tecnopolos.

Desta forma, nota-se que efetivamente a Geografia das Indústrias sofreu muitas modificações ao longo do tempo: afinal, num primeiro momento, principalmente entre os séculos XVIII e XX, se consolidou uma forte concentração industrial. Tal concentração de fábricas em alguns poucos locais promoveu uma forte metropolização, ou seja, o surgimento de grandes metrópoles cuja economia era fortemente baseada na indústria. Porém, a partir da metade do século XX (e principalmente a partir dos anos 1970), o desenvolvimento de novas tecnologias, a melhora nos transportes e nas telecomunicações promoveu uma forte dispersão industrial. Essa desconcentração fabril colaborou para a diminuição do ritmo de crescimento das grandes metrópoles, ou seja, para uma desmetropolização, já que as fábricas que ali estavam se espalharam para cidades de médio porte, seja no mesmo país ou em outros lugares do mundo.

Os principais fatores locacionais

Como dito anteriormente, as indústrias não se localizam de forma aleatória no espaço. Contudo, na escolha da localização de uma indústria, não é considerado somente um fator, mas sim todos aqueles que são benéficos àquele tipo de indústria ou naquele momento histórico. Sendo assim, indústrias do século XIX buscavam vantagens locacionais diferentes das indústrias do século XXI.

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Por exemplo, as indústrias do século XVIII, precisavam, quase em todos os casos, ficar próximas à sua matéria-prima de fonte energética – o carvão mineral. Em 2018, porém, a maioria das fábricas não precisa se instalar próxima a fontes de matéria-prima, pois a melhora dos transportes permite levar esta matéria-prima até os locais de produção industrial. Contudo, é claro que há exceções, de acordo com o tipo de produto fabricado. Um exemplo é o caso das indústrias mineradoras, que se localizam em lugares onde a matéria-prima está disponível.

Sendo assim, vale a pena destacar alguns dos principais fatores locacionais e as suas respectivas características:

Capitais

não é possível instalar e colocar em funcionamento uma indústria sem recursos financeiros, pois são esses que dão subsídio para a construção da edificação, para obter a área, aquisição de equipamentos e máquinas e todos os elementos necessários para o início da produção. Logo, é necessário ter capital produtivo (para ser investido na construção da fábrica). Por sua vez, o capital financeiro colabora dando mais recursos para que a indústria possa expandir suas atividades

Energia

a utilização de energia é indispensável para mover as máquinas e equipamentos, e ao escolher um local para instalação de um empreendimento é preciso verificar qual fonte enérgica está disponível e a quantidade oferecida, uma vez que essa tem que ter um número abundante, pois o custo de instalação de uma fábrica é muito elevado e não pode haver falta de energia durante o processo produtivo. No passado, era necessário estar muito próximo às fontes de carvão mineral. Hoje, o petróleo é a fonte de energia mais utilizada, e até por ser mais fácil de transportar e armazenar do que o carvão mineral, permite que a maior parte das indústrias possa ter mais flexibilidade na hora de escolher o local de instalação.

Mão-de-obra

Dentro de um sistema capitalista, as pessoas vendem sua força de trabalho em troca de um salário, que é usado para garantir a manutenção do trabalhador e de sua família. E por muito tempo a maioria absoluta das indústrias estiveram instaladas em grandes centros urbanos, por serem locais com melhor infraestrutura, maior mão-de-obra e mercado consumidor. Essa combinação de fatores fez (e ainda faz) com que muitas pessoas se deslocassem para áreas de aglomeração industrial, em busca de trabalho, num cenário que levou ao grande aumento populacional nas grandes metrópoles. As indústrias se favorecem em locais onde há grande oferta de trabalhadores, pois podem oferecer menores salários para os proletários – que por sua vez acabam aceitando as baixas remunerações pelo medo de perderem seus empregos.

Atualmente, outro motivo que favorece a implantação de empreendimentos industriais em grandes núcleos urbanos é a existência de trabalhadores com qualificação profissional, pois nas cidades maiores estão os principais centros de difusão de informação e tecnologia, como as universidades e centros de pesquisas. Portanto, para determinadas tarefas faz muita diferença a presença de mão-de-obra barata, enquanto para outras o que mais importa é a mão-de-obra qualificada.

Matéria-prima

Esse item ocupa um lugar de destaque no processo produtivo, pois é a partir dessa que será agregado um valor correspondente ao resultado do trabalho e automaticamente o lucro da produção. Diante da importância, essa deve permanecer o mais próximo possível, pois quanto mais perto ela se encontra menores serão os custos com o transporte entre a fonte fornecedora e a processadora. Historicamente, essa proximidade foi usada para diminuir o custo final e garante o aumento da lucratividade. Porém, do mesmo modo que ocorreu com a energia, atualmente há outros fatores mais importantes para a escolha da localização industrial, em função da melhora dos transportes – o que não significa que a matéria-prima deixou de ser importante, especialmente para alguns tipos de indústria como as siderúrgicas, metalúrgicas e mineradoras.

