Raça e Etnia

Aprenda sobre Raça, Teorias Justificatórias e Etnia.

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RAÇA

O conceito Raça remonta o século XIX, à medida em que responde às necessidades de explicar as diferenças entre as sociedades, os homens e os grupos de indivíduos em diversos espaços e tempos históricos.

Essa visão, amplamente difundida no século XIX, foi muito influenciada pelas teorias darwinistas, em que o cientificismo tentava explicar as diferenças a partir de um determinismo biológico.

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O aspecto genético explicava as diferenças físicas entre os indivíduos e entre os grupos sociais ou sociedades, e isso inclusive determinava pré-disposições de comportamentos sociais e individuais, o que muito colaborou com teorias “racistas”, ou seja, preconceituosas e excludentes.

TEORIAS JUSTIFICATÓRIAS SOBRE A RAÇA E ETNIA

O Darwinismo Social sempre esteve presente dentro da perspectiva social. O Darwinismo Social, de maneira geral, pode ser definido na crença de que as sociedades mudariam e evoluiriam em um mesmo sentido e que tais transformações representavam a transposição de um nível menos elevado para um estágio superior. De maneira análoga ao desenvolvimento do homem, as sociedades também estariam sujeitas à Lei da Seleção Natural.

Dentro de um determinado contexto, prevaleceriam as sociedades mais aptas e capazes, sendo as outras extintas, seja pela luta com as mais “desenvolvidas” ou pela dificuldade de superar obstáculos naturais. Assim, as sociedades mais hábeis foram prevalecendo em detrimento de outras que não conseguiam prosperar dentro de ambiente hostil. Sociedades menos evoluídas poderiam até sobreviver, desde que não fossem submetidas à Lei da Seleção Natural. Alguns evolucionistas chegaram a classificar as sociedades tradicionais da África, América e Oceania como verdadeiros fósseis vivos. Seriam modelos de estágios arcaicos fazendo parte do passado da humanidade.

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O evolucionismo e o próprio Darwinismo Social foram utilizados como justificativa de muitas dominações ao longo da História. Como exemplo clássico desse processo, temos o Imperialismo no século XIX, no qual países como Inglaterra, França e Portugal, em nome da conquista de novos mercados, deslocamento de capital excessivo e procura por mão de obra barata, entre outros motivos, buscaram áreas consideradas por eles menos evoluídas e carentes de civilização e cultura, dominando-as e influenciando-as de forma arbitrária e muitas vezes unilateral. Esse processo acabou por hierarquizar as culturas e favorecer aqueles que tinham poder bélico, econômico e, por esse motivo, acabaram por destruir todas as organizações culturais existentes em países da África e em outros países da Ásia, por exemplo

O conceito de Raça está, portanto, intimamente relacionado com o âmbito biológico; as diferenças de características físicas “explicam” o que faz daquele grupo social um grupo particular. Podemos compreender melhor o que se quer dizer quando falamos de raça quando nos atentamos para as questões de cor de pele, tipo de cabelo, conformação facial e cranial, ancestralidade e genética.

ETNIA

Em relação ao conceito Etnia, entendemos que houve uma necessidade, a partir de tudo o que promoveu o termo “raça”, de se criar outro tipo de análise, essa mais relativista e respeitosa em relação às diferenças. O termo “etnia” deriva do grego ethnos, cujo significado é povo. A etnia representa a consciência de um grupo de pessoas que se diferencia dos outros. Esta diferenciação ocorre em função de aspectos culturais, históricos, linguísticos, raciais, artísticos e religiosos. A Etnia não é um conceito fixo, podendo mudar com o passar do tempo. O aumento populacional e o contato de um povo com outros (miscigenação cultural) podem provocar mudanças numa determinada etnia.

Geralmente usamos o termo etnia para nos referirmos à grupos indígenas ou de nativos. Porém, o termo etnia pode ser usado para designar diversos grupos étnicos existentes no mundo. A ciência que estuda as etnias é conhecida como Etnologia, e a escrita resultante da observação e análise desse grupos é chamada de Etnografia.

O conceito de Etnia, então, está relacionado ao âmbito da cultura, aos modos de viver, costumes, afinidades linguísticas de um determinado povo, e que criam as condições de pertencimento àquela determinada etnia. Podemos compreender melhor as questões étnicas a partir dos inúmeros exemplos que enchem a televisão de manchetes, como os eternos conflitos entre grupos étnicos no Oriente Médio, que vivem em disputa política por territórios, motivadas por diferenças culturais e religiosas.

A etnia se concretiza no vínculo cultural que é criado entre os indivíduos que compartilham de uma identidade cultural. Identidade cultural é a relação que se estabelece entre “semelhantes”. Ou seja, os símbolos que constituem uma cultura, quando são partilhados por um grupo, acabam criando uma identidade cultural que, por vezes, acaba dando sentido a uma Nação. Esse conceito de Nação passa a ganhar força a partir do século XVI, quando são constituídos os Estados Nacionais Modernos.

A ideia de identidade é criada e está presente, ao mesmo tempo, em organizações muito primitivas, e podemos encontrá-la até em organizações tribais. Existem muitos traços culturais presentes na identidade cultural de alguém que permitem identificar, por exemplo, sua origem. Imagine que uma mulher samba muito bem em uma festividade em Nova York. Quando as pessoas olharem para ela, qual nacionalidade normalmente vem à mente daquelas pessoas? Brasileira, com certeza, já que o samba faz parte da nossa identidade cultural. É a identidade cultural que desenvolve nos indivíduos o sentimento de pertencimento a uma comunidade, sociedade e Nação.

Com o objetivo de desconstruir as implicações do uso do termo raça, o estruturalista Claude Lévi-Strauss, através de estudos etnológicos no Brasil, teve a percepção de que o homem sai do seu estado natural e se incorpora ao seu estado cultural quando aprende a cozinhar, aprende uma linguagem e um conjunto de símbolos. Nessa medida, a identidade cultural é uma só, mesmo a brasileira que, embora composta por tantas diferenças, é rica em diversidade e pluralidade.

A diversidade das culturas humanas está atrás de nós, à nossa volta e à nossa frente. A única exigência que podemos fazer a seu respeito é que cada cultura contribua para a generosidade das outras.

(Claude Lévi-Strauss)

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