REVOLTAS NATIVISTAS – Os questionamentos aos ditames metropolitanos

A forte exploração metropolitana sobre a Coroa provocou o início das reações coloniais contra a Metrópole. Com isso, iniciando aquilo que chamamos de crise do sistema colonial. Após o fim do domínio espanhol, em 1640, a economia portuguesa se encontrava em péssima situação, principalmente, por causa das sucessivas guerras ao lado da Espanha.
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Recuperaram as possessões africanas (Angola e Guiné) e o nordeste brasileiro, mas perdeu o controle do comércio oriental e ainda ganhou a concorrência com a Holanda.

Sendo assim, houve aplicação de uma política mercantilista baseada no reforço do Exclusivo metropolitano. Em 1661, proibiu-se o comércio do Brasil com navios estrangeiros e, em 1684, foi proibido aos navios brasileiros frequentarem portos estrangeiros, ou seja, Portugal como intermediário obrigatório entre o Brasil e o resto da Europa.

Em 1649, criação da Companhia Geral do Comércio do Brasil (extinta em 1720), que tinha controle do comércio do Rio Grande do Norte até o extremo sul. Em 1682, foi fundada também a Companhia do Comércio do Estado do Maranhão (extinta em 1685), que abrangia do Rio Grande do Norte até o Pará.

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A organização política se adaptou ao arrocho. Em 1640, criação pela coroa do Conselho Ultramarino por D. João IV, em 1640, regulamento em 1642, ou seja, um passo decisivo para a centralização administrativa colonial.

O poder dos donatários das capitanias reduziu-se aos direitos tributários estabelecidos pelos forais. Além disso, as câmaras municipais tornaram-se simples órgãos de execução da política da Metrópole. Como consequência houve um grande abismo começou a separar Brasil e Portugal, dando início a uma fase de rebeliões coloniais.

AS REVOLTAS NATIVISTAS

REVOLTA DE BECKMAN (1684)

Encontramos como causas da Revolta de Beckman as divergências entre fazendeiros e jesuítas quanto à escravização dos índios e a Oposição ao monopólio da Companhia de Comércio do Maranhão. O desenrolar dos fatos se deram a partir de 1621, quando foi criado o Estado do Maranhão (Ceará, Piauí, Pará e Amazonas). As capitanias reais estavam diretamente subordinadas à metrópole. No ano de 1641, os holandeses ocuparam a região do Maranhão (expulsaram invasores). Com isso, a situação da região era de pobreza, na qual a economia se baseava na agricultura de subsistência, criação de gado, cultivo da cana, cacau e fumo (em escala modesta).

Sendo assim, faltava dinheiro para comprar escravos negros e a solução encontrada foi exploração do trabalho indígena (missões). Para piorar, em 1682, Marquês de Pombal criou Companhia de Comércio do Maranhão. Manuel Beckman, Tomás Beckman e Jorge Sampaio lideraram o movimento, que teve o apoio de latifundiários, comerciantes luso-brasileiros, mascates, padres contrários aos privilégios da Companhia de Jesus. O Movimento se iniciou em 24/02/1684 e, depois, Revoltosos destituíram as autoridades e constituíram uma junta. Com isso, organizou-se uma comissão representativa do comércio, da lavoura e do clero. Maio de 1685, Portugal manda novo governador Gomes de Freire de Andrade e que prendeu os revoltosos. Manuel Beckman e Jorge Sampaio são executados. Porém, tiveram como resultado, a maioria dos objetivos alcançados.

GUERRA DOS EMBOABAS (1707 – 1709) 

Ocorrida em Minas Gerais, o motivo do conflito era a tensão entre Bandeirantes (paulistas, liderados por Manuel de Borba Gato) contra Emboabas (forasteiros, liderados pelo português Manuel Nunes Viana) pelo direito de exploração de ouro na região. Neste conflito houve episódios como o do Capão da Traição (grande massacre de paulistas). Com isso, o resultado foi São Paulo ser separada de Minas Gerais e, posteriormente, Paulistas retiram-se em sua maioria e descobrem novas jazidas de ouro em Goiás e Mato Grosso.

Por último, ao longo do período minerador, alguns paulistas foram contratos para o mapeamento de novas regiões mineradoras em Minas Gerais.

GUERRA DOS MASCATES (1710)

Marcou o conflito entre Olinda contra Recife, porque Olinda estava em franco processo de decadência motivada pela crise do açúcar. Enquanto isto, Recife, região dos comerciantes portugueses se encontrava em crescimento econômico e urbano, o que gerava inúmeros atritos entre as duas regiões. Entretanto, o evento que causou o estopim da crise foi o projeto de tornar Recife uma Vila e, consequentemente, obter sua própria Câmara Municipal. Este fato desagradou a Olinda, que tinha o domínio administrativo sobre Recife, pois a região era controlada pela Câmara Municipal de Olinda. Sendo assim, Olinda iniciou um conflito armado contra o projeto emancipacionista de Recife, mas sem sucesso bélico. Com isso, após o conflito, Recife confirma sua autonomia e torna-se a capital de Pernambuco (1714).

 REVOLTA DE VILA RICA OU FELIPE DOS SANTOS (1720)

Ocorrida em Minas Gerais, o movimento foi contra o estabelecimento das Casas de Fundição, que aumentava o rigor do pagamento do quinto. Filipe dos Santos foi um dos líderes e acabou executado e esquartejado para servir de exemplo categórico pela insubordinação contra os anseios da Coroa Portuguesa.

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