MULHERES E SOCIEDADE

As chamadas “minorias” não necessariamente são marcadas por um grupo de menor expressão quantitativa em uma sociedade, quando utilizamos o termo “minoria”, estamos fazendo referência ao fato de determinado grupo não possuir os mesmos direitos socioeconômicos que os demais grupos da sociedade. O grupo majoritário socialmente tende a possuir maiores condições de acesso social, muitas vezes utilizando de sua posição para ascender economicamente e politicamente.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

O importante nas relações é o poder exercido, o grupo que possui maior poder social será o grupo majoritário, mesmo que possua um menor número de membros. Por exemplo, por mais que os homens não sejam a maioria da população brasileira (os homens ocupam 48,6% da população segundo dados divulgados pelo IBGE em 2013), não são considerados minoria, já que não sofrem graves problemas sociais em relação à cultura dominante, socialmente não passam por dificuldades em relação a sua condição, os homens ocupam a maioria dos cargos de chefia nas empresas, maiores salários e possuem maior representatividade política.

Uma das melhores definições sobre o conceito de minorias foi elaborada pelo sociólogo alemão L. Wirth, que define minoria como “um grupo de pessoas que, por causa de suas características físicas ou culturais, são isoladas das outras na sociedade em que vivem, por um tratamento diferencial e desigual, e que por isso se consideram objetos de discriminação coletiva”.

Entre os principais exemplos de minorias sociais podemos destacar as mulheres, negros, indígenas, homossexuais, moradores de regiões de baixa renda, idosos, deficientes, entre outros. É importante observar que as minorias sociais são grupos que passam por elevados processos de preconceito e estigmatização, muitas vezes resultando em processos de exclusão social grave. Elas possuem dificuldade em adentrar em diversos espaços, como meios educacionais, ambientes de representatividade política e nos melhores postos do mercado de trabalho.

Didática imbatível de nossos professores!

ProBlack

14 meses de acesso

  • Turma Extensiva 2020/2021
  • 6 Simulados
  • 4 Redações Corrigidas por mês

R$ 599,44

12x de: R$

R$ 19,90

Eu quero

Deve-se atentar que as minorias não são passivas à opressão sofrida, por isso, diversos grupos organizam-se em forma de movimentos sociais em busca de conseguir uma melhora nas condições de vida. Dentro da realidade brasileira podemos destacar o movimento negro e o movimento feminista, como grupos em permanente luta por direitos. A definição dada a esses movimentos sociais é caracterizada como grupos organizados que lutam por mudanças estruturais na sociedade, através do embate político, podendo tecer relações de crítica ou parceria para com o estado.

Atualmente, é possível observar um processo de criminalização dos movimentos sociais, já que eles buscam derrubar determinados privilégios de classes dominantes. É comum observar a mídia ou correntes políticas, que abordam esses movimentos como fonte de desordem e caos social, não trabalhando ou abrindo espaço para que se discuta suas verdadeiras pautas. Essa estratégia faz com que muitas vezes parte da população não consiga observar a realidade do embate sócio-político.

As minorias sociais no Brasil sofrem com o gravíssimo problema da representatividade política, apesar de vivermos em um sistema democrático, muitos grupos não possuem direito a voz dentro do sistema, sendo assim possuem grandiosa dificuldade em conseguir realizar a defesa de suas reivindicações. E essa dificuldade de representação está interligada a imposição de ideologias de comando de grupos majoritários, que problematizam a realidade social de determinados grupos. Existe uma busca pela manutenção de privilégios, grupos mandatários da sociedade lutam para que suas regalias sejam mantidas, para que os benefícios que possuem por estarem inseridos em grupos com maior representatividade fiquem intactos.

Um preconceito contra alguma minoria só consegue manter-se se for aceito por uma relevante camada da sociedade. Para que ele exista, é necessário um conjunto de pessoas que aceite, concorde e difunda esse formato de mundo, sendo assim, devemos observar que o combate ao preconceito contra minorias está no combate ideológico contra determinados grupos e seus privilégios.

O gráfico acima mostra como as mulheres são pouco representadas na esfera política, tendo dificuldades em conseguir ocupar espaços historicamente fortuitos para os homens. Isso também acontece com os negros e as demais minorias, que não conseguem adentrar de forma efetiva dentro do sistema representativo. A mudança dessa perspectiva exige forte participação do estado, garantindo os meios de integração e acessibilidade.

O MOVIMENTO FEMINISTA

O movimento feminista busca o empoderamento feminino, lutando contra toda uma sociedade de benefícios patriarcais. Ele teve seu início ainda no século XIX, sendo influenciado por visões de igualdade difundidas ao longo da Revolução Francesa, mas ganha maior autonomia e repercussão ao longo do século XX. O livro “O Segundo Sexo” de Simone Beauvoir, publicado em 1949, foi uma das principais obras desse período, denunciando a condição da mulher dentro da sociedade, Beauvoir diz em sua obra que “o homem é definido como ser humano e a mulher é definida como fêmea. Quando ela comporta-se como um ser humano ela é acusada de imitar o macho”, essa fala da autora francesa demonstra a intensa problematização realizada pelo movimento em meados do século XX.

Por ser uma das minorias sociais com maior representatividade numérica, o movimento feminista é um dos que mais sofrem com críticas e oposição aos seus pensamentos. A importância de um movimento que busque a igualdade entre homens e mulheres é facilmente observável em esferas sociais, econômicas, sexuais e políticas. O feminismo alcançou muitas vitórias no Brasil, como o direito ao voto e leis punitivas para com a violência doméstica.

O movimento feminista é amplo e formado por muitas vertentes, mas em sua maioria a defesa é por:

Pelo fim da visão social da mulher como objeto;

busca pela igualdade salarial;

possibilidade de realizar as mesmas funções profissionais;

divisão das tarefas domésticas;

fim da violência doméstica;

autonomia sexual;

fim do assédio recorrente em diversos meios sociais;

representatividade da mídia;

representatividade política;

legislação igualitária;

demonstrar que o gênero é uma construção social e não uma verdade universal.

CADASTRE-SE

E receba em primeira-mão todas as novidades dos Vestibulares, Ofertas, Promoções e mais!