COMPETÊNCIA 4 – Sua redação, os conectivos e as repetições

Na hora de redigir um texto, você pode dominar o tema, ter excelentes ideias, ser bom em gramática e ainda ter várias propostas de intervenção possíveis. Porém, se não for capaz de arrumar esse conteúdo de forma clara, coesa e coerente, sua nota não será máxima.
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Um texto mal organizado, com partes relacionadas ao tema, mas que não se relacionam entre si é tão prejudicial à compreensão quanto um texto incompleto, pela metade, inacabado. Por isso, discutir os critérios de coerência é tão importante para boa elaboração de uma redação, sobretudo, para o ENEM.

A partir disso, você pode perceber que competências e habilidades relacionadas ao conhecimento de gramática não estão relacionadas às competências e habilidades envolvidas com domínio de argumentos e não garantem aquelas ligadas à organização textual ou à capacidade de apresentar propostas direcionas ao problema social envolvido no texto.

A redação do ENEM, desse modo, não está relacionada apenas a critérios aleatórios, mas tenta verificar desempenhos cognitivos específicos relacionados a capacidade humana de interagir com o outro por meio de textos escritos. Apesar de desenvolver na fala boas ideias, se não for pala prática constante, dificilmente qualquer indivíduo saberá materializar competentemente suas ideias na escrita.

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Então, do que trata a competência 4?

DEMONSTRAR CONHECIMENTO DOS MECANISMOS LINGUÍSTICOS NECESSÁRIOS PARA A CONSTRUÇÃO DA ARGUMENTAÇÃO.

Nesta competência, a banca avalia se o candidato é capaz de apresentar suas ideias de forma coesa e coerente. Portanto, você deve estar atento a quê?

A) Estruturação dos parágrafos:

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Evite parágrafos muito longos e mal pontuados. Em um texto dissertativo-argumentativo, o parágrafo é formado por uma ideia principal relacionados a ideias secundárias. De maneira geral, a divisão de um parágrafo em três períodos favorece bastante sua organização.

B) Estruturação dos períodos:

Os períodos –  no gênero dissertativo – são estruturados com mais de uma oração, são compostos. Isso se deve à necessidade de expressarem-se ideias de causa-consequência, contradição, temporalidade, comparação, conclusão, entre outras possibilidades.

C) Repetição de palavras:

uma palavra escrita não pode chamar mais atenção em um texto do que as ideias por ele expressas. Nesse sentido, repetir palavras de forma exagerada extravia a atenção do leitor dada a mostra de desorganização.

Quando se constrói um texto, é como se estivesse edificando uma parede. As ideias são os tijolos que precisam, porém, estarem unidas pela coesão da massa de cimento. Dessa forma, ainda que as ideias sejam relevantes, consistentes e dentro do tema, se não houver uma boa união desse conteúdo, a redação não é segura. A parede desmorona, mesmo com tijolos fortes, na ausência de uma boa liga entre elas.

COMO EVITAR REPETIÇÃO DE PALAVRAS NO TEXTO?

Entre outras possibilidades, destacam-se a pronominalização bem como o uso de sinônimos, hiperônimos e hipônimos.

SUBSTITUIÇÃO POR MEIO DA PRONOMINALIZAÇÃO:

Os pronomes são relevantes recursos para a construção dissertativa, uma vez que podem substituir vários elementos do texto. Veja como a substituição por meio da pronominalização poderá ser feita:

A) Substituição com pronomes pessoais:

Os candidatos estavam enganados, por isso o líder do grupo pediu-lhes que aguardassem.

Evite: 

Os candidatos estavam enganados, por isso o líder do grupo pediu aos candidatos que aguardassem.

B) Substituição com pronomes demonstrativos:

O ministério não aprovou as condições de trabalho semana passada. Depois disso, decidiu por novas diretrizes.

Evite:

O ministério não aprovou as condições de trabalho semana passada. Depois de não aprovar as condições de trabalho, decidiu por novas diretrizes.

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C) Substituição com pronomes indefinidos:

Os grevistas compareceram à reunião e todos foram atendidos pelo secretário de cultura.