Mercado consumidor

A escolha em estabelecer-se próximo aos núcleos urbanos é proveniente da proximidade entre a indústria e os possíveis consumidores em potencial. Desse modo, as fábricas reduzem gastos com transporte, além de dinamizar o seu fluxo até os centros de distribuição. Atualmente, continua sendo um fator importante, especialmente para indústrias que fabricam produtos perecíveis.

Meios de transporte

Um sistema de transportes é de extrema valia para a produção e distribuição industrial, e por isso mesmo os locais com precária infraestrutura não costumam ser polos industriais. Afinal, é necessário transportar matérias-primas para a fábrica; e depois, os produtos fabricados para o mercado consumidor. Caso a logística de transportes não seja boa, o custo do frete se torna muito alto e o tempo de deslocamento da mercadoria também, o que acaba aumentando o custo final do produto e reduzindo a competitividade da empresa. Dessa forma, a maioria das empresas não pode, de forma alguma, abrir mão de uma localização bem servida por meios de transporte minimamente eficazes. Justamente por isso, cada vez mais tem havido uma integração entre diversos meios de transporte, com o objetivo de reduzir os custos do frete e acelerar a circulação de mercadorias entre os diversos locais do mundo.

Incentivos fiscais

É quando o governo concede isenções de impostos (como o ICMS) às indústrias, para que elas se instalem em seu território. Em muitos casos, há também a concessão de terrenos para a instalação da unidade produtiva da fábrica. No Brasil, instalou-se nos últimos anos uma “guerra fiscal” entre municípios e estados da federação para a atração de indústrias para seus respectivos territórios. A concessão de incentivos e vantagens fiscais se tornou quase uma regra a partir do final do século XX, e é um dos principais fatores de escolha locacional das indústrias na atualidade.

Ciclo do produto

atualmente, a fabricação de um produto costuma ser dividida em locais de produção diferentes. Por exemplo, no caso da fabricação de um carro, os motores podem ser feitos em um país; os chassis em outro; e a junção das peças para a finalização do veículo pode ocorrer em um terceiro local. Esse processo, chamado de fragmentação da produção, é uma das características da desconcentração industrial. Por conta disso, cada etapa do processo de produção pode exigir fatores locacionais diferentes. Segundo o economista Georges Benko, para cada fase de produção de um objeto industrial existe uma lógica espacial. De acordo com Benko, um produto pode ter três fases de produção: desenvolvimento, estandardização (ou amadurecimento) e declínio. E por conta disso, seguindo a lógica capitalista de otimização de custos, cada fase requer um tipo de força de trabalho mais representativa e um local de produção mais apropriado.

Classificação dos tipos de indústria

A forma mais típica de classificação das indústrias as divide em três grupos, de acordo com o tipo de produto que fabricam: indústrias de bens de produção, indústrias de bens de capital e indústrias de bens de consumo.

As indústrias de base ou bens de produção são as responsáveis pela transformação das matérias-primas brutas em industriais. Por conta disso, costumam se localizar nas proximidades das fontes de matérias-primas ou em regiões portuárias, que garantam o deslocamento dos grandes volumes de matéria-prima e de mercadoria fabricada. Tais indústrias são divididas em duas vertentes: as extrativas e as de bens de capital. As indústrias extrativas são as que extraem matéria-prima da natureza (vegetal, animal ou mineral) sem que ocorra alteração significativa nas suas propriedades elementares. Como exemplos, temos a indústria madeireira, a petrolífera e a mineradora. Já as indústrias de equipamentos são responsáveis pela transformação de bens naturais ou semimanufaturados para a estruturação das indústrias de bens intermediários e de bens de consumo. É o caso das fábricas de máquinas, das siderúrgicas e das metalúrgicas.

As indústrias de bens de capital ou intermediárias correspondem ao segmento responsável pela fabricação de máquinas e equipamentos que serão utilizados na linha de produção de outras indústrias. Ou seja, fabricam produtos que normalmente são comprados e usados por outras fábricas. Por isso mesmo, geralmente se localizam próximas aos seus mercados consumidores, nas grandes regiões industriais. Por fim, as indústrias de bens de consumo fabricam produtos destinados ao abastecimento da população. Podem ser classificadas como não duráveis (alimentos, bebidas etc.), semiduráveis (vestuário, calçados etc.) e duráveis (móveis, eletrodomésticos, automóveis etc). 

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