CAMINHOS PARA DIMINUIÇÃO DA POBREZA NO BRASIL

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Caminhos Para Diminuição Da Pobreza No Brasil”, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

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TEXTO 1

11 estatísticas que mostram o tamanho da pobreza no mundo

Estima-se que 1,1 bilhão de pessoas deixaram a pobreza no mundo desde 1990, segundo a ONU

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O Estado de S.Paulo

O fim da pobreza extrema em todos os países no mundo é o primeiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a Agenda 2030. No topo da lista de prioridades da entidade, o desafio de erradicar a miséria já contou com avanços nas últimas décadas. Estima-se que 1,1 bilhão de pessoas deixaram a pobreza desde 1990.

Abaixo, listamos 11 estatísticas que ajudam a explicar a dimensão da miséria no mundo.

1. Uma em cada dez pessoas, ou 767 milhões no mundo todo, sobrevivem com menos de US$ 1,90 por dia, segundo a mais recente estimativa do Banco Mundial sobre pobreza e crescimento econômico.

2. A pobreza entre trabalhadores é mais comum entre jovens de 15 a 24 anos. Cerca de 16% de trabalhadores nessa faixa etária vivem abaixo da linha da pobreza, ganhando menos de US$ 1,90 por dia, enquanto 9% dos adultos estão na mesma situação.

3. A região da África Subsaariana concentra mais pessoas em situação de pobreza extrema do que todo o resto do mundo. São cerca de 388 milhões, o que corresponde a mais de 40% da população local.

4. A maior parte dos pobres no mundo vivem em áreas rurais (80%), têm menos de 14 anos (44%), não têm educação formal (39%) e são empregados na agricultura (65%), aponta o relatório.

5. Cerca de 1,1 bilhão de pessoas saíram da pobreza desde 1990, quando uma em cada três pessoas vivia nessa situação.

 A maior parte dos pobres no mundo vivem em áreas rurais (80%), têm menos de 14 anos (44%), e não têm educação formal Foto: Zohra Bensemra/REUTERS 

6. Nas últimas três décadas, a diminuição da pobreza extrema ocorreu de forma mais rápida nas regiões do Sul Asiático, no Leste Asiático e no Pacífico. China, Indonésia e Índia se destacam na diminuição deste problema, segundo o Banco Mundial.

7. Apesar de ter apresentado melhora nos índices, a região do Sul Asiático tem o segundo maior número de pessoas na miséria. São 256 milhões de pessoas na pobreza extrema, ou 15% da população local.

8. Em países pobres, uma a cada cinco pessoas recebe algum tipo de assistência ou benefício de proteção social. Já em nações de renda média e alta, duas a cada três recebem esse tipo de auxílio, segundo o último relatório da ONU sobre o cumprimento dos ODS.

9. No Brasil, a desigualdade social piorou. Segundo o último relatório da ONU sobre o tema, o País caiu 19 posições na classificação que corresponde à diferença de renda entre ricos e pobres, na comparação entre 2014 e 2015. Foi a primeira vez que o indicador social do IDH brasileiro piorou desde 1990, quando o levantamento começou a ser publicado anualmente.

10. Entre 2014 e 2015 a proporção de pessoas vivendo na pobreza extrema no Brasil cresceu de 2,8% para 3,4%, e já atinge 6,8 milhões de pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad). O Banco Mundial estima que o número de miseráveis no País pode aumentar para 4,2% até o fim de 2017, e atingir um total de 8,5 milhões de indivíduos.

11. Até o final de 2017, o Brasil pode ter um aumento de 2,5 milhões a 3,6 milhões de pessoas que passarão a viver abaixo da linha da pobreza, segundo estimativa do Banco Mundial. Na hipótese mais otimista, segundo o estudo, a pobreza moderada atingiria 9,8% da população, ou 19,8 milhões de pessoas. A linha de pobreza moderada utilizada para os cálculos foi estipulada como 140 reais per capita por mês. Para a pobreza extrema, a média é de R$ 70 por pessoa em um mês.

http://sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,11-estatisticas-que-mostram-o-tamanho-da-pobreza-no-mundo,70002027034

TEXTO 2

O peso da escolaridade

Os dados do estudo indicam que, quanto menos escolaridade, mais cedo o jovem ingressa no mercado de trabalho. A pesquisa revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado de trabalho com até 14 anos.

Para os analistas, “a idade em que o trabalhador começou a trabalhar é um fator que está fortemente relacionado às características de sua inserção no mercado de trabalho, pois influencia tanto na sua trajetória educacional – já que a entrada precoce no mercado pode inibir a sua formação escolar – quanto na obtenção de rendimentos mais elevados”.

