CARTA ABERTA – CARTA DO LEITOR

Uma carta aberta intenciona atingir um grande público-alvo e divulgar amplamente um ponto de vista pessoal. Os objetivos são variados: denúncia, alerta, defesa, ausação, persuasão etc. É redigida intencionalmente para ser divulgada em meios de cominicação de massa, como jornais, revistas, rádio, televisão, redes sociais, blogs etc. normalmente fazendo referência a um problema que interessa a todos e que precisa ser resolvido de forma rápida.
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O problema apontado na carta pode ter uma pessoa específica como destinatário, que tenha plenos poderes para solucionar a questão abordada, mas também pode ser enviada à população. A intenção desse gênero textual é defender um ponto de vista ante seu destinatário, ao memo tempo em que tenta induzir um público maior a endossar um ponto de vista defendido,  portanto, a persuasão é um elemento usado para elaborar a carta aberta. (por isso a divulgação aberta, de outra maneira, seria uma simples carta arumentativa) . 

Leia, a seguir, um exemplo de Carta Aberta:

São Paulo (SP), 03 de dezembro de 2012

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CARTA ABERTA ÀS SENADORAS E SENADORES DA CCJ

A FAVOR DA GARANTIA DOS DIREITOS DOS ADOLESCENTES

Nesta próxima quarta-feira, dia 05 de dezembro, as senhoras e senhores, excelentíssimas senadoras e senadores, poderão votar a Proposta de Emenda Constitucional Nº 33 de 2012, que altera a redação dos artigos 129 e 228 da Constituição Federal, que prevê a possibilidade de desconsideração da inimputabilidade penal de maiores de 16 anos e menores de 18 anos, por lei complementar.

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Nós da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente, acreditamos que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos, isto é, gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata a Lei Nº 8.069 de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).

A adolescência é uma fase da vida de grande oportunidade para aprendizagem, socialização e desenvolvimento. Atos infracionais cometidos por adolescentes, por sua vez, são ou, pelo menos, deveriam ser vistos apenas como circunstâncias de vida que podem ser transformadas e não como algo inerente ao gene ou identidade da pessoa.

No Brasil, temos uma população de adolescentes de 20.666.575 e 18107 estão restritos e privados de liberdade. Ou seja, temos uma proporção de 8.8 para cada 10 mil adolescentes, segundo Levantamento Nacional do Atendimento Socioeducativo ao Adolescente em Conflito com a Lei de 2010. Ao mesmo tempo em que este índice nos preocupa, muito mais grave é o número de crianças e adolescentes que são mortos de forma violenta como o demonstrado no Mapa da Violência 2012, divulgado no último dia 29 de novembro, onde há cidades como Lauro de Freitas e Simões Filho, municípios com 20 mil crianças e adolescentes, ambas localizada no Estado da Bahia, onde temos uma taxa de homicídios extremamente alta de 94,6 e 134,4 (para 100 mil), respectivamente. Ou seja, temos muito mais crianças e adolescentes sendo mortos de forma violenta do que em situação de conflito com a lei.

Além disso, segundo o “Panorama Nacional: A Execução das Medidas Socioeducativas de Internação” do Programa Justiça ao Jovem, do Conselho Nacional de Justiça, datado de 2012, 57% dos jovens declararam que não frequentavam a escola antes de ingressar nas unidades de internação, sendo que 86% dos entrevistados mencionaram que a última série cursada estava englobada no ensino fundamental. E, no que diz respeito à relação com entorpecentes, 75% faziam uso de drogas ilícitas. Com esses dados queremos dizer que é preciso mais investimentos em educação e fortalecimento da permanência na escola por esses jovens, além do incremento em equipamentos culturais e na estruturação de projetos de vida que tragam perspectivas distintas daquelas vividas até o presente momento da internação.

O sentimento de insegurança que acomete a população brasileira em razão da violência faz com que se busque uma solução imediata e daí surge a ideia de que enclausurar é a melhor solução.

A justificativa de que se valem os legisladores afetos à redução da maioridade penal segue no sentido de que o adolescente da atualidade é diferente do adolescente de outrora. Evidente que tal assertiva não considera a situação crítica em que se encontram, atualmente, os sistemas penal e carcerário.

As tentativas de se reduzir a maioridade penal partem do pressuposto de que o adolescente moderno já possui bastante maturidade para compreender os próprios atos. Todavia, não se pode negar sua condição de pessoa em formação e, em decorrência disso, não devemos desistir de sua ressocialização.

Por isso, não podemos nos agarrar a soluções simplistas, posto que problemas complexos necessitam de soluções sistemáticas e, dessa forma, há que se implementar políticas voltadas à criança e ao adolescente.

