COMPETÊNCIA 1: SUA REDAÇÃO E A GRAMÁTICA

A competência 1 representa o critério de verificação dos aspectos gramaticais e organização sintática do texto apresentado na avaliação. Se há diversos valores de correção voltados para o conteúdo, argumentação, domínio de outras áreas e proposta de intervenção, é neste quesito que a banca verifica os critérios gramaticais e de convenção escrita da língua.
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ALÉM DOS ERROS DE ESTRUTURAÇÃO SINTÁTICA, ACENTUAÇÃO GRÁFICA E CRASE SÃO AS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS CANDIDATOS. ENTRE OS PRINCIPAIS PROBLEMAS, DESTACAM-SE:

Ausência de oração principal:  Embora ele seja bastante esforçado e um grande administrador daquela empresa.

Ausência de oração:  A pesquisa do aluno, fonte segura de aquisição de conhecimento, um valioso auxílio na formação profissional dele.

Didática imbatível de nossos professores!

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14 meses de acesso

  • Turma Extensiva 2020/2021
  • 6 Simulados
  • 4 Redações Corrigidas por mês

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Eu quero

Contração (indevida) da preposição com o pronome sujeito de um verbo no infinitivo:  A maneira dele agir no grupo não agradou ao mestre. (A maneira de ele agir no grupo…)  O fato dela ter saído (O fato de ela ter saído…)

Iniciar frase ou oração por pronome oblíquo:  Nos garantiu o agente de viagem que viajaríamos para o sul do Brasil.

Utilizar o fenômeno da crase antes de palavras masculinas ou femininas, no plural, sem que haja a presença de artigo definido: Jamais deixou de fazer referência à herói de guerra.  (… fazer referência a herói…); Dirigiu-se à pessoas inteligentes.  (Dirigiu-se a pessoas inteligentes).

Empregar uma única preposição para verbos de regências diferentes:  Entrei e saí da sala do chefe. (Entrei na sala do chefe e saí de lá.)

Utilizar um só complemento (objeto) para verbos de regências diferentes:  Ouvi e concordei com as ideias dos subordinados. (Ouvi as ideias dos subordinados e com elas concordei.)

Usar indevidamente a vírgula nos seguintes casos:

Separar sujeito do predicado:  A chuva prolongada, tornou o dia monótono para os noivos.

Separar o verbo de seus complementos (objetos direto ou indireto):  Ele aprendeu, o valor do estudo e da persistência.  Todos obedeceram, às ordens dadas.

Colocar a vírgula no início da linha, quando “não couber” no final da anterior. 

Usar o artigo entre o pronome relativo cujo (ou cuja e suas formas no plural) e o substantivo que o segue: O navio cujo o motor enguiçou não chegará ao porto hoje.

Separar, por hífen, as desinências número-pessoais ou confundi-las com pronomes oblíquos:  Se ela começa-se a falar alto… (começasse); Comentaría-mos o jogo de futebol… (Comentaríamos).

Divisão silábica inadequada, principalmente com relação a dígrafos:  co-rri-da (cor-ri-da), bis-a-vô (bi-sa-vô).

Emprego errado dos pronomes oblíquos:  Entre eu e você há uma grande lealdade. (Entre mim e você… ou Entre você e mim…); Eu lhe vi na festa.  (Eu o vi na festa).

Ausência da preposição exigida diante do pronome relativo:  No dia que nasci, fazia sol. (No dia em que nasci, fazia sol.)  O autor cuja obra falaste… (O autor de cuja obra falaste…)

Mau uso de há, a ou à:  Ele saiu a poucos minutos. (Ele saiu há poucos minutos); Daqui há dez dias, irei ate lá. (Daqui a dez dias…); A casa fica há quase duas horas daqui. (A casa fica a quase duas horas daqui.)