Ao mesmo tempo em que revela que 39,6% dos trabalhadores ingressaram no mercado com até 14 anos, o levantamento indica também que este percentual cresce para o grupo de trabalhadores que tinha somente até o ensino fundamental incompleto, chegando a atingir 62,1% do total, enquanto que, para os que têm nível superior completo, o percentual despenca para 19,6%.

Ainda sobre o trabalho precoce, o IBGE constata que, em 2016, a maior parte dos trabalhadores brasileiros (60,4%) começou a trabalhar com 15 anos ou mais de idade. Entre os trabalhadores com 60 anos ou mais houve elevada concentração entre aqueles que começaram a trabalhar com até 14 anos de idade (59%).

A análise por grupos de idade mostra a existência de uma transição em relação à idade que começou a trabalhar, com os trabalhadores mais velhos se inserindo mais cedo no mercado de trabalho, o que pode ser notado porque 17,5% dos trabalhadores com 60 anos ou mais de idade começaram a trabalhar com até nove anos de idade, proporção que foi de 2,9% entre os jovens de 16 a 29 anos.

O IBGE destaca que os trabalhadores de cor preta ou parda também se inserem mais cedo no mercado de trabalho, quando comparados com os brancos, “característica que ajuda a explicar sua maior participação em trabalhos informais”.

Já entre as mulheres foi maior a participação das que começaram a trabalhar com 15 anos ou mais de idade (67,5%) quando comparadas com a dos homens (55%). Para os técnicos do instituto, esta inserção mais tardia das mulheres no mercado de trabalho pode estar relacionada “tanto ao fato de elas terem maior escolaridade que os homens, quanto à maternidade e os encargos com os cuidados e afazeres domésticos”.

Cresce percentual dos que não trabalham nem estudam

O percentual de jovens que não trabalham nem estudam aumentou 3,1 pontos percentuais entre 2014 e 2016, passando de 22,7% para 25,8%. Dados da pesquisa Síntese de Indicadores Sociais 2017 indicam que, no período, cresceu o percentual de jovens que só estudavam, mas diminuiu o de jovens que estudavam e estavam ocupados e também o de jovens que só estavam ocupados.

O fenômeno ocorreu em todas as regiões do Brasil. No Norte, o percentual de jovens nessa situação passou de 25,3% para 28,0%. No Nordeste, de 27,7% para 32,2%. No Sudeste, de 20,8% para 24,0%. No Sul, de 17,0% para 18,7% e no Centro-Oeste, de 19,8% para 22,2%.

Ele atingiu, sobretudo, os jovens com menor nível de instrução, os pretos ou pardos e as mulheres e com maior incidência entre jovens cujo nível de instrução mais elevado alcançado era o fundamental incompleto ou equivalente, que respondia por 38,3% do total.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-12/ibge-brasil-tem-14-de-sua-populacao-vivendo-na-linha-de-pobreza

TEXTO 3

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/12/1943549-cerca-de-13-milhoes-ainda-vivem-em-pobreza-extrema-no-brasil-diz-ibge.shtml

TEXTO 4

Piores condições

As pessoas pobres no Brasil não vivem apenas com pouco dinheiro, mas as condições de vida em suas casas também são piores do que a média, revela a Síntese de Indicadores Sociais 2017.

Na média nacional, 62,1% dos brasileiros vivem em domicílios que possuem acesso simultâneo aos três serviços de saneamento básico (abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede coletora ou pluvial e coleta direta ou indireta de lixo). Entre os 52 milhões de brasileiros que vivem com menos de 5,50 dólares (18,24 reais) por dia, uma das linhas de pobreza do Banco Mundial, só 40,4% vive em domicílios com esses três serviços.

Com essa abordagem, o IBGE procurou tratar a pobreza de forma “multidimensional”. “A pobreza é multidimensional, mas o dinheiro é uma unidade de medida. É mais difícil medir acesso a serviços”, afirmou Leonardo Queiroz Athias, analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

O estudo também mediu quatro “inadequações” das moradias (ausência de banheiro ou sanitário de uso exclusivo dos moradores; paredes externas do domicílio construídas predominantemente com material não durável; adensamento excessivo, ou seja, a presença de um número de moradores superior ao adequado no domicílio; e ônus excessivo com aluguel, ou seja, quando o gasto com aluguel iguala ou supera 30% do rendimento).

No conjunto da população, 12% moram em domicílios com ao menos uma dessas inadequações. Entre os que ganham abaixo de 5,50 dólares (18,24 reais) ao dia, são 26,2%. O destaque é o “adensamento excessivo”: na média nacional, 5,7% da população vive nessas condições, enquanto entre os mais pobres são 14,2%.

https://veja.abril.com.br/economia/ibge-52-milhoes-de-brasileiros-estao-abaixo-da-linha-da-pobreza/

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