Vemos esta PEC como uma medida de criminalização da adolescência em conflito com a lei, não trazendo como pressuposto os avanços que o SINASE – Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – propõe efetivamente, se aplicado dentro dos parâmetros constitucionais previstos na Lei No. 12.594 de janeiro de 2012.

Para nós, o SINASE é uma dessas possibilidades legais para que o adolescente em conflito com a lei torne-se um sujeito de direito efetivamente e a promulgação da Emenda Constitucional No. 33/ 2012 é um retrocesso nos avanços propostos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei recém-promulgada.

Estamos de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, no que se refere à natureza do trabalho socioeducativo, isto é, uma natureza transversal, intersetorial, complexa e especializada, que envolve diversos poderes, efetivando-se nas três esferas de governo.

Solicitamos de vossas excelências que não votem favoravelmente a esta Proposta de Emenda Constitucional e que se abram discussões mais aprofundadas com a sociedade civil a fim de se criar melhorias significativas junto a esse público em específico.

 Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente

Estrutura da carta aberta:

Abertura e Título – local e data, título da carta em que se identifica também o(s) destinatário(s) (a quem a carta se dirige) e assunto.

Introdução – trecho em que se descreve o problema a ser resolvido. Nesse trecho deve-se fundamentar o problema a ser resolvido, com informações relevantes para serem usadas na defesa do ponto de vista.

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Desenvolvimento –  trecho em que se expõem os argumentos concretos e passíveis de análise, visando a uma possível solução, e se reivindicam as medidas a serem tomadas para resolvê-lo.

Conclusão – encerra o discurso,  buscando persuadir o interlocutor com uma sugestão de solução para o problema apresentado ou solicitando uma possível solução para o que foi apresentado.

Fecho –  trecho em que se apresenta o remetente da carta.

IMPORTANTE

Para legitimar os argumentos em favor de uma tese-proposta, é necessário expor dados estatísticos, fatos e exemplos, argumento de autoridade, causa e consequência. Neste trecho, você deve demonstrar para a banca seu repertório sociocultural, seus conhecimentos adquiridos ao longo de sua vida escolar.

Veja agora a proposta de redação do exame Vestibular de 2011 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte:

A prova de redação apresenta uma proposta de construção textual: uma CARTA ABERTA. Com a finalidade de auxiliá-lo(a) na compreensão prévia da temática em foco, apresenta- se uma coletânea constituída de um cartaz e dois fragmentos de textos retirados de fontes diversas.

COLETÂNEA

TEXTO 1

Art. 1o Esta Lei cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8o do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Violência contra a Mulher, da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher e de outros tratados internacionais ratificados pela República Federativa do Brasil; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; e estabelece medidas de assistência e proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

Artigo da Lei n. 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004- 2006/2006/lei/l11340.htm>. Acesso em: 16 out. 2010.

TEXTO 2

TEXTO 3

Denúncias de violência contra a mulher crescem 112% em 2010

Manchete de reportagem. Disponível em: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2010/08/denuncias- de-violencia-domestica-contra-mulher-crescem-112- em-2010.html. Acesso em: 16 out. 2010.

A violência contra a mulher tem sido, por um lado, objeto de reflexões de diversos estudiosos e, por outro, alvo de ações implementadas por órgãos governamentais e não governamentais no intuito de denunciar e erradicar esse crime.

Neste segundo semestre de 2010, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está desenvolvendo uma campanha publicitária nacional com o objetivo de promover a aplicabilidade da Lei Maria da Penha tanto por parte dos órgãos Judiciários como pela sociedade. Com o slogan “Violência contra a mulher não tem desculpa, tem Lei”, filmes, cartazes, banners e outras peças de propaganda estão sendo veiculados por diversos meios de comunicação. O CNJ está fazendo a sua parte. Você também deve fazer a sua.

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Escreva uma carta aberta à sociedade natalense com o intuito de convencê-la a participar dessa campanha e a não se calar diante das diversas formas de violência praticadas contra a mulher.

EXPECTATIVAS DA BANCA:

Atribuiu-se nota ZERO ao texto em qualquer uma das condições seguintes:

1. Não abordar o tema.

2. Não manifestar uma intenção comunicativa.

3. Não manifestar um ponto de vista nem argumentos que o sustentem.

4. Redigir o texto em versos.

5. Compor o texto recorrendo exclusivamente à copia de fragmentos da coletânea.

6. Revelar uma total falta de controle da modalidade escrita em seus diversos aspectos.

2. CARTA DO LEITOR

Algumas vezes, os leitores de jornais, revitas e meios de comunicação de massa podem se manifestar sobre o que leram nesses canais de imprensa por meio de uma carta denominada “carta do leitor”. Este é um gênero textual muito comum e usual na sociedade, pois dá voz aos leitores, a fim de que eles possam se comunicar com os redatores das mídias jornalísticas. Algumas universidades cobram esse tipo de carta por considerarem importante que o pré-universitário saiba como redigir uma resposta a provocações da mídia.

