ESTRATIFICAÇÃO E DESIGUALDADES SOCIAIS

Ao longo da História da Humanidade, dividimos e classificamos os grupos e indivíduos em escalas. De acordo com o tempo e o espaço, as estruturas sociais assumiram formas e denominações específicas. Mas o que é estrutura social?
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

Estrutura social é a ordem estabelecida entre o conjunto de relações entre os homens e toda a sua produção material e cultural. Esses indivíduos passam a ser hierarquizados em escalas superiores e inferiores e, em cada espaço e momento histórico, são usados critérios diferentes. Dentre as funções atribuídas ao processo de estratificação, está a de motivar e localizar os indivíduos na estrutura social. As estratificações são desiguais e representam uma distribuição não igualitária de funções, direitos e obrigações na sociedade.

Existem alguns tipos de estratificação social: as castas, os estamentos e as classes.

CASTAS

As castas são compostas de um grande número de grupos pelos aspectos da ascendência e a ancestralidade são determinantes. Esse é um modelo de estratificação que não apresenta nenhuma possibilidade de mudança de posição social, por isso, é chamada de fechado, ou seja, a pessoa que pertence a uma casta só pode casar- se com um membro da mesma (A endagamia, como chamamos).

Intensivo 2020

Um curso preparatório para o ENEM totalmente a distância, com simulados, redações corrigidas e comentadas, 4 aulas ao vivo, acervo de mais de 500 aulas gravadas para baixar em seu smartphone e assistir em qualquer lugar e a qualquer momento!

No Plano Intensivo você tem acesso a 2 turmas: a turma prodígio, que começou em maio, a turma intensiva que irá iniciar em agosto.

Intensivo

Validade: 6 meses de acesso

  • 20 Aulas ao vivo por semana
  • 2 Simulados
  • 2 Redações Corrigidas por mês

R$ 544,44

12x de: R$

R$ 14,90

Eu quero

Exemplo: Na Índia, a casta tinha caráter religioso.

ESTAMENTOS

Os estamentos são constituídos, como uma forma de estratificação social, de camadas sociais mais fechadas do que as classes e mais abertas do que as castas. Por isso, chamamos esse sistema de semiaberto. Os estamentos são reconhecidos por lei e geralmente ligados ao conceito de honra. O prestígio é o que determina a posição da pessoa na sociedade.

Ex.: sociedade pré-capitalista: a sociedade feudal,  a sociedade de transição na Europa, onde a nobreza e o clero tinham posições definidas sem chance de mobilidade. Os nobres se posicionaram no topo das estruturas sociais porque tinham prestígio social, nome, e ganharam respeito por isso, sendo, reconhecidos socialmente.

Intensivo Plus

A prepara'ç˜ção mais completa para estudar

Curso preparatório para o ENEM e para os Vestibulares de São Paulo, como Fuvest e Unicamp, que não utilizam o ENEM como forma de ingresso, com apoio pedagógico, plano de estudos, aulas ao vivo, mais de 500 aulas gravadas, aulas de nivelamento, aulas com técnicas de redação e tudo o que você precisa para conseguir aquele notão no vestibular!

Intensivo Plus

Validade: 06 meses de acesso

  • 4 Aulas ao vivo por semana
  • 3 Simulados
  • 3 Redações Corrigidas por mês

R$ 493,50

12x de: R$

R$ 19,90

Eu quero

As classes são constituídas a partir de uma forma de estratificação social onde a diferenciação dos indivíduos é feita de acordo com o poder aquisitivo. Não há desigualdade de direito, pois a lei prevê que todos sejam iguais, independentemente de sua condição de nascimento ainda que haja uma desigualdade de fato, como é facilmente percebível por todos, pela questão da renda.

Exemplo: Sociedades capitalistas.

A ESTRATIFICAÇÃO SOCIAL NO BRASIL

Se analisarmos a estratificação social no Brasil, a maioria dos estudos nos aponta para a discussão acerca do status socioeconômico. Em uma sociedade em que a escravidão tomou posição de destaque durante tanto tempo, a primeira classificação é relativa ao trabalho, separando escravos e livres.

Mas nem este critério, aparentemente inconfundível, é tão definido como parece, pois era muito pequena a diferença entre um negro de ganho, escravo, que trabalhava praticamente em liberdade, e um negro alforriado, de quem os brancos continuavam a exigir sinais de reverência e submissão. Os brancos exigiam que os negros, mesmo livres, lhes cedessem o lugar nas estradas e ruas. O mulato claro tinha maior facilidade de alforria. Era ponto de honra branco só hospedar-se com branco. Mesmo nas Misericórdias faziam-se restrições ao negro. Embora fosse corrente o dito que negro rico é branco e branco pobre é negro, a realidade era outra; é fácil perceber como o negro livre mantinha arraigada a mentalidade de escravo, reconhecendo a sua posição na sociedade racista. Apesar da grande influência que tiveram os mulatos na vida nacional, principalmente após 1831, e, de modo especial, pelo caminho do Exército, eles carregavam sempre os complexos raciais, procurando aproximar-se o mais possível do tipo branco.

(JUNIOR, Prado. C. Formação, p. 97-98). 

