REFORMA PROTESTANTE E A CONTRARREFORMA – A fragmentação do cristianismo

O primeiro fator para a crise da Igreja Católica foi simbolizar o regime político anterior (feudalismo) e ser um contraste com a moral moderna, que se acelerou com o Renascimento Cultural e com criação da Imprensa. Outrossim, era as práticas imorais praticadas pela Igreja, exemplo: Venda de indulgências (perdão); Venda de Simonias (relíquias sagradas); Venda de Cargos Eclesiásticos; Nicolaísmo (desrespeito ao celibato) & Nepotismo (cargos cedidos para familiares).
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Do ponto de vista teórico, a Igreja tinha uma dificuldade relacionada a sua doutrina sobre a salvação da humanidade. As tensões ficavam entre a Agostiniana (o homem já está pré-destinado à salvação ou à condenação, fatalismo) e Tomista (salvação pela obra). Com este cenário, a Igreja se notabilizou em vender indulgências como símbolo de salvação.

Outro ponto importante era na esfera social, pois inúmeros grupos protestavam contra a Igreja: O rei criticava a infalibilidade do papa, a nobreza tinha interesse na propriedade rural da Igreja, a burguesia criticava o fato da usara ser pecado e o povo acusava a Igreja de Imoral. Com isso, teóricos como Erasmo de Roterdam, Thomas Morus e, antes, Wyclyf e Huss criticavam fortemente a base católica.

REFORMA LUTERANA (1517)

Martinho Lutero (Sacro Império) iniciou suas pregações na Universidade de Wittenberg. Em seus estudos sobre teologia inicia um desejo de promover uma mudança na mentalidade da igreja. Porém, isso só se concretizou quando Lutero se revoltou contra a venda de indulgências por João Tetzel (inquisidor da Polônia e Saxônia) em todo o Sacro Império. Com isso, ele prega abertamente contra as indulgências. Lutero fixou suas ideias na igreja do castelo de Wittenberg como protesto direto contra a venda de indulgências e contra o comportamento imoral do clero.

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Porém, Leão X exigiu retratação de Lutero, mas Lutero se encontrou com o bispo de Roma, mas não negou seus dogmas. Com isso, Lutero recebeu a bula papal excomungando-o e Lutero queimou a bula. Leão X exige que o imperador Carlos V do Sacro Império punisse Lutero, sendo assim, o imperador convocou uma reunião com todos os príncipes do Sacro Império para julgá-lo. Na Dieta de Worms (1520) foi condenado como herege, porém recebeu apoio de parte da nobreza alemã interessada nas terras da igreja. Posteriormente, refugiou-se na Saxônia no principado de Frederico, onde fez a primeira tradução da bíblia para o alemão.

As ideias luteranas se expandiram e Carlos V tolerou o Luteranismo nas regiões já convertidas, mas proibiu no resto do país (Dieta de Spira, 1529), o que provocou o protesto da nobreza luterana com a decisão – origem do termo “protestante”. Em 1530, Lutero e Felipe Melanchton apresentaram a “Confissão de Augsburgo”, os fundamentos da doutrina luterana. Com isso, Carlos V tentou refutar o documento (Dieta de Augsburgo) e iniciou a guerra entre Carlos V (católicos) e a Liga de Smalkade (nobres luteranos). Entretanto, a paz de Augsburgo em 1555 (Cada príncipe, sua religião) estabeleceu o fim do conflito.

A teoria Luterana se pautou nas seguintes ideias: Salvação (1º momento: predestinação divina; 2º momento: salvação pela fé); as escrituras sagradas eram a fonte dos verdadeiros dogmas; crítica ao celibato; crítica à hierarquia religiosa; interpretação livre da Bíblia; cultos em idioma local; submissão da Igreja ao Estado; aboliu o culto às imagens; Manutenção de dois sacramentos: batismo e eucaristia. 