Erro no emprego de mau ou mal:  Ele tem o mal costume de mexer na minha gaveta.  (Ele tem o mau costume…)  Você precisa saber o mau que nos fez. (Você precisa saber o mal…)

Erro no emprego de mas e mais:  Ele estudou esse assunto, mais não realizou um bom teste. (…mas não realizou…)  Você estudou mas que eu. (Você estudou mais que eu)

Emprego indevido dos conectivos, gerando falta de sentido:  Chovera o dia inteiro, embora a rua estivesse alagada. (…porque…, já que…); A direção da escola não suspendeu as aulas, à proporção que os alunos não concordassem.  (conquanto, embora, se bem que, ainda que…)  “Levando em conta as estatísticas, cada vez mais os jovens estão ligados com as drogas, por que na infância muitos deles foram abandonados pelos pais e não tinham a mínima condição de sustentação e por outro lado muitos dos jovens atletas se sentem bem fisicamente com as drogas, contudo a maioria dos jovens dessa classe média se sentem realizados profissionalmente.”

OBSERVAÇÃO:

Sem falar nos demais erros cometidos no trecho acima.

Erros crassos de ortografia:  derepente ou derrepente (de repente), porisso (por isso), afim de (a fim de), converça (conversa),  extabelecer (estabelecer), componhe-se (compõem-se), emgrenagem (engrenagem), possue (possui), começei (comecei),  proteje (protege), inprenssa (imprensa), atravez (através) aguir (agir), teqnológico (tecnológico) colhetar (coletar), antende (atende), encelência (excelência), enterpretação (interpretação)…

Graves erros de concordância, principalmente o verbo haver, no sentido de existir: Haviam pessoas lá fora.  (Havia pessoas lá fora.)

Graves erros de regência, incluindo crase: O assunto que falei…, A pessoa que me refiro…, O filme que assisti…, Entreguei o livro à ele., Atendeu à vários pedidos.

Erros no emprego de por que, por quê, porque, porquê: Porque você saiu?  Não compreendi o por que da pergunta.

Emprego errado do artigo após as contrações pelo, pela, pelos, pelas: pelo o caminho, pelas as ruas.

Repetição de vocábulos muito próximos, principalmente conectivos (conjunções e pronomes relativos), substantivos e verbos.

Erro no emprego da voz passiva pronominal:   Vende-se casas.  Esperava-se várias pessoas na festa.

Emprego errado do verbo ter no lugar de haver:  Tem uma pessoa esperando por você

A PONTUAÇÃO REPRESENTA TAMBÉM UMA DAS PRINCIPAIS PREOCUPAÇÕES DOS CANDIDATOS NA HORA DE ESCREVER:

Já se sabe que um erro no emprego de algum sinal de pontuação pode acarretar prejuízos incalculáveis ao texto, fazendo, até mesmo, com que o conteúdo “machista” de uma declaração passe ao extremo, “feminista”, como é o caso de: “Se os homens soubessem o valor que têm, as mulheres viveriam de joelhos a seus pés.” (machista).   >   “Se os homens soubessem o valor que têm as mulheres, viveriam de joelhos a seus pés.” (feminista).  

Dessa forma, registraremos, aqui, um reforço no estudo das regras de pontuação, chamando atenção para dois dos sinais que mais roubam pontos aos candidatos em suas escritas:  a vírgula e o ponto-e-vírgula.

Vírgula

Deve ser empregada:

A) para separar elementos de mesma função sintática (coordenados).  Exemplos: Carlos, Maria, José e eu fomos à festa. (sujeito)  Comprei roupas, flores, brinquedos e jóias. (objeto direto)  Ela é inteligente, bonita, educada, gentil e sensual. (predicativo)

B) antes de orações coordenadas assindéticas.  Exemplo:  Saiu, fez compras, voltou tarde, estava cansada.

C) para separar orações coordenadas sindéticas, à exceção das aditivas.  Exemplo: Ela saiu, contudo já voltou.    Penso, logo existo.      Ou trabalha, ou estuda.

OBSERVAÇÃO

É possível usar vírgula antes de uma oração coordenada aditiva (emprego facultativo), quando seu sujeito é diferente do que foi apresentado na oração anterior.