Entramos assim em outro fator de classificação em que se misturavam classe e raça. A cor, ou melhor, os estigmas raciais, principalmente da raça negra, eram critérios de segregação, impediam ou limitavam  a ascensão social. Quando fala-se em “subir” de nível social, isso significa subir para a classe dos privilegiados, que exerciam influência na sociedade: a classe dos ricos. A propriedade, a riqueza, eram fatores determinantes na escala social, mas não eram exclusivos. Havia negros ricos; não muitos, mas havia; e eles jamais fariam parte da classe alta, por lhes faltar o outro elemento, o racial. Não é por acaso que, ao delinear-se a sociedade brasileira em formação, aparece o complexo do branqueamento, num país em que os “brancos puros” formavam tão pequena minoria. Cresce o complexo de ser o brasileiro de raça inferior que por muito tempo vai acompanhar os intelectuais brasileiros.

Inteligência e cultura também classificavam. Mas, na dependência dos critérios de riqueza e de cor, mulato pobre, embora inteligente, não rompia facilmente a barreira. O elemento mais forte de classificação era a riqueza, expressa principalmente na posse de terras   e na quantidade de escravos. Daí a preocupação de ostentá-la, e a mania geral de querer chegar a senhor de engenho ou grande fazendeiro.

Na luta de estratificação, de acomodação das camadas sociais, que se percebe paralela à revolução pela Independência, os senhores de engenho, os ricos fazendeiros, os traficantes de escravos e outros detentores de riquezas não tardarão em tomar as rédeas do poder, comandando a contrarrevolução: serão eles os donos do País após 1831.

As classes sociais não eram estáticas; não existindo, como em sociedades mais antigas, um critério de nobilitação, como o nascimento, a pessoa podia mudar de posição na escala social, seja enriquecendo-se e subindo, seja perdendo os bens e descendo, em dura competição. Os grandes comerciantes, todos estrangeiros, não eram bem vistos pelos brasileiros; foi em relação a eles que começaram a diferenciar-se portugueses e brasileiros, e muitos movimentos populares nasceram de reação ou protesto contra eles. Havia ricos negociantes portugueses muito rudes, analfabetos. Em nosso período, multiplicam-se os negociantes de outras procedências, principalmente ingleses e franceses.

A ostentação de riqueza sempre foi importante. Em muitas igrejas de Minas Gerais é possível, ainda hoje, imaginar a cena: à frente, em destaque junto aos presbitérios, recebendo as honras do incenso e  da paz, as pessoas de importância especial; ao centro da nave, isoladas por grades de madeira, as mulheres brancas, sentadas no chão; em redor das grades, os homens brancos; na entrada e fora da porta, os pobres e escravos.

Isso acabou por influenciar a exclusão do afro-brasileiro, e essa questão tem sido colocada em evidência por diversas análises de natureza sociológica e antropológica, constatável a partir da simples visualização de dados estatísticos.

O atual Censo Demográfico brasileiro adotou como uma das formas de classificação da população o critério da cor. De acordo com tal critério, os brasileiros foram classificados como amarelos, brancos, índios, negros e pardos. Negros e pardos, no Brasil, segundo o Censo, são cerca de 45% da população, perfazendo algo em torno de 70  milhões de  pessoas. A questão  cultural e étnica passa “fora” dessas estatísticas. O Brasil possui a maior população negra fora da África. É a segunda maior população negra do mundo, só inferior numericamente à população do mais populoso país africano, a Nigéria.

Uma análise dos indicadores sociais que o IBGE publicou em 1999 permite aferir que a população branca ocupada tinha um rendimento médio de 5 salários mínimos, enquanto os negros e pardos alcançavam valores em torno de 2 salários mínimos; ou seja, menos da metade dos rendimentos médios dos brancos. Estas informações confirmam a existência e a manutenção de uma significativa desigualdade de renda entre brancos, negros e pardos na sociedade brasileira.

Portanto, e isso ainda é comprovado por outros órgãos de pesquisa, a disparidade social e, consequentemente, de oportunidades entre  brancos e afrodescendentes (se levarmos em consideração a divisão por cor, como faz o próprio Estado) é grande e a distribuição de renda e de escolaridade ocorre da mesma forma através desse quadro.

CADASTRE-SE

E receba em primeira-mão todas as novidades dos Vestibulares, Ofertas, Promoções e mais!

Prodígio

Se você ainda não começou a estudar para o Enem, relaxa! A gente te ajuda! Com o novo plano Prodígio, vamos te ajudar a entrar para o time dos aprovados. ;)

Você terá um plano de estudos de 26 semanas, com 20 aulas semanais de todas as matérias, que abordarão todo o conteúdo sua prova. Também contará com monitorias ilimitadas, para tirar as dúvidas que surgirem das aulas assistidas, 3 simulados com a mesma quantidade de questões e tempo de prova do Enem, exercícios semanais com resolução em vídeo para você fixar bem todo o conteúdo das aulas e uma redação corrigida e comentada por mês.

Prodígio

Validade: 12 meses de acesso

  • 20 Aulas ao vivo por semana
  • 3 Simulados
  • 1 Redação Corrigida por mês

R$ 411,80

12x de: R$

R$ 14,90

Eu quero