A variedade linguística usada nessas cartas é a linguagem informal, já que o público leitor dessas mídias é quem vai ler a carta, cuja revista, jornal ou qualquer outro suporte faz questão de publicar, a fim de tornar conhecida, por todos os seus leitores, a opinião, a crítica ou o elogio de algum outro leitor.  A despeito disso, a banca exige do candidato uma proficiência redatora dentro do padrão normativo da língua, já que o propósito ali não é o mesmo da revista, mas o de avaliar o candidato em sua prática linguística e adequação a todo gênero textual veiculado na sociedade.

A seguir, veja um modelo desse tipo de carta e a estrutura mais ou menos (é um pouco maleável essa estrutura) exigida para escrevê-lo.

Reportagem de origem

Separação (323/2004) Divórcio sem (muito) stress

Nós, brasileiros, estamos acostumados a ver juras de amor, feitas diante de Deus, serem quebradas por traição, interesses financeiros e sexuais. Casais se separam como inimigos, quando poderiam ser bons amigos, sem traumas.

JOSÉ WILDES DE LIMA,

Jaboatão, PE Separação

Carta do leitor

Bastante interessante a reportagem sobre separação. Mas acho que os advogados consultados, por sua competência, estão acostumados a tratar de grandes separações. Será que a maioria dos leitores de ÉPOCA tem obras de arte que precisam ser fotografadas antes da separação? Não seria mais útil dar conselhos mais básicos? Não seria interessante mostrar que a separação amigável não interfere no modo de partilha dos bens? Que, seja qual for o tipo de separação, ela não vai prejudicar o direito à pensão dos filhos? Que acordo amigável deve ser assinado com atenção, pois é bastante complicado mudar suas cláusulas? Acho que essas são dicas que podem interessar ao leitor médio.

ERNESTO LIPPMANN

São Paulo, SP

Como não há espaço suficiente nas revistas ou jornais (e outras mídias) para a publicação das cartas na íntegra, os textos são resumidos e somente os trechos mais relevantes são divulgados. O que não acontece com a prova de redação, pois você terá de escrever a carta integral, abordando a exigência da banca. Portanto, fique atento a todos os quesitos exigidos por cada banca para a formulação de sua carta de leitor.

Veja agora a proposta de redação do exame Vestibular de 2012 da Universidade Federal do Paraná:

Observe que a banca manifesta todas as exigências a serem cumpridas pelo candidato na hora de redigir a carta.

1. O destinatário: Seção “Cartas” da revista Superinteressante

2. O manifesto: seu ponto de vista em relação ao tema (eliminação da meia entrada e redução de preços dos ingressos)

3. Retomar argumentos do infográfico para dar sustentação à sua tese (afirmá-los ou contrariá-los)

4. Número de linhas (12 a 15)

5. Não assinar a carta sob pena de ter a redação anulada.

6. Iniciar a carta com o destinatário indicado : Sr. Editor,  

Vejamos um exemplo de redação de um candidato e sua respectiva avaliação.

Carta do leitor:

Senhor Editor do Departamento de Cartas da Revista Superinteressante.

Na última edição da Revista Julho/2011 – onde fala sobre a meia entrada para estudantes, acho válido algumas afirmações, mas não concordo com outras. Afinal a venda de ingressos pela metade do preço atrai mais pessoas, e isso acaba aumentando o lucro, apesar de ser 80% o número de pagantes.

Por outro lado, os empresários responsáveis por esses locais deviriam entrar em acordo para que pelo menos 50% pagasse meia e não 80% como é atualmente, e a outra metade pagasse  inteira, talvez isso diminuía o prejuízo.

Mas também o empresário tem outras alternativas como elevar os preços de serviços que são oferecidos pelo local, como Alimentação, Estacionamento entre outros, isso ajuda a minimizar as consequência.

Bom isso é o que o penso sobre a meia entrada para os estudantes.

P.R.S.R, Maringá – Paraná

ANÁLISE DO TEXTO:

O texto em questão merece ser avaliado como “regular”.

Trata-se de uma produção textual dentro do gênero solicitado pela proposta: uma carta de leitor porque possui as características suficientes para definirem o texto como pertencente a este gênero, mas suas partes estão mal definidas e a opinião superficialmente abordada.

A interlocução, por exemplo, fica restrita ao vocativo, somente no início e no alto do texto (“Senhor Editor do Departamento de Cartas da Revista Superinteressante”); no corpo da carta, no entanto, essa marca de interlocução desaparece e o texto se aproxima de um relato. Não há marcas explícitas de que aquela carta foi escrita exclusivamente para um determinado profissional representante de uma seção de cartas.

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