ANABATISMO

Ocorreu no Sacro Império e foi liderado por Thomas Muntzer. Tinha como base social a luta camponesa e de pequenos artesãos, que se constituíram como seguidores mais radicais de Martinho Lutero (Sacro Império). Eles acreditavam que a desigualdade política e social não era apenas injusta como pecaminosa, com isso, eles desejavam a abolição da servidão e fim dos latifúndios. Por isso, eles queimaram castelos e conventos. Em contrapartida, Lutero condenou o movimento e o exército da nobreza contém os revoltosos decapitando Muntzer.

CALVINISMO

Ocorreu na Suíça através da atuação do francês João Calvino (1509 – 1564). O teólogo francês fugiu da perseguição em seu país de origem e escolher os suíços, pois era uma região com grande desenvolvimento social, onde o poder estava nas mãos da burguesia e tinha forte tradição religiosa com Zwinglio (1519), que culminou na Paz de Kappel (cada cantão com sua religião). Então, Calvino conseguiu impor suas ideias reformistas, entre elas: Bases luteranas (Manutenção de dois sacramentos: batismo e eucaristia; Aboliu o culto aos santos e às imagens; Livre exame da Bíblia; Salvação pela fé; Igreja nacional), radicalizações calvinistas (Predestinação absoluta; Santifica o trabalho, a poupança e o lucro; Restabeleceu o dia de graças dos judeus, sábado) e o Consistório (Órgão calvinista que vigiava os costumes dos cidadãos). Com a aliança com a burguesia, o calvinismo se espalhou mais rapidamente pelo mundo, desta forma, possibilitando o surgimento de variações: Puritanos (Inglaterra), Huguenotes (França) e Presbiterianos (Escócia).

ANGLICANISMO

Ocorreu na Inglaterra através da atuação do Rei inglês Henrique VIII). O monarca mantinha uma boa relação com a Igreja (Doava dinheiro e terras; Henrique VIII condena os ensinamentos de Lutero; foi nomeado “defensor da fé”). Porém, a ruptura ocorreu quando Henrique VIII pediu anulação de seu casamento com Catarina de Aragão (Espanha), mas, também, porque a burguesia e nobreza inglesas desejavam promover concorrência comercial e colonial com a Espanha. Para piorar, Catarina não gerou herdeiro homem e Henrique VIII possuía um amante, Ana Bolena. Com isso, sentia-se amaldiçoado por ter casado com viúva do irmão.

Porém, o papa Clemente VII negou a anulação, pois Catarina era tia de Carlos V que lutava contra Lutero no Sacro Império Romano Germânico e a Espanha era o principal país católico e sustentava o papado. Sendo assim, Henrique VIII rompeu relações com a Igreja e o Parlamento o declarou “protetor da Igreja inglesa”, com isso, nasceu a Igreja Anglicana (Ato de Supremacia, 1531).

Como consequência o papa excomungou o rei, que confiscou os bens da Igreja e vendeu para a burguesia e nobreza. Do ponto de vista teológico, em um primeiro momento, os dogmas não se diferiam do Catolicismo, exceto pela submissão ao Estado.

Durante o período de Eduardo VII (1547 – 1553) houve a aproximação ao calvinismo. Entretanto, Mary Tudor (1553 – 1558), católica fervorosa, obrigou o parlamento o retorno ao Catolicismo. Posteriormente, casou-se com Felipe II (príncipe espanhol e católico fanático), mandou queimar 300 hereges protestantes (apelidada de Mary Blood) e aprisionou sua irmã Elizabeth na torre de Londres. Porém, Elizabeth I (1558 – 1603) estabeleceu o 2º Ato de Supremacia, com isso, consolidando o anglicanismo.

CONTRARREFORMA

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Ocorreu como primeira reação da Igreja aos movimentos protestantes na seguinte perspectiva: fundou a Companhia de Jesus (exército de Cristo) por Ignácio de Loyola (1534). Em 1545, o Papa III convocou o Concílio de Trento com os objetivos de contenção do protestantismo e expansão do catolicismo. Entre as medidas, temos:

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