Evite:

Os grevistas compareceram à reunião e os grevistas foram atendidos pelo secretário de cultura.

D) Substituição com pronomes adverbiais:

A Europa discute novas leis de imigração. Lá a crise já está muito avançada.

Evite:

A Europa discute novas leis de imigração. Na Europa, a crise já está muito avançada.

E) Substituição com pronomes relativos:

A crise política se agravou nos últimos dias, que foram muito difíceis.

Evite:

A crise política se agravou nos últimos dias, os últimos dias foram muito difíceis.

F) Substituição com pronomes numerais:

Brasil e Chile estão na liderança. Os dois devem disputar a final do campeonato.

Evite:

Brasil e Chile estão na liderança. Brasil e Chile devem disputar a final do campeonato.

SUBSTITUIÇÃO POR MEIO DE SINÔNIMOS, HIPERÔNIMOS E HIPÔNIMOS:

A) Sinônimos:

Os professores do curso de Psicologia promoveram um encontro com os alunos do segundo período da graduação. Os docentes também solicitaram aos estudantes que participassem de uma dinâmica de grupo.  

Evite:

Os professores do curso de Psicologia promoveram um encontro com os alunos do segundo período da graduação. Os professores do curso de Psicologia também solicitaram aos alunos que participassem de uma dinâmica de grupo.  

B) Hiperônimos e hipônimos:

Mandou comprar abóbora, cenoura, batata e mandioca. Tais legumes serão utilizados nas receitas.

Evite:

Mandou comprar abóbora, cenoura, batata e mandioca. Abóbora, cenoura, batata e mandioca serão utilizados nas receitas.

Os militares chegaram primeiro. Generais, coronéis, sargentos e cabos foram pontuais no encontro marcado.

Evite: Os militares chegaram primeiro. Os militares foram pontuais no encontro marcado.

AS EXPRESSÕES CONECTIVAS

As expressões conectivas são de extrema importância num texto, visto que sua função é unir, ligar (relacionar), ao parágrafos, os termos de orações ou elas próprias, o que se torna mais importante, uma vez que estabelecerão várias circunstâncias, servindo, assim, de elementos de coesão para um texto. Observe que uma frase pode estar completamente desprovida de sentido, de lógica, de coerência, se for empregado um conectivo (conjunções ou pronomes relativos) inadequado.  Veja os seguintes exemplos: 

A) A diretora decidiu pelo adiamento do exame, logo os estudantes não fizeram tal pedido.

B) Os alunos não foram bem avaliados na prova, se tivessem estudado muito.

Você deve ter percebido, com bastante facilidade, que a lógica das duas afirmações ficou comprometida, em função do indevido emprego de uma conjunção conclusiva e de outra condicional, respectivamente.  Por outro lado, as duas frases passariam a apresentar coerência, se substituíssemos os dois conectivos , respectivamente, por  porém  e  embora (ambas conjunções concessivas).

Da mesma forma, veja o que ocorre com o emprego dos pronomes relativos:

1) O estudante onde o pai é professor desta escola não assistiu à minha aula.  

2) O professor cujo quem falou que daria matéria nova aplicou uma questão.

Os conectivos dentro do contexto podem representar expressões:

A) Aditivas: e, nem, mas também, mas ainda, como também, bem como.

B) Adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, e.

C) Alternativas: ou, ou… ou, ora… ora, quer… quer, seja …seja.

D) Conclusivas: logo, portanto, senão, por isso, por conseguinte, pois 9 (deslocado na segunda oração).

E) Explicativas: porque, que, porquanto e pois

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

Integrantes: que, se.

A) Causais: porque, visto que, pois que, como.

B) Comparativas: como, (mais) que, (menos) que, assim como, tal qual.

C) Condicionais: se, caso, uma vez que, posto que, salvo se, sem que.

D) Concessivas: embora, ainda que, se bem que, mesmo que.

E) Conformativas: conforme, segundo, consoante, como.

F) Consecutivas: tão… que, tal …que, tanto… que, de modo que.

