SOCIOLOGIA E MEIO AMBIENTE

O tema “sociedade x meio ambiente” permeia a ação do ser humano e é orientado por determinadas formas de organização social, expressando algumas dificuldades na análise dos problemas ambientais. O homem deixa de ser uma espécie animal para assumir toda a complexidade do “ser social”.
Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on email
Share on linkedin

De que sociedade falamos hoje? Evidentemente, daquela que valoriza o lucro e incentiva o consumo acelerado e desenfreado. Daí é “natural” que haja uma exploração da natureza como jamais vista e que se tenha uma gigantesca produção de lixo.

E como o indivíduo se encaixa nessa história toda? Diz Antonio Gramsci, importante intelectual italiano, morto nos porões fascistas de Mussolini, que o indivíduo comum tem poder limitado de transformação social; o mesmo não se pode dizer da associação dos indivíduos em determinada causa. Para Gramsci:

(…) o indivíduo pode multiplicar-se por um número imponente de vezes e obter uma mudança bem mais radical do que à primeira vista pode parecer possível.

Didática imbatível de nossos professores!

ProBlack

14 meses de acesso

  • Turma Extensiva 2020/2021
  • 6 Simulados
  • 4 Redações Corrigidas por mês

R$ 599,44

12x de: R$

R$ 19,90

Eu quero

(A citação foi retirada de Obras Escolhidas, edição da Martins Fontes,publicada em 1978.)

A instância de decisão saltou do indivíduo para o coletivo. A decisão inicial é individual, mas a eficácia dos resultados passa por uma ação coletiva. Não basta uma decisão do indivíduo. O peso está no agir coletivo.

Não se tem dúvida, por outro lado, que os grandes problemas ambientais do século XXI partem de decisões corporativas. George W. Bush, ao não ratificar o Protocolo de Kyoto, definiu sua decisão mais pelos interesses das grandes empresas norte-americanas do que por alguma especulação moral ou ética ambientalista.

Esse protocolo tem como objetivo firmar acordos e discussões internacionais para conjuntamente estabelecer metas de redução na emissão de gases estufa na atmosfera, principalmente por parte dos países industrializados, além de criar formas de desenvolvimento de maneira menos impactante àqueles países em pleno desenvolvimento. E diante da efetivação do Protocolo de Kyoto, metas de redução de gases foram implantadas, algo em torno de 5,2% entre os anos de 2008 e 2012.

Se são as empresas as maiores contribuintes para a poluição ambiental, há de se pensar como responsabilizar uma pessoa jurídica por um desrespeito às normas morais instituídas na forma da lei. A questão é que sustentabilidade, responsabilidade social e ambiental estão na ordem das discussões sociológicas.

Tendo em vista que muitas cidades já se encontram com sua capacidade de suporte superado, configurando um quadro de degradação transnacional, é de se imaginar que precisaríamos de um planeta 30% maior para acomodar o modelo social vigente.

O capital natural da terra vem sendo ameaçado a cada dia devido aos avanços de fronteira econômica, expansão agrícola, assentamentos humanos desordenados, desmatamentos e especulações imobiliárias que, por falta de projeto de prevenção, acabam remediando os danos depois de fragmentá-los. E o custo para inverter o problema é tão alto que fica impossível reconstruir os ecossistemas agredidos.

Nessa abordagem, o modo como nos inserimos no ambiente resulta em um conjunto de relações sociais que, por sua vez, constrói um tipo específico de relacionamento com a dimensão natural. Relação essa que se encontra em total descompasso em virtude do padrão societário atual. Mas o que fazer diante da complexidade em que essa relação se encontra?

O exercício da cidadania participativa poderia ser o caminho para uma sociedade sustentável, pois a maioria da população jamais participou de uma ação social que vise a promoção de uma melhor qualidade de vida, de uma ação que busque uma relação mais transparente entre a sociedade e o poder instituído.

O que temos é uma sociedade que continua querendo dominar a natureza, ao invés de interagir com ela, apresentando uma ação predatória e potencialmente ameaçadora da vida na terra. Tem-se, ainda, a falta de projetos que questionem as desigualdades sociais e os princípios de uma justiça ambiental, que são temas importantes da busca pela sustentabilidade.

A natureza passa a ser objeto mercadológico engendrado num processo de privatização do uso do meio ambiente comum, especificamente do ar e da água, dos quais a humanidade depende. E é o custo econômico e social desse comércio que o torna preocupante, já que passa a ser inadequado no auxílio ao desenvolvimento.

A sociedade em que vivemos pode e deve ser planejada com padrões de menor porte e com produção descentralizada em bases sólidas, em termos tecnológicos, disponíveis democraticamente e gerados a partir das necessidades da coletividade. Porém, muitos estudiosos na área questionam sobre o tempo disponível que se tem para uma sensibilização e conscientização da população a nível global. As catástrofes já ocorrem em escalas cada vez maiores. A própria meteorologia se tornou um tanto quanto imprevisível, e o homem, vítima de si mesmo, continua insistindo em usar intensivamente — e de forma errônea — os recursos naturais.

Por outro lado, não é preciso ser tão pessimista quanto ao assunto em questão. Tem-se caminhado em busca de soluções, mas é preciso estar atento à banalização feita em muitos discursos acerca dos termos “meio ambiente, desenvolvimento sustentável, ecoturismo”, entre outros. Existe uma grande diferença entre fazer declarações politicamente corretas e se comportar de forma condizente com a declaração.

A legislação brasileira avançou muito nos últimos anos. O Brasil expôs ao mundo a importância de se conservar os recursos bióticos e naturais presentes nas florestas para a manutenção da qualidade ambiental do planeta. No momento, o assunto em pauta é a criação de mecanismos fiscais que busquem equilibrar a delicada balança do consumo de recursos naturais que se encontra extremamente favorável para países desenvolvidos.

Diante deste quadro, nada mais justo que, além de termos uma legislação consistente, tenhamos também recursos financeiros e humanos para fazermos cumprir leis que irão beneficiar a qualidade ambiental não apenas de nosso território, mas de todo o planeta. Um dos instrumentos legais mais expressivos existentes no Brasil é o ato declaratório ambiental, que é um instrumento de contribuição à preservação ambiental. Também pode se tornar uma aliada do proprietário de áreas, visto que esta lei permite que haja isenção tributária para aqueles que preservem e protejam as florestas em áreas de delicado equilíbrio, de extrema necessidade (áreas próximas a cursos de água, ao redor de nascentes, topo de morros, áreas de declive etc.) ou em outras situações que tenham importância de preservação.

As áreas podem ser classificadas como:

área de reserva legal;

área de reserva particular do patrimônio natural;

área de declarado interesse ecológico;

área com plano de manejo florestal;

área com reflorestamento de essências nativas e/ou exóticas.

CADASTRE-SE

E receba em primeira-mão todas as novidades dos Vestibulares, Ofertas, Promoções e mais!