PERÍODO SIMPLES III – COMPLEMENTOS VERBAIS – OBJETOS E PREDICATIVOS

Para que qualquer tipo de resposta em sintaxe haverá anteriormente uma detida análise do verbo, já que é a classe que constitui obrigatoriamente uma oração.
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Por definição, o verbo é a palavra variável em tempo que exprime uma ação, um fenômeno ou define um estado ou modo de ser. Dependendo de sua possibilidade significativa, pode classificar-se como verbo de ação ou verbo de ligação.

São verbos de ação ou significativos aqueles que, plenos de sentido, representam uma ação em curso podendo ser praticada por um sujeito ou sofrida por um objeto.

A partir do esquema acima, podemos perceber que um verbo de ação pode ou não se ligar a objetos, representados por substantivos ou pronomes que sofrem a ação em curso. Essa ligação pode ser feita com ou sem o auxílio de uma preposição. Assim, se um verbo não exigir um objeto, será intransitivo; caso possua objeto, transitivo. A necessidade ou não de uma preposição separa os verbos transitivos em diretos ou indiretos. Sistematizando:

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Eu quero

Já aqueles que não apresentam um significado pleno, resumem-se a relacionar o sujeito a seu predicativo. Tais verbos podem denotar estado, mudança de estado ou modo de ser. Cabe ao predicativo – representado por adjetivo, substantivo ou pronome – indicar a característica atribuída ao sujeito, conforme o esquema abaixo:

COMPLEMENTOS VERBAIS

Complementos verbais são os termos que complementam o sentido transitivo de um verbo, funcionando como pacientes de sua ação e recebem o nome de objetos.

OBJETO DIRETO

É o complemento paciente obrigatório de um verbo transitivo direto. Pode ser expresso por um substantivo, palavra substantivada, pronome ou oração subordinada substantiva objetiva direta.

“Eu vi você, até sentir tua mão.”

(Ana Carolina)

OBJETO INDIRETO

É o complemento paciente obrigatório de um verbo transitivo indireto. Pode ser expresso por um substantivo, palavra substantivada, pronome ou oração subordinada substantiva objetiva indireta.

“Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder”

(Lulu Santos)

OBJETO PLEONÁSTICO

Quando se enuncia de maneira redundante o objeto – direto ou indireto – temos o objeto pleonástico. Normalmente tal construção é feita com a antecipação do termo com a retomada posterior por um pronome oblíquo átono.

Os amigos, é preciso respeitá-los.

“E me diz pra mim o que é que ficou”

(Legião Urbana)

OBJETO INTERNO

É o complemento que pertence ao mesmo campo semântico do verbo ou lhe é cognato. Normalmente esse tipo de objeto vem expresso junto a um verbo que – na maioria das vezes – é intransitivo, mas que assume a forma direta para receber o objeto.

“Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado

(Martinho da Vila)

PRONOMES COMO OBJETOS

Os objetos podem ser representados por pronomes oblíquos, mas deve-se atentar para a seguinte correlação:

O(s)/a(s) – funcionam somente como objeto direto.

Lhe(s) – funcionam apenas como objeto indireto.

Os pronomes pessoais oblíquos das demais pessoas podem representar tanto o objeto direto quanto indireto, o que torna ainda mais importante a classificação do verbo.

PREDICATIVO

É o termo de natureza adjetiva, substantiva ou pronominal que, funcionando de maneira nuclear na oração, atribui característica a outro termo (sintagma), sujeito ou objeto. Por ser núcleo do predicado, guarda certa liberdade de construção, podendo ser antecipado ao termo que se refere nas construções de predicado verbo-nominal. Nesse caso, costuma caracterizar o nome de maneira transitória, indicando-lhe um estado.

Todos estavam preocupados e nervosos.

A torcida xingou o árbitro furiosa.

A decisão do STF deixou as autoridades locais preocupadas.

Perceba que, neste último exemplo, o vocábulo “preocupadas” pode vir antes de “as autoridades locais” sem que haja prejuízo no sentido original da frase. Já o termo “locais” não poderia fazê-lo, pois não se trata de predicativo.

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