G) Finais: para que, a fim de que, de sorte que, de modo que, porque.

H) Proporcionais: à medida que, à proporção que, quanto mais… menos.

I) Temporais: quando, mal, logo que, assim que. sempre que, depois que.

A preposição também desempenham importante papel coesivo na estruturação do texto:

Preposição: A palavra invariável que liga duas palavras, estabelecendo entre elas uma relação de dependência.

1) Preposições essenciais: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre.

Era nosso agregado desde muitos anos.

E jorrou a água de todos os afluentes…

O velho pescador usava óculos sem aros.

OBSERVAÇÃO: pelo (per+o), pelos (per+os), pela (per+a), pelas (per+as).

2) Preposições acidentais: afora, conforme, consoante, durante, exceto, fora, mediante, menos, salvo, segundo, senão, tirante, visto, etc.

Salvo melhor juízo, julgo correta a expressão.

Ele sofreu um acidente durante o exercício.

Eles sempre se vestiam conforme a moda.

3) Locução prepositiva: ao lado de, abaixo de, acima de, a despeito de, a fim de, ao redor de, a par de, apesar de, de acordo com, por causa de, graças a, junto a, até a, etc.

O perigo morava ao lado de todos.

Passamos no concurso graças a nossa capacidade intelectual.

A prova foi realizada de acordo com o calendário do edital.

Observe que não lhe foi possível compreender o que se deseja comunicar, em função dos erros no emprego dos pronomes relativos, os quais devem estar relacionados, como atesta o próprio nome, a um termo antecedente.  No caso, as duas frases estariam corretas da seguinte forma:

1) O aluno cujo pai é professor desta escola não assistiu à minha aula.      

2) O professor que (o qual) disse que daria matéria nova aplicou um exercício.                             

Ainda no campo dos pronomes relativos, é bom lembrar que o seu emprego excessivo também pode gerar incorreções ou construções de gosto duvidoso.  Nesse caso, é melhor que sejam substituídos por outros mecanismos de construção.  Repare neste exemplo: 

Conversei com o irmão do rapaz, que me falou da prima, que está feliz desde o dia em que a filha passou no ENEM, que é um exame muito disputado pelos jovens, que desejem entrar numa universidade.

Então, como faço para evitar a repetição do “que”?

Sendo conjunção integrante, pode substituir por uma forma de infinitivo:

A) O Presidente disse que sabe a verdade./ O Presidente disse saber a verdade.

B) A promotora afirmou que faz parte do caso. / A promotora afirmou fazer parte do caso.

Sendo pronome relativo, pode ceder lugar:

A) A um aposto (Aquele profissional que estudou o assunto… / Aquele profissional, estudioso do assunto,…);

B) A um adjunto adnominal ( A funcionária que fala muito… / A funcionária muito falante…);

Você pode perceber em textos bem construídos que, além das conjunções e dos pronomes relativos, outros elementos também podem atuar como conectores, como é o caso dos chamados termos de transição. Entre eles, podemos citar os que transmitem circunstâncias de:

Inclusão: mesmo, até, inclusive, também

Continuidade: além de, também, ainda por cima, bem como

Tempo: antes, em seguida, posteriormente, mais tarde, depois, já, então

Afetividade: ainda bem, ainda bem que, felizmente, Deus queira, queira Deus, oxalá, pudera

Retificação: aliás, isto é, quer dizer, ou seja

Afirmação: com certeza, certamente, de fato, por certo, indubitavelmente, sem dúvida

Restrição: apenas, só, somente, unicamente

Explicação: por exemplo, isto é, a saber

Conclusão: em resumo, em síntese, em suma

Consequência: consequentemente, dessa forma, desse modo, com efeito assim

Prioridade: em primeiro lugar, primeiramente, de saída, antes de tudo, acima de tudo, inicialmente

Oposição: ao contrário de, pelo contrário, em contrapartida

Exclusão: menos, exceto, apenas, salvo, senão, só, somente

Ênfase: até, até mesmo, só, no mínimo, no máximo

Dúvida: talvez, provavelmente, quiçá

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