Exemplo: Ele trabalha(,) e ela cuida dos filhos.

D) para separar as orações subordinadas adjetivas explicativas.  Exemplo: O homem, que é um ser mortal, julga-se, às vezes, eterno.

E) para destacar o aposto ou o vocativo.  Exemplo.: Pelé, Rei do Futebol, marcou um belo gol. (aposto)     Pelé, faça um belo gol para a torcida brasileira. (vocativo)

F) para separar orações intercaladas.  Exemplo:  Minha rua, isso é um fato por demais conhecido de todos, é muito perigosa.

G) para destacar adjuntos adverbiais fora de sua posição normal.  Exemplo:  Nesta semana, estou embarcando para a França.   Ele falou, naquele lugar, que não era favorável à troca dos jogadores.

H) para indicar a oração subordinada adverbial antes da principal. Exemplo: Quando a noite chegou, os animais se recolheram.

OBSERVAÇÃO

Em caso oposto, a vírgula é facultativa.  Os animais se recolheram (,) quando a noite chegou.

I) para separar  o local da data.  Exemplo:  Rio de Janeiro, 27 de setembro de 1999.

J) para separar orações reduzidas (de infinitivo, gerúndio ou particípio).  Exemplo:  Chegando lá, telefone-me logo. Terminada a festa, todos foram para suas casas.

K) para destacar os pleonasmos (repetições).  Exemplo:  Líder dos estudantes, já não o sou há mais de dois anos.

L) para atestar elipse ou zeugma.  Exemplo: Eu gosto de montanha; ela, de praia. (gosta)    Ele abriu os olhos: primeiro, um; depois, o outro.  (abriu, olho)

OBSERVAÇÃO

Entre os erros de pontuação mais comuns, no que se refere ao emprego da vírgula, destacam-se:

A) separar o sujeito do predicado;

Exemplo: Ele, foi à praia.

B) separar o verbo de seus complementos; 

Exemplo: Ela comprou, livros e objetos de arte. Ela entregou a encomenda, a seu amigo.

C) separar as orações subordinadas substantivas das principais. 

Exemplo:  Ela disse, que estava cansada.   A verdade é, que não o conheço.

Ponto-e-vírgula

Deve ser empregado:

A) em orações coordenadas extensas, quando, dentro destas, já houver a ocorrência de vírgula.  Exemplo: Ela, que é muito esperta, queria uma ajuda do pai; necessitava, acima de tudo, da aquiescência da mãe, dos avós e dos irmão; sabia que, antes de qualquer coisa, o seu nome estava em jogo.

B) para separar itens de uma lei, um estatuto, um decreto ou outro documento semelhante. Exemplo:  Artigo 1º   –   Será considerado mau cidadão aquele que cometer alguma das seguintes faltas:

1. cuspir no chão, em ambientes fechados ou abertos;

2. avançar o sinal vermelho em qualquer via pública;

3. jogar lixo fora das lixeiras, mesmo que o detrito se resuma a um minúsculo papel de bala;

4. atirar latas de cerveja ou refrigerantes nas vias públicas, através das janelas dos veículo, parados ou em movimento;

5. fazer necessidades fisiológicas em logradouros públicos;

6. falar alto em qualquer ambiente, fechado ou não;

7. não utilizar as expressões “por favor”, antes de uma solicitação, e “obrigado(a)”, após qualquer gentileza que lhe fizerem.

C) em orações coordenadas sindéticas adversativas, quando os conectivos, deslocados, não iniciarem a oração.  Exemplo: Tinha uma grande dúvida; não quis, entretanto, incomodar o professor.     Esqueceu o guarda-chuva em casa; não poderá, assim, sair agora, sob esta chuva forte.

D) em orações coordenadas sindéticas adversativas, substituindo a vírgula, quando há um desejo de se realçar a idéia de oposição.  Exemplo: Ele sabia toda a matéria; mas não era ela quem iria reconhecer a sabedoria do irmão.

E) em orações coordenadas assindéticas, ainda que apresentem um valor adversativo.  Exemplo: Fiz todo o meu serviço; ninguém reconheceu o meu esforço.

Sabe-se que as questões ortográficas representam mais um desafio à memória do que à inteligência. Em um contexto informatizado, com corretores por todo lado, muitas vezes, gravar a grafia correta de uma palavra. Algumas reflexões sobre a convenção escrita.

1. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /Z/

A) Dependendo da sílaba inicial da palavra, pode ser representado pelas letras z, x, s:

1. Sílaba inicial a → usa-se z – azar, azia, azedo, azougue, azêmola… Exceções: Ásia, asa, asilo, asinino.

2. Sílaba inicial e → usa-se  x – exame, exemplo, exímio, êxodo, exumar… Exceções: esôfago, esotérico.

3. Sílaba inicial i → usa-se s – isento, isolado, Isabel, lsaura, lsidoro…

4. Sílaba inicial o → usa-se s – hosana, Osório, Osíris, Oséias… Exceção: ozônio

5. Sílaba inicial u → usa-se s – usar, usina, usura, usufruto…

B) No segmento final da palavra (sílaba ou sufixo) pode ser representado pelas letras z e s:

1. letra z – se o fonema /z/ não vier entre vogais:

az, oz – (adj. oxítonos) audaz, loquaz, veloz, atroz…

iz, uz – (pal. oxítonas) cicatriz, matriz, cuscuz, mastruz…

Exceções: anis, abatis, obus.

ez, eza – (subst. abstratos) maciez, embriaguez, avareza…

2. letra s – se o fonema /z/ vier entre vogais:

asa – casa, brasa…

ase – frase, crase…

aso – vaso, caso…

Exceções: gaze, prazo.

ês(a) – camponês, marquesa…

ese – tese, catequese…

esia – maresia, burguesia…

eso – ileso, obeso, indefeso…

isa – poetisa, pesquisa…

Exceções: baliza, coriza, ojeriza.

ise – valise, análise, hemoptise…

Exceção: deslize.

iso – aviso, liso, riso, siso…

Exceções: guizo, granizo.

oso(a) – gostoso, jeitoso, meloso…

Exceção: gozo.

ose – hipnose, sacarose, apoteose…

uso(a) – fuso, musa, medusa…

Exceção: cafuzo(a).

C) Verbos:

1. Terminação izar – derivados de nomes sem “s” na última sílaba:

utilizar, avalizar, dinamizar, centralizar…

 cognatos (derivados com mesmo radical) com sufixo “ismo”:

(batismo) batizar- (catecismo) catequizar…

2. Terminação isar – derivados de nomes com “s” na última sílaba:

avisar, analisar, pesquisar, alisar, bisar…

3. Verbos pôr e querer – com “s” em todas as flexões:

pus, pusesse, pusera, quis, quisesse, quisera…

D) Nas derivações sufixais:

1. letra z – se não houver “s” na última sílaba da palavra primitiva: marzinho, canzarrão, balázio, bambuzal, pobrezinho…

2. letra s – se houver “s” na última sílaba da palavra primitiva: japonesinho, braseiro, parafusinho, camiseiro, extasiado…

E) Depois de ditongos:

1. letra s – lousa, coisa, aplauso, clausura, maisena, Creusa…

acender = pôr fogo   /   ascender = subir, elevar-se

acento = sinal gráfico   /   assento = local onde se assenta

apreçar = ver o preço, estipular o preço   /   apressar = tornar rápido

arrear = pôr arreios   /   arriar = abaixar

bocal = embocadura   /   bucal = referente à boca

bucho = estômago de animais   /   buxo = arbusto ornamental

caçar = perseguir a caça   /   cassar = anular, fazer cessar direitos

cela = aposento de religiosos   /   sela = arreio de cavalgadura

celeiro = depósito de provisões   /   seleiro = fabricante de selas

censo = recenseamento   /   senso = juízo claro

cerrar = fechar   /   serrar = cortar

cessão = doação   /   se(c)ção = corte, divisão   /   sessão = reunião

comprido = longo

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