POESIA ROMÂNTICA BRASILEIRA – AS FASES DO ROMANTISMO

Aprenda sobre Todas as Fases do Romantismo.

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A GERAÇÃO INDIANISTA – CARACTERÍSTICAS

MEIRELLES, Victor. Moema, 1865

INDIANISMO

A concepção do bom selvagem, ideia apresentada por Russeau, define um modelo de um herói indígena que deveria se tornar o passado e a tradição de um país como o Brasil, sem uma história gloriosa que pudesse ser cantada. O nativo – que nada guarda de sua cultura original – converte-se no herói europeu, forjado à imagem e semelhança de um cavaleiro medieval.

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Eu quero

O Romantismo assume a  imagem exótica que as metrópoles europeias faziam dos trópicos, adaptando-a ao ufanismo, um orgulho idealizado e exagerado pelas coisas da terra. Sem o passado histórico para ser cantada e com um desenvolvimento urbano ainda acanhado frente às capitais europeias, restava cantar a natureza e o índio que, na sua condição de primitivo habitante, era o próprio símbolo da nacionalidade.

A terra é a imagem da própria pátria. Por isso, até mesmo os fenômenos naturais tornam-se representativos da grandeza do país. Essa natureza jovem, vital, exuberante, compensa a pobreza social ao mesmo tempo que aponta novas potencialidades para o Brasil.

Enfim, a natureza vai além de ser mero cenário, sendo tema e personagem principal dessa visão romântica. Desta forma mostra-se uma nação rica diante do mundo. Além disso, a imagem positiva criada para o índio confere às elites o orgulho de uma ascendência nobre, fator importante na legitimação de seu próprio poder no Brasil em face à Independência. Assim, percebe-se claramente o interesse político em se assumir uma determinada postura estética.

REGIONALISMO

A consciência de um país novo e sua consequente euforia gera um sentimento regionalista de descoberta, que procura afirmar as particularidades e a identidade das regiões e da vida rural, na ânsia de tornar literário todo o Brasil. Contudo, esse registro do mundo não-urbano é superficial, já que a trama romanesca é essencialmente citadina, atendendo os esquemas românticos do folhetim. Além disso, os autores usam sempre a linguagem culta e literária das cidades jamais a fala particular da região retratada.

UMA LINGUAGEM BRASILEIRA

Os escritores românticos – principalmente o romancista José de Alencar – reivindicam uma língua brasileira. Não provocação revolucionária, mas baseado em dois fatores: um político e outro mercadológico. No campo político, a afirmação do Brasil como nação independente era fundamental, por isso não é difícil imaginar que a sintaxe lusitana passa a receber críticas;  mercadologicamente, uma língua “brasileira” seria mais acessível ao novo público leitor que surgia, garantindo maior sucesso das produções artísticas.

A POESIA DA PRIMEIRA GERAÇÃO

Gonçalves de Magalhães

Domingos José Gonçalves de Magalhães nasceu em Niterói em 1811 é considerado o poeta que iniciou o Romantismo no Brasil. Formado em medicina, viajou para a Europa, tomando contato com os ideais românticos. Foi um dos fundadores da revista Niterói, no mesmo ano em que publica “Suspiros Poéticos e Saudade”, o marco inicial do Romantismo brasileiro. Em 1837, volta ao Brasil e dez anos mais tarde ingressa na carreira diplomática. Exerceu essa função até seu falecimento, em Roma, no ano de 1882.         

Sua poesia cultivava os valores fundamentais do Romantismo primitivo, com ênfase na religião e no patriotismo. Ele inicia a elaboração dos primeiros versos românticos brasileiros, lançando Suspiros poéticos e saudades, no qual busca a afirmação de uma literatura nacional, destruindo os artifícios neoclássicos, propondo em substituição a valorização da natureza, do índio e de uma religiosidade panteísta.

Sua poesia foi considerada fraca, recebendo muitas críticas, algumas muito contundentes, como as de José de Alencar, gerando uma grande polêmica, tendo em vista que essa inimizade tinha repercussão política, já que Magalhães era protegido de D. Pedro II e fez com que José de Alencar fosse preterido na indicação ao Senado pelo Imperador.

Faltava a Magalhães autêntica emoção poética, os sentimentos apresentam-se em sua obra de maneira retórica, frequentemente “despoetizados” por imagens de mau gosto, como no trecho abaixo:

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Eu quero

Nas veias o sangue já não me galopa,

em sacros furores nos lábios me fervem;

A lira canora do cisne beócio,

deixei sobre a trípode.

Apesar disso, Gonçalves de Magalhães foi considerado o maior poeta pátrio durante muito tempo. Transformou-se em símbolo oficial da literatura brasileira, merecendo inclusive grande apreço de D. Pedro II.  Mas insistentemente denunciado por Alencar pelo artificialismo de sua composição, a obra de Magalhães passa a ser relegada a um plano secundário. O próprio Imperador tentou defendê-lo – usando um pseudônimo, claro – mas Alencar já detinha prestígio que lhe garantia a autoridade para seus argumentos. Coube a Magalhães o mérito histórico de ter introduzido o Romantismo no país.

Gonçalves Dias

Filho de um comerciante português e de uma mulata, Antônio de Gonçalves Dias nasceu em Caxias, no Maranhão, em 10 de agosto de 1823. Orgulhava-se de ter no sangue as três raças formadoras do povo brasileiro: branca, indígena e negra. Ainda contava com seis anos de idade, quando o pai casou-se com uma moça branca e proibiu o filho de visitar a mãe, com quem somente se reencontraria quinze anos depois. Em 1840, cursou Direito na Faculdade de Coimbra, encontrando ali os principais escritores da primeira fase do Romantismo português. Em 1843, escreveu “Canção do Exílio”, um dos maiores poemas brasileiros.

Graduado bacharel, volta ao Brasil e inicia uma fase de intensa produção literária. Muda-se para o Rio de Janeiro, torna-se professor de Latim no Colégio Pedro II e lança, com grande sucesso, os Primeiros cantos e os Segundos cantos. Ocupa diversos cargos de importância nas áreas de pesquisa escolar e de busca de documentos históricos, devido ao bom trânsito que consegue junto à corte imperial.

Em visita ao Maranhão, reencontra seu grande amor, Ana Amélia, e a pede em casamento, o que lhe é negado pela família, por sua origem bastarda e mulata. Transtornado com essa recusa, casa-se com Olímpia Coriolana, provavelmente a primeira mulher que encontrou após tal negativa e com a qual viveu um casamento infeliz.

A serviço, viajou muito pelas províncias do Norte e pela Europa. Contraiu tuberculose e buscou tratamento na França. Em 1864, durante a viagem de volta ao Brasil, o navio Ville de Boulogne naufragou na costa brasileira. Todos a bordo salvaram-se, à exceção do poeta que, por estar agonizando em seu leito, foi esquecido, tornando-se a única vítima fatal do desastre.

Gonçalves Dias é responsável pela consolidação do Romantismo no Brasil, desenvolvendo com maestria todas as características iniciais dessa primeira fase. Sua produção poética é de boa qualidade destacando-se entre os autores do período, conseguindo o equilíbrio entre os temas sentimentais, patrióticos e saudosistas. Dono de uma linguagem harmoniosa e de relativa simplicidade, evita os excessos verbais, foge da pompa declamatória bem como do popularesco.

Sua obra trata principalmente do índio, da natureza e do amor impossível. Demonstra grande conhecimento da vida dos índios, com dosagem certa de idealização, transformando o índio em verdadeiro herói. Seu poema Juca Pirama faz uma espécie de síntese do indianismo:

Meu canto de morte

Guerreiros, ouvi:

Sou filho das selvas,

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Eu quero

Nas selvas cresci;

Guerreiros, descendo

Da tribo tupi

Da tribo pujante,

Que agora anda errante

Por fado inconstante,

Guerreiros, nasci:

Sou bravo, sou forte,

Sou filho do Norte;

Meu canto de morte,

Guerreiros, ouvi.

Gonçalves Dias, ao valorizar a natureza, canta o mar, o céu, os campos e as florestas. No entanto, a natureza não tem um valor universal, pois apenas a celebra sob o viés ufanista da nação. Apenas no espaço da pátria, os elementos naturais se manifestam em sua plena majestade. A celebração da natureza entrelaça-se com o sentimento saudosista trazendo de volta a infância, os amores idos e vividos e, seu sentimento “exilado” quando estava na Europa. Sua obra mais representativa, a Canção do exílio, sintetiza a identificação entre o país e sua natureza.

Desde a concepção, tornou-se o poema mais conhecido do Brasil, o mais imitado e o mais parodiado. Apesar do estilo laudatório, o poema exalta as maravilhas naturais do Brasil sem fazer uso de nem um adjetivo sequer. É a própria essência do ufanismo romântico: minha pátria é a melhor, a única terra em que se pode ser feliz, sem defeitos, um verdadeiro paraíso.

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.

Em cismar – sozinho, à noite –

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar – sozinho, à noite

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.”

Por fim, cabe ressaltar sua lírica amorosa, marcada pelo sofrimento. Nela, o amor raramente se concretiza, ganhando ares de uma ilusão perdida. Apaixonar-se significa predispor-se à angústia e à solidão. A resposta da amada às súplicas poéticas simplesmente não existe, levando o poeta ao desespero. As sementes do ultrarromantismo já brotam na lírica amorosa de Gonçalves Dias.

A CRISE DO PENSAMENTO BURGUÊS

A metade do século XIX marca uma importante mudança no pensamento artístico nacional: o modelo de sociedade burguesa já não atende mais aos anseios da juventude, que se desinteressa pela vida político-social. Apesar do crescente desenvolvimento urbano, a jovem vida acadêmica dos grandes centros afasta-se dos princípios burgueses consagrados pelo romantismo. Desta forma, o nacionalismo e o indianismo entram em declínio e o descontentamento com a vida burguesa torna-se evidente, gerando uma atitude pessimista, entediada, à espera da morte.

O protesto contra o mundo burguês e suas relações sociais, dá origem a uma lírica voltada para a subjetividade, para o individualismo, baseada na confissão e no transbordamento dos sentimentos interiores. Essa nova geração, influenciada pelo inglês Byron e pelo francês Musset, prega a rebeldia moral, a recusa do entediante cotidiano burguês e a busca de novas formas sentimentais.

ALMEIDA, Belmiro. Arrufos, 1887

O país vivia um período de estabilidade no chamado Segundo Reinado, repleto de barganhas políticas entre liberais e conservadores que partilhavam o poder sob arbítrio do Poder Moderador de D. Pedro II. A economia apresentava um bom desempenho, baseada no crescimento da produção cafeeira, com a consequente consolidação desta aristocracia rural no poder. As rebeliões escasseavam, pacificando internamente o país.

Um fato curioso sobre o ultrarromantismo é que a maior parte de seus representantes morreu na faixa dos vinte anos; vidas curtas, porém carregadas de complexidade. Apesar de que sua produção sugira o cultivo de ideias suicidas, não se pode dizer que as mortes prematuras tenham sido intencionais, já que todos foram vitimados por doenças incuráveis na época, especialmente a tuberculose. O estilo de vida boêmio de muitos desses poetas pode ter contribuído com suas mortes, contudo, não se pode afirmar que havia qualquer intencionalidade nesses atos, diante do horror que demonstraram diante da morte.

POETAS DO MAL DO SÉCULO

Os poetas dessa geração demonstraram uma inadequação à realidade em que viveram, reproduzindo em suas vidas um comportamento desregrado, levando uma vida entre os estudos acadêmicos, o ócio e a boêmia. O ultrarromantismo brasileiro foi amplamente influenciado por Lord Byron, poeta inglês que escandalizava a sociedade com seu estilo de vida dedicado aos vícios e às relações extraconjugais. Somado a isso, foi ainda acusado de manter relações incestuosas com a irmã e também de pederastia.

O mal do século caracteriza-se pela atração pelo sombrio e pela morte, acrescida, por muitas vezes, de temas macabros e satânicos. O sentimentalismo, o egocentrismo e a idealização são exagerados, criando uma visão do amor bastante particular, com a mistura de atração e medo, desejo e culpa. Desta forma, cria-se a figura do amor impossível, da mulher inatingível e idealizada: virgem e incorpórea. Diante das negativas e do medo que traz o amor, surge a evasão, já que a própria realidade não o acolhia, nem os sonhos tornavam-se possíveis. Daí ser comum a apresentação de lugares exóticos, as lembranças da infância e, sobretudo, o culto à morte.

Álvares de Azevedo

Nascido em São Paulo em 12 de setembro de 1831, Manuel Antônio Álvares de Azevedo descendia de família ilustre no cenário político. O pai exercera, entre outros cargos, o de juiz de direito, chefe de polícia e deputado geral. Em razão disso, teve sua formação básica e secundária na capital do Império. Sua volta a São Paulo dá-se para cursar a Faculdade de Direito, onde participa ativamente da vida acadêmica e literária.  Apesar de ser um aluno excelente e de ser bastante querido entre os colegas, sentia-se incapaz de estabelecer um relacionamento amoroso concreto, principal razão de sua infelicidade.

A mediocridade da vida em São Paulo, quando comparada às intensas experiências dos europeus, atormentava sua alma, fazendo-o mergulhar na leitura dos ultrarromânticos europeus. Tal comportamento, aliado à saudade de sua mãe e de sua irmã, o sentimento de solidão e o desejo insatisfeito levaram-no a um pensamento depressivo, aproximando-o de inclinações mórbidas. No início de 1852, descobre-se com tuberculose e desespera-se ante a visão da morte. Buscou tratamento na fazenda do tio, onde deu efetivos sinais de melhora, mas uma queda de cavalo afetou-lhe a região ilíaca. Sem outra coisa a fazer, os médicos resolveram operá-lo, o que, na época, significava uma intervenção sem anestesia. Apesar de ter suportado heroicamente as dores, a tuberculose já o deixara muito debilitado. Dias depois, ao leito de morte, diz a seu pai: “Que fatalidade!”. E, sendo essas suas últimas palavras, morre em 25 de abril de 1852, no ano de sua formatura, sem que completasse vinte e um anos de idade.

Nem mesmo seu corpo descansou em paz com sua morte. O cemitério em que foi enterrado foi vítima de uma ressaca marinha e seu corpo teve de ser exumado. Seu túmulo havia sido destruído e seus ossos encontrados por seu cão e só então transferidos, inaugurando o cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

Não publicou nenhum de seus escritos em vida e, como afirmara em um de seus poemas, a “glória que pressinto em meu futuro” veio efetivamente após sua morte. Sua obra é bastante autobiográfica e, como não poderia ser diferente, representa uma vida adolescente de tal modo dilacerada e conflituosa que acaba por se tornar experiência mais aguda do Romantismo brasileiro, considerando-se aspectos pessoais e poéticos.

Em muitos poemas expressa um cinismo típico de quem – por incansáveis leituras – detém a experiência do saber, mas não experimenta a própria vida. Sua poesia, que começa como imitação dos ultrarromânticos europeus, carregada de fantasias delirantes, evolui significativamente, superando o artificialismo byroniano característico dos demais poetas da geração. Suas obras falam de amor, da morte, do tédio, mas revelam também certo humor e cinismo.

Quando trata de amor, usa os modelos byronianos, tornando sua lírica pouco convincente. As orgias e vícios que descreve como sua maldição moral são artificiais, tendo em vista que tais experiências não tenham ocorrido e, mais ainda, porque carecem de certa persuasão, não traduzindo nenhuma inquietação. No entanto, essa máscara acaba por revelar o que havia por detrás das aparências: o devasso e o cínico, na verdade, revelam profundo medo das relações amorosas, traduzindo-se pela não concretização das vontades sexuais, criando uma imagem feminina carregada de imagens eróticas, cuja volúpia jamais é saciada, por ser ela intocável e inatingível, fruto da própria timidez do poeta.

Já na temática da morte, a genialidade expressiva de Álvares de Azevedo se manifesta. Tema recorrente em sua produção, poeta profetiza sua própria morte, diz não poder esquecê-la; entrega-se a ela de peito aberto. Mas não é por isso que essa entrega será desprovida